terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Reflexões de Fim de Ano - Finalmente

E no post anterior, que foi há muito tempo, eu havia dito que meu ano de 2007 teve um saldo positivo. E que fique claro que ter saldo positivo não significa necessariamente que o ano foi de todo bom – coisas ruins acontecem inevitavelmente com todos – mas os fatos bons prevaleceram. Algumas coisas que eu almejava desde 2005/2006 eu consegui fazer acontecer em 2007.
Sempre quis terminar meu curso de telecomunicações no Cefet, mas em 2005/2006 desejava sabendo que não poderia ter. Era o tipo de curso que por mais que se tivesse tempo não se podiam adiantar matérias. Então eu tive que seguir pela estrada sem pegar nenhum atalho, mas teve lá suas compensações: continuei com a mesma turma até o fim e ao mesmo tempo conheci outra turma, me livrei do professor que me odiava (e mais algumas pessoas)... Acabei me formando neste ano, saí com as pessoas da minha turma original e foi tudo lindo...
Nesses dois anos que citei, joguei currículos em muitas empresas e em 2006, fiz muitas provas. Algumas já começavam dando errado, enquanto outras surtiam 50% do efeito. Desanimava, mas sempre levantava depois... até que consegui o que queria: trabalho. Fiquei muito feliz... na hora em que recebi a notícia não sabia se ria ou se chorava... estou muito satisfeita com o trabalho e com todos... e trabalho até hoje...
Também rolou a idéia, já que eu havia terminado o Cefet, de começar a faculdade que sempre quis fazer, mas que muita gente torceu o nariz: matemática. Não dei a mínima para os narizes tortos e resolvi fazer o vestibular. O fato é que não poderia ser uma faculdade presencial, afinal, eu já faço a de engenharia. A boa foi fazer um vestibular que me proporcionasse um ensino de graduação à distância e eu fiz. E passei. E gosto muito.
E nesse ano fiz mais amigos, não descobri nenhum inimigo novo, aprendi a dobrar algumas pessoas e só espero mais coisas boas para o ano que está chegando. Não se espante por eu não ter citado os fatos ruins do ano. Foram muitos, alguns já deixados no passado, enquanto outros cismam em acenar e fazer questão de que notem sua presença. Não vale a pena citar algo que se faz força para esquecer.
E até resoluções para 2008 já foram tomadas!!! Mas me fazendo das palavras de um amigo, nunca é bom contar alguns planos, pois eles podem não dar certo antes de serem colocados em prática, devido a famosa uruca. Quando eu conseguir realizar, eu conto...
Agora é só esperar que o outro ano chegue... e que me e te reserve coisas boas – na maioria das vezes. E que dessas coisas, parte sejam surpresas boas, de deixar o nosso queixo caído e olhos mareados d’água; e a outra parte sejam as suas vontades e planos sendo realizados. E que haja cabeça suficiente para entender quando algo der errado e souber que coisas ruins podem acontecer, mas não se deve desanimar. Que o saldo final seja positivo!!!

*Agora vou falar – provavelmente não rapidamente – da festa que deu um upgrade no meu astral: a festa de fim de ano da minha empresa. Tive inúmeras festas de fim de ano e acabei não indo, mas essa era a confraternização da empresa, com as pessoas que trabalho e muitas outras que eu posso vir a trabalhar. Não estava muito empolgada para ir, mas um grande amigo me convenceu, afinal, a festa de fim de ano seria também a despedida dele...
Me arrumei e fui... com certo frio na barriga na chegada. Não pelo medo do que eu poderia fazer na festa, mas por não ter um parceiro(a) de dança pré-estabelecido. Como a festa é exclusiva para funcionários, não pude levar minha BF, que dança pra caramba...
Cheguei achando que não encontraria ninguém e que logo iria embora. Ainda bem que eu estava muito enganada. De início fiquei mesmo perdida com a magnitude da festa e a quantidade de pessoas que estavam no lugar. E por falar em lugar, a decoração estava linda, moderna, contrastando com o lugar de formas rústicas.
Tinha de tudo: desde as mais comuns as mais variadas comidas (doces e salgadas) e bebidas, além das mais diferentes pessoas. Digo isso, pois todos da empresa foram convidados, desde o faxineiro ao presidente. Acabei não comendo nada, mas bebi muita água e refrigerante.
E andando pela festa, encontrei um pessoal que – graças a Deus – eu conhecia. E fiquei com eles. Começamos a dançar e eu, bastante timidamente. Mais tarde, alguns com certas doses de álcool no corpo, começaram a “se jogar” na pista e eu me empolguei mais. De repente a música eletrônica parou e simplesmente o Monobloco sobe ao palco. Dentre os “n” pensamentos rodando na minha cabeça, o principal foi: quando é que eu estaria tão perto do Monobloco?
E o show foi phoda. E dancei sem parar. Acabei conhecendo muitas pessoas, o que depois vim a pensar que seria ruim, pois conheci e ao mesmo tempo não conheci, afinal, elas estavam tão chapadas, que a probabilidade de se lembrarem das pessoas que conheceram é quase nula. Mas eu disse QUASE. Mas isso não afetou minha noite... noite essa que eu acreditava que seria curta e acabou sendo longa.
Dancei muito, como há muito não fazia, e cantei demais... Minha sandália arrebentou, minha garganta reclamou de dor, mas eu estava imune a tudo. Acho que quando minha sandália arrebentou, fiquei melhor... e mesmo com o chão cheio de copos quebrados, dancei num ritmo mais frenético. Tentei até pegar um chinelo com o percursionista do Monobloco, mas ele não era o manda-chuva do camarim.
Me diverti muito e descobri lados muito alegres, de pessoas que nem imaginava. Só fomos embora quando a música foi desligada e os banheiros fechados – para mais ninguém entrar. Mas não foi fácil mandar as pessoas embora simplesmente desligando o som, mas ao menos elas se ligaram que já era hora de se encaminhar para a porta de saída. E a saída foi caótica, afinal, todos estavam querendo sair ao mesmo tempo. Com isso, achei que não pegaria um táxi na porta, mas consegui. Acabei rachando o táxi com uma menina, já que o André – grande friend – resolveu esticar a noite e eu estava sem condições.
Bom... essa foi a festa. Pelo post, estão espalhadas algumas fotos do evento. Me diverti muito – e já disse isso – e ao sair do banho, trocar de roupa e pousar a cabeça sobre meu travesseiro, vi que estava satisfeita e que eu precisava daquilo...*

**No post – gigantesco – tem um monte de fotos espalhadas... infelizmente aqui não existe legenda, mas vou enunciando cada um, a partir do topo.
1 - Minhas amigas do Cefet... claro que não estão todas nas fotos, mas essas, em especial, me ajudaram demais no curso... sou louca por elas...
2 - meu ex-professor mala do Cefet, que citei no texto.
3 - Eu e Evelyn, na Parmê, comemorando nossa sonhada formatura no Cefet...
4 - Eu e Pat, grande amiga, num evento do ano passado... temos poucas fotos, mas existem planos de que tal coisa mude...
5 - Decoração do teto na festa de fim de ano da empresa em que eu trabalho.
6 - Explosão de papel prateado picado, numa das músicas dançantes tocadas pelo Monobloco.
7 - Monobloco de longe.
8 - O passe da festa - todos tinham de ter a pulseirinha... ela foi o passaporte para a alegria...
9 - Foto do alto da galera da festa... isso ainda no início da noite...

Espero que não se esgotem... hahahahahaha.
Tem mais fotos depois!!!

Beijos a todos...

sábado, 8 de dezembro de 2007

Reflexões de Fim de Ano

Estava no trabalho fazendo um pouco de nada, doida para que algo acontecesse: ou que a hora passasse para que eu fosse para casa e consecutivamente para minha cama; ou que surgisse algo para eu fazer. Mas nessa ânsia de querer algo para fazer, me dei conta de que, apesar de ter se ausentado, meu chefe me deixou uma tarefa. Demasiadamente extensa, mas com um assunto interessante. Comecei a fazê-la e tudo o mais, mas são tantas as coisas para ler, que visualizar tudo no monitor se torna um horror. A vista cansa, o sono chega e eu deixei a tarefa encaminhada. A parte boa da tarefa é que posso realizá-la no conforto e aconchego do meu lar. Mas é a única vantagem.
Quando parei com o trabalho, resolvi escrever algo sobre esse ano, que praticamente é dado como finito. Lembro-me de, na semana passada, ter comentado com um amigo que, ao escrever a data no papel, me dei conta deste fato e de outro: que dezembro é uma espécie de fevereiro. Digo espécie, porque apesar das inúmeras festividades que surgem, o povo continua trabalhando. Não com o mesmo entusiasmo, afinal, é Natal, o mês é de festa (s).

Aproveitei, nesse tempo que dediquei ao ócio, para cumprir uma tradição: o lendário balanço anual. Aquele post onde colocamos todas as coisas boas e ruins, contamos os atos de esperteza e as burrices homéricas, comemorações e decepções... e no fim, damos a palavra final. Tenho uma teoria de que ou se fala que o ano foi uma completa merda – mesmo que se esteja exagerando – ou se fala que o ano foi uma completa maravilha – exagerando-se um pouco também -, mas nunca se diz que os pesos são iguais. Se alguém me disser que foi tudo igual, vou ser capaz de dizer que não aconteceu nada no ano dessa pessoa, afinal, foi assim que a matemática ensinou (se a quantidade é igual em módulo, mas possuem sinais contrários, quando somadas, se anulam!!!).

Ao fim dessa introdução a um longo post que virá, acabei não contando nada do meu ano, mas já posso adiantar que ele teve um saldo positivo, com certeza. Acredito que foi um ano bom, acima do que eu esperava, mas jamais citarei maravilhoso.

Detalhes??? Um clique à frente, por favor...

* Quanto à foto... só para simbolizar o tempo, afinal, é dele que estamos falando...

Beijos

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

O "cara" - Pt. 2

As pessoas que estão do lado de fora não nos entendem, e mais do que isso, acham que podem implicar do mesmo jeito que nos implicamos. No fim das contas, acaba que essas pessoas quebram a cara. Elas não sabem o que rola entre a gente. Nosso “modo de implicar” é restrito, pessoal, codificado. Se tudo for pego no ar, provavelmente ficará no mesmo lugar.
O mais legal disso tudo é que no final, não precisamos ficar nos esclarecendo, nos fazendo entender sobre uma ou duas implicâncias que normalmente ficariam mal esclarecidas. O que com outros ficaria um clima esquisito, entre nós fica tudo esclarecido e subentendido. E as gargalhadas vêem logo depois, sem culpa, sem stress. A discussão rola mesmo a fim de saber quem é que implica mais com o outro e isso, nunca deu empate. Não acredito em empate nessa situação.
Não prevejo empate... ele é muito mais implicante do que eu. Fora as tiradas sarcásticas que ele tem e todos levam na real... e aí ele me olha. E sempre se sabe quem entende o quê. E no fim de semana retrasado, naquele maldito jogo Flamengo x Santos – onde eu torcia loucamente e visivelmente pelo Santos em um ambiente onde só minha mesa, de botafoguenses desiludidos, torcia contra o time mulambo – ele implicou tanto comigo, que eu queria enforcá-lo. Acho que não foi muito pelo fato de eu torcer contra o time dele... acho... hahahahahahaha. Mas no final, tudo deu estranhamente certo – fora o fato de o Flamengo ter vencido o jogo. Como sempre – que fique claro que não é o Flamengo (argh) que vence sempre... mas nossos humores sempre terminam numa boa.


*Quanto à foto... nada pessoal mesmo... achei que ela expressava felicidade, não sei... acho que ela passa isso, fora o fato de todos estarem felizes nela... *

*Amiga querida, adoro quando você diz que quer escrever como eu quando crescer... acho legal isso, sei lá... por mais que eu saiba que não escrevo tão bem assim, e que obviamente existem pessoas que escrevem mais do que eu... (e isso é um fato). Mas é mesmo verdade que transformo minhas rápidas passagens em algo realmente interessante. Acho mesmo que devemos dar um valor ás coisas que possam parecer simples, mas que se forem pensadas com calma, provavelmente terão um valor maior. E foi o que aconteceu. Achei bastante legal e tal... Mas eu adoro seus textos!!! Acho que aquele que você fez sobre seu dia completo – estilo trajetória foi o melhor... hahahaha. Me coloquei no seu lugar e acabei ficando cansada no final... mas o que conta a sua vida e, de quebra, traz a foto do balé, também é imperdível... Te adoro – saudades!!!*

Beijos...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

O "cara"

Faz tempo que a amizade rola. Mas nem todo o tempo foi feito de uma amizade consolidada. Me lembro que no início, não nos dávamos tão bem... eu ficava muito irritada com muitas coisas que ele dizia. E eu era bastante intolerante, chegava a ser chata, por não aceitar muitas das coisas que ele dizia e ele normalmente não sabia o motivo pelo qual eu estava irritada com ele.
Geralmente eu consigo esconder o que sinto, geralmente as pessoas não fazem idéia do que sinto por elas, mas com ele, era visível. Chegava a incomodar outras pessoas, que até poderiam me achar antipática, mas se com elas eu não estava sendo fria, elas simplesmente esqueciam do assunto, afinal, não era com elas. Acho que essas atitudes me fizeram mudar o foco das coisas. Passei a ver essa pessoa, outrora vista de uma maneira não muito boa, com outros olhos e confesso que mudei meu conceito quanto às outras. Mais do que enxergar que tinha um amigo por perto – um grande amigo, por sinal – vi que os que eu considerava amigos, não o são tanto.
Um dia conversamos muito, uma conversa agradável e bastante reveladora. Vi uma pessoa completamente diferente do que eu achava que era. Vi o que muitas amigas minhas querem, vi o que ele busca...
E hoje eu entendo o que ele faz, sei o motivo pelo que ele faz. Mas ele ainda me irrita... mas propositalmente... e eu continuo me irritando...
Meu nome? Debora. O dele? Hum...

Beijos

sábado, 20 de outubro de 2007

Rascunho


Por hoje resolvi não mais caminhar sobre o meu passado... Não que eu tenha desistido de contar o que prometi no post passado, até porque nem poderia, já que existem pessoas me cobrando o texto...

Estava andando na rua e me deparei com uma dessas pessoas que moram nela. Mas não era uma pessoa comum, era uma pessoa que divagava em alguma esquina do Centro do Rio sobre o futuro. Parecia um filme americano onde tem um mendigo na esquina dizendo que o fim do mundo está próximo e que o armagedon está batendo à porta. Esse cara que me dignei a parar para ver e ouvir dizia coisas mais de acordo com nossa realidade. Falava sobre o futuro das águas, da terra e do ar; e não era nada bonito.

Fiquei pensando sobre as coisas que ele dizia e ao mesmo tempo, olhando ao redor, vendo as pessoas que não o viam ou ouviam, pessoas que estavam tão imersas em suas próprias vidas e trabalhos que não percebiam o resto do mundo à volta. Pensando em tudo e analisando algumas coisas, fui surpreendida pelo homem, que apontou com o dedo - diga-se de passagem extremamente sujo - para mim e perguntou se a página atual da minha vida era um rascunho que eu ainda estava escrevendo ou se já estava tratando de passá-la a limpo. Claro que não com todas essas letras, mas foi isso o que ele disse.

Fiquei desnorteada. Como ele poderia estar perguntando aquilo para mim? Porque eu? Porque não puxar uma daquelas pessoas apressadas pelo braço e gritar a tal pergunta aos brados na cara dela? Ainda fiquei alguns segundos olhando para aquele homem, que por um momento e de forma estranha, se meteu um pouco na minha vida. Saí dali correndo. Pensando e pensando... não mais na atitude dele, mas na pergunta que me fizera.
Comecei a varrer meus anos, na verdade, os anos de que me lembrava. Acho que meu rascunho começou a ser feito no momento em que nasci. Soube que era um rascunho quando eu imaginava o futuro, ou seja, nada estava certo, nenhum caminho estava trilhado. Era a hora das escolhas. Fiquei mais certa do rascunho quando comecei a dar meus próprios passos, andando sozinha... e hoje, neste momento, estou me fazendo a pergunta: já estou tratando de passar minha vida a limpo?

E a resposta é: não sei. Não é algo que se pode dizer: "Bom, a partir do momento "x" minha vida vai ser definitiva". Acredito que a todo momento estamos escrevendo rascunhos e ao mesmo tempo passando a limpo determinados passos da vida. Não necessariamente as mesmas situações, mas, aquela coisa que pensamos ontem, provavelmente estará resolvida amanhã ou depois. Mas se deve saber: quando estamos na fase do pensamento, é rascunho, afinal, ainda não colocamos nada em prática, temos apenas idéias vagas do fato e tudo o mais. Mas a partir do momento que uma determinada idéia é colocada em prática, ela foi passada a limpo.
E passar algo a limpo não significa que foi a melhor escolha. Pode ter sido uma decisão de merda ter realizado aquele plano, mas também... como teria sido se não tivéssemos feito? Podemos tirar dez ou zero, mas já foi passado a limpo e entregue ao Mundo - o cara que dá a nota.
A pergunta do mendigo me tirou o sono, mas é demasiadamente interessante ficar pensando nela. A boa é chegar no fim, numa resposta. E a resposta pode variar de um para outro, afinal, você responde de acordo com o que você deseja para si, você acorda ou discorda de algo simplesmente por seu prazer próprio e para o meu, já escolhi uma resposta. Claro que não fiquei muito satisfeita com o resultado, afinal, sou uma pessoa exata e tal, mas visto que por mais que eu goste desse tipo de resposta, ela não me satisfaria nesse momento. Vi que a resposta para essa pergunta é dúbia.

Posso dizer com total certeza - pq eu simplesmente quero - que a vida transcorre com o rascunho e o texto final em paralelo e esses nunca tratam do mesmo assunto. Você tem uma idéia hoje (rascunho) que é resolvida amanhã (limpo), mas logo tem outras milhões de idéias e planos para a vida e resolve outras idéias e outros planos. Ou seja, a vida é um misto de folhas de rascunho, em branco ou textos finais. A hora em que você decide qual parte do misto escolher cabe exclusivamente a você, assim como cabe escolher o que queremos que fique definitivamente no rascunho e o que saia a fim de marcar a sua e outras vidas.
Queria encontrar com o cara novamente. Queria saber dele, o que ele era. Rascunho? Bem resolvido? Ou estava simplesmente em branco?


*Basicamente, a foto no início do texto nada tem a ver com ele... foi só uma foto do momento de felicidade de dois Boatafoguenses no Maraca, depois de uma vitória... Amo essas duas pessoas... Hugo e Dani. Beijos para os dois!!!*

Beijos - generalizados

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Recadinho...

Não, não não... ainda não vim com meu texto definitivo... só vim para dizer que mudei todas as palavras "melancolia" nos posts anteriores para "nostalgia". Dããããã... é óbvio que a palavra combina mais e etc...
Hahahahaha... gastei um post para dizer isso, mas é algo importante... Deixar os amigos informados...
Beijos

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Nostalgia - pt. 2

Nessa minha caixa de lembranças, além das cartas, bilhetes e rascunhos que citei, existem outros objetos de efeito. Quase todos meus emblemas - pq no colégio em que estudei, cada série usava um emblema no bolso da camisa, localizado no peito esquerdo - assim como minhas carteirinhas referentes a cada série e até o crachá eletrônico - que nunca funcionou. Tem ainda um cartão de aniversário que recebi de toda a turma no meu aniversário, no ano de 2001 - meu 1º ano do ensino médio - , tem fotos de pessoas que nem sei mais onde andam, tem o convite da minha colação de grau, os recibos da festa de formatura e uma pulseira amarela do churrasco de formatura. Cada objeto tem uma energia diferente, e não importando se é boa ou ruim, fico feliz por já ter passado pelos tais momentos e igualmente feliz - ou mais - por conseguir revivê-los com tamanha fidelidade.
Me bate uma vontade de narrar todas as histórias, de cada coisa, nos seus mínimos detalhes, e eu talvez até faça isso. Não hoje, não amanhã, mas um dia. Acho que receio esquecer algo, deixar passar algum suspiro ao longo do tempo... mas por hoje, resolvi escolher uma carta
recebida. Não sei bem ao certo a data em que a recebi, mas tenho certeza de que foi em 2003, o ano em que recebi muitas coisas. Não me venha cobrar a data, pois vale lembrar que a maioria das pessoas não coloca, a não ser que seja uma redação e que seja formalmente pedido. Nisso, terão de confiar na minha memória.
Era uma carta bem engraçada, onde a pessoa dizia não saber se era digna da minha e de mais algumas amizades. Dizia que de um modo estranho, me amava e que gostaria de que esse amor fosse igualmente sentido por mim, que que podíamos ter uma amizade bem f
orte, mas com a esperança de que ficássemos juntos o máximo de tempo. Achei muito fofa a carta, que mesmo cheia de palavras disse muito e pouca coisa. No fim, vi que foi uma "carta-teste", que queria ver como eu reagiria à esta e tal, porque não muito tempo depois, recebi outra. E esta segunda dizia muitas coisas.
Já me pediram para transcrever as cartas e tal... mas não acho uma boa idéia. É invadir a privacidade alheia: a minha e a da pessoa que me mandou. Lembro de que no envelope da segunda carta, estava escrito em letras garrafais para que eu lesse o conteúdo sozinha. E li. Lembro-me de ter guardado a carta até o dia seguinte, para ler de manhã, no ônibus, na ida para o colégio.

Além de eu não transcrever as cartas - ou parte delas - também jamais direi quem as escreveu... segredo de estado... hahahahahaha.

E meu estado de nostalgia não acaba aqui... foram muitos anos convivendo com pessoas que adoro, desde faxineiros a diretores, e também com pessoas que passei a odiar. São muitas coisas para contar. Algumas, atravessam as paredes do colégio centenário e simplesmente atravessam a rua. E essa vai ser minha próxima história... minha 3ª dose de nostalgia... e não me pergunte quantas doses serão, o que sei é que meu pote ainda não está cheio...


*Pat, adorei vc ter comentado no meu blog... e obrigado pelo elogio à minha escrita, mas eu acho que vc escreve fodamente bem... E quanto à caixa de lembranças, jamais guardarei a minha no alto do armário... pode ser mesmo algo torturante, mas eu gosto de lembrar... e nisso já entra o comentário do Anônimo - obrigada por ter comentado - que diz que é pra ficar no passado e tal, pq pode ser doloroso ficar imaginando como seria a vida se vc tivesse seguido aquele ou o outro caminho... Mas é isso que gosto de fazer!!! De analisar, de sentir saudade ou não... sei lá, sou mesmo um pouco masoquista... Mas mesmo assim, ficarei relembrando... acho gostoso, tenho sensações diferentes, mas não novas... Beijos para vc, amiga, e para vc anônimo...


Beijos generalizados...

sábado, 6 de outubro de 2007

Nostalgia - pt. 1

Pessoas... passei o fim de semana passado relembrando umas coisas minhas. Ah, desculpe pela falta de post, mas é fato que não sou tão competente quanto eu achava que fosse, a conseguir levar numa boa duas faculdades, um estágio, um blog, 2 famílias e meia e os amigos - fora os deveres de casa. Bom, voltando ao meu estado de nostalgia... adorei relembrar tudo...
Tenho uma caixa de cartas e bilhetes, coisas que recebo desde minha oitava série... e tudo dobradinho... Alguns recadinhos têm cheiro, alguns são escritos em folhas chiques, enquanto outros são escritos com caneta tinteiro - para dar um ar de antigo. Tenho tudo de todos, inclusive as minhas mesmas. Sim, sim, tenho também as cartas que mandei. Claro que não tenho todas, mas as que considerei mais importantes no envio, resolvi guardar o rascunho.
A primeira conclusão que tirei quando peguei a minha caixa, foi de que ela estava bem pesada... Quando eu abri e comecei a ver tudo o que tinha, notei que a quantdade de cartas enviadas era ligeiramente maior do que as recebidas, mas mesmo assim, meu ânimo não foi para o espaço. Quando comecei a ler algumas coisas que eu havia escrito, vi que eram mais do que palavras... Eram meus sentimentos!!! Coisas que eu sentia e jamais havia colocado para fora... Percebi que tenho essa mania até hoje: prefiro não explodir com a pessoa e sim, compartilhar com a caneta...
E as cartas que recebi eram lindas... quer dizer, são lindas... Acho que naquele momento, só joguei uma fora... era a típica coisa de que não queria me lembrar... O resto... percebi que podia me transportar para o momento em que lia a carta pela primeira vez... Assim como consegui sentir o que eu havia escrito.
Resolvi postar alguns textos aqui... obviamente, a maioria minha, claro. Não vou ficar expondo o sentimento de quem um dia veio a gostar de mim de uma maneira diferente... Então, se você por acaso me escreveu algo um dia... não se preocupe... pois eu provavelmente não postarei aqui. Disse provavelmente - pois vontade não vai faltar em alguns casos.
Postarei abaixo um de meus textos, feitos no ano 2000. Estava na oitava série, aprendendo a desencanar e tal... e acho que no fim das contas não devo ter progredido muito.

"Sabe que às vezes tenho um ciúme incrível dela? Não sei... eu fico feliz por ela ter você, mas ao mesmo tempo fico triste por ela ter você. Às vezes passa na minha cabeça que ela pode não fazer idéia do que tem, e que só vai saber quando perder - se perder. Mas você se doa tanto a ela, que é possível que isso não aconteça. Você é mesmo um sonho de pessoa e muitas pessoas gostariam de estar no lugar dela. Demorei a perceber, mas acho que eu posso ser uma dessas pessoas em determinados momentos. Eu sou feliz e tudo o mais, mas algumas atitudes suas iluminam muito a vida... e acho que isso é que deveria ser valorizado e é isso que eu espero que ela valorize.
Já fui bastante mesquinha um dia em invejar, mas isso já passou - ainda bem. Faz um mal danado: para mim e para a pessoa que invejo. E fico eu, aqui, esperando te ver, e com borboletas no estômago, pernas bambas, ansiedade, como se fosse um primeiro encontro... coisa de menina boba.
Mas eu volto à realidade, volto à sanidade... sei que não devo desejar o mal e pronto, não desejo. Sei que devo deixar as pessoas serem felizes com o que elas escolheram para si, e acabo respeitando isso, pois faz parte de mim... acredito que haja uma força oculta que ajuda as pessoas nesse tipo de escolha (com quem devem querer construir uma toda vida - ou parte dela) e que se mesmo não parecer terem feito a escolha certa, estão ali com algum propósito... alguma coisa vai ser feia naquela vida e eu não tenho o direito de interromper.
Acho que quando eu crio expectativas quanto a nossa amizade, estou dando um passo muito maior do que eu poderia dar - mas isso fica sempre em segredo. Mas corre uma adrenalina em mim, coisas diferentes e eu acabo dando outro passo. Não sei mesmo onde tudo vai parar. Na verdade, eu deveria parar, mas... já te disse que tenho ciúme?"

Beijos

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Idiotas e papel higiênico foram feitos para serem usados

O título é uma cópia descarada de uma amiga... uma grande amiga. Quando li, muitos pensamentos vieram à minha cabeça e um deles, não sei dizer se o mais forte, foi, na verdade, uma pergunta: "Eu já fui um papel higiênico?". Não soube responder logo de cara. Fiquei pensando uns 5 minutos enquanto andava sem rumo pela casa, tentando encontrar a resposta para tal coisa. Quando consegui responder, fiquei atônita. Eu já fui papel higiênico, e não talvez um simples picote, provavelmente um rolo. Mas que merda!!! E eu limpava.
Péssimo, não? Mas foi uma fase ruim da minha vida. Fiquei servindo sem ser servida e sem ganhar nada em troca. Naquela época, pensava que estava fazendo um bem e tal... e no fim das contas, estava fazendo um bem, mas definitivamente não para mim e somente para os outros. Fiquei me imaginando e pensando em como fui otária. Mas aí veio a reviravolta.
Não sei se posso dizer se foi algo tardio ou cedo, acredito que esse tempo varia de acordo com cada tipo de papel (folha dupla, com perfume, reciclado... - esse último deve ser horrível) e também não sei qual era meu tipo, mas sei que tudo acabou quando eu me livrei de uma paixonite idiota... Se bem que não foi tão idiota assim, acredito que tenha sido algo bom, já que tomou literalmente anos da minha vida (olha o papel grudado no sapato...). Mas acabou.
Consegui mudar e tal... e hoje estou melhor. Hoje eu sei quem é o papel higiênico e sei que não sou - de jeito nenhum. E se eu for acometida por um sentimento de total escrotidão, posso escolher, na estante que contem os vários tipos de papel, algum que me sirva. Posso até sentir algo estranho no início e tal, pois provavelmente vou lembrar de mim mesma... mas quando eu estiver usando e ver o quão bom pode ser, certamente esquecerei.
Mas que monstro pode estar achando que sou!!! Mas eu avisei antes: acometida por um sentimento de escrotidão.
Mas pode ficar tranquilo... jamais usarei os amigos desse jeito... e se você for meu amigo... pode entrar no clima de tranquilidade...
Beijos

domingo, 26 de agosto de 2007

Post

Deveria ter postado aqui há muito tempo... mas o próprio me falta. Pretendo mesmo não vir com aqueles papos escrotos de que vou tentar postar aqui, embora já tenha tido esse tipo de conversa. Faz um mês - quase - que não frequento meu espaço... mas tah brabo... Primeiro, meu trabalho é muito chato quando se fala de algum sites e o blog, por exemplo, é um deles... não posso postar lá e olha que tem dias que tenho muitos minutos lives - chegando a ficar com um tédio mortal - mas aí eu volto para casa, achando que vou postar numa boa e tal... e vem a segunda coisa: não rola, pq o PC está ocupado e tal... e até ele ser desocupado... leva tempo... coisa que disse que não tinha sobrando. Bom, acabo não postando. Mas isso deve melhorar em breve... pretendo comprar um PC só pra mim... e vou postar onde e quando quiser.
Mas esses dias não foram cheios de novidades... conversei com meus amigos, saímos... essas coisas que amigos fazem... reencontrei uns que não via há tempos... e resolvi fazer alguns novos - coisa que nunca é demais...

Estou numa fase meio mulherzinha da minha vida... falando isso, parece que nunca fui mulher, ou que nasci homem e aos poucos fui me transformando, como se num dia nascesse um peito ali, outro lá... esse tipo de coisa. Estou falando de atitudes de mulherzinha... há tempos venho tendo, mas atualmente tenho transportado essa tendência para meu campo de leitura. Tenho lido livros e revistas no estilo "Luluzinha" e no fim das contas, tenho adorado... Um desses livros, li em 4 dias e com um gás enorme, torcendo pela personagem e me identificando com ela - a parte mais legal... Mas não gasto dinheiro com os livros, já que minhas amigas têm, então, nada como pegar emprestado e querer comprar depois, mas as revistas... tenho comprado sim... Cláudia, Marie Claire... caramba... e antes eu olhava para as revistas com uma certa curiosidade e nunca comprava, pois eram muito caras e não via necessidade nenhuma de comprar tais coisas...
E hoje? Elas são tudo para mim... nesse fds, ao invés de fazer uns milhões de trabalhos que tinha que fazer para as faculdades (ah, sim... faço duas faculdades e sou chamada de maluca nas duas. Chega a ser engraçado o pessoal da matemática dizendo que sou louca por fazer engenharia eletrônica e o pessoal da engenharia achar doideira eu fazer matemática... mal sabem eles como as coisas são parecidas... são dois conjuntos que definitivamente pertencem ao mesmo conjunto universo) resolvi ler uma Cláudia que eu tinha deixado passar e a nova edição da Marie Claire. Fazendo um parênteses, gosto muito mais da Cláudia... me identifiquei com a revista como um todo, já que ela dá umas dicas de moda (por exemplo) sobre roupas que reles mortais podem alcançar e usar, enquanto, por exemplo, a outra mostra a moda estranha das passarelas, dizendo que é a nova tendência, sendo que pessoas normais jamais sairiam com aqueles vestidos bufantes na rua... Enfim, mas a Claire (minha íntima) tem, às vezes, umas histórias boas...
A boa que a Claire me contou, me fazia balançar a cabeça, sempre em sinal de acordo... meu pai achou até que eu estava passando mal, ao me ver concordar com a revista de olhos fechados, em profundo respeito... mas eu me identifiquei tanto!!! Era um teste que 4 mulheres haviam feito com seus maridos, que reclamavam de determinadas coisas que elas faziam. Elas tiraram uma semana inteira para fazer o oposto. Um reclamava que a mulher falava demais, outro, dizia que ela usava muita make, outro, gostaria que eles fizessem programas separados e o último cobrava atitudes na cama vindas da mulher. Quando eu li o primeiro depoimento, da mulher q resolveu ficar muda, me identifiquei completamente com tudo e com a conclusão... Vivo falando isso para os meus amigos e amigas, que nunca me entendem. A mulher parou de falar, tipo: reduziu a sua falação a simples concordâncias e no fim do teste, o marido achou que ela tivesse feito algo de errado que não podia contar e depois passou a achar seriamente que seu casamento estava nas últimas... A conclusão que ela tirou, é que ele não vive com ela mudinha, pq o dia que ela resolve pensar na própria vida, o cara se sente inseguro e precisa que ela fale e demonstre a sinceridade e espontaneidade dela... é mole??? Nem caladas podemos ficar!!! Mas também não podemos falar... esse caso é todo meu... hahahahahaha. Os outros testes não comentarei, mas foram ótimos também...

Agora que estou vendo que escrevi pacas... Mas tenho tantas idéias, tantas coisas a dizer... e direi, pq não? Hahahahahahahahahaha. Espero ter uma boa semana... e com mais textos... se bem que eles já estão prontos... juro que posto...

Hey?!? Mas eu não disse que não faria mais esse tipo de promessa???? Falei?

Beijos

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Hoje deve ser o começo

Fiquei muito triste por ter de me desfazer do meu fotolog. Não sei desde quando estava com ele, mas acredito que há muito tempo. Muitas fotos foram e voltaram, várias homenagens ocorreram e muitos comentários bons. Não saio de lá por não gostar mais da hospedagem - por exemplo. Se bem que... estou um pouco triste com o site sim. Eles acabaram de proibir quem não tem um fotolog.com de comentar, ou seja: meus amigos seriam obrigados a fazer uma conta para comentar numa eventual foto minha ou algo do tipo. Achei um absurdo - acharia se estivesse no lugar de um desses meus amigos "fotologueiros".

Enfim, esse espaço está sendo aberto para mais do que uma visitação dos amigos. Esse espaço é meu, na verdade. Vou escrever quase tudo o que vier na minha cabeça. Quase, porque acho que a gente deve ter uns segredos com a gente mesmo.

Já espero ter coisas a postar... e muitas coisas....
Beijos para todos.