segunda-feira, 19 de novembro de 2007

O "cara" - Pt. 2

As pessoas que estão do lado de fora não nos entendem, e mais do que isso, acham que podem implicar do mesmo jeito que nos implicamos. No fim das contas, acaba que essas pessoas quebram a cara. Elas não sabem o que rola entre a gente. Nosso “modo de implicar” é restrito, pessoal, codificado. Se tudo for pego no ar, provavelmente ficará no mesmo lugar.
O mais legal disso tudo é que no final, não precisamos ficar nos esclarecendo, nos fazendo entender sobre uma ou duas implicâncias que normalmente ficariam mal esclarecidas. O que com outros ficaria um clima esquisito, entre nós fica tudo esclarecido e subentendido. E as gargalhadas vêem logo depois, sem culpa, sem stress. A discussão rola mesmo a fim de saber quem é que implica mais com o outro e isso, nunca deu empate. Não acredito em empate nessa situação.
Não prevejo empate... ele é muito mais implicante do que eu. Fora as tiradas sarcásticas que ele tem e todos levam na real... e aí ele me olha. E sempre se sabe quem entende o quê. E no fim de semana retrasado, naquele maldito jogo Flamengo x Santos – onde eu torcia loucamente e visivelmente pelo Santos em um ambiente onde só minha mesa, de botafoguenses desiludidos, torcia contra o time mulambo – ele implicou tanto comigo, que eu queria enforcá-lo. Acho que não foi muito pelo fato de eu torcer contra o time dele... acho... hahahahahahaha. Mas no final, tudo deu estranhamente certo – fora o fato de o Flamengo ter vencido o jogo. Como sempre – que fique claro que não é o Flamengo (argh) que vence sempre... mas nossos humores sempre terminam numa boa.


*Quanto à foto... nada pessoal mesmo... achei que ela expressava felicidade, não sei... acho que ela passa isso, fora o fato de todos estarem felizes nela... *

*Amiga querida, adoro quando você diz que quer escrever como eu quando crescer... acho legal isso, sei lá... por mais que eu saiba que não escrevo tão bem assim, e que obviamente existem pessoas que escrevem mais do que eu... (e isso é um fato). Mas é mesmo verdade que transformo minhas rápidas passagens em algo realmente interessante. Acho mesmo que devemos dar um valor ás coisas que possam parecer simples, mas que se forem pensadas com calma, provavelmente terão um valor maior. E foi o que aconteceu. Achei bastante legal e tal... Mas eu adoro seus textos!!! Acho que aquele que você fez sobre seu dia completo – estilo trajetória foi o melhor... hahahaha. Me coloquei no seu lugar e acabei ficando cansada no final... mas o que conta a sua vida e, de quebra, traz a foto do balé, também é imperdível... Te adoro – saudades!!!*

Beijos...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

O "cara"

Faz tempo que a amizade rola. Mas nem todo o tempo foi feito de uma amizade consolidada. Me lembro que no início, não nos dávamos tão bem... eu ficava muito irritada com muitas coisas que ele dizia. E eu era bastante intolerante, chegava a ser chata, por não aceitar muitas das coisas que ele dizia e ele normalmente não sabia o motivo pelo qual eu estava irritada com ele.
Geralmente eu consigo esconder o que sinto, geralmente as pessoas não fazem idéia do que sinto por elas, mas com ele, era visível. Chegava a incomodar outras pessoas, que até poderiam me achar antipática, mas se com elas eu não estava sendo fria, elas simplesmente esqueciam do assunto, afinal, não era com elas. Acho que essas atitudes me fizeram mudar o foco das coisas. Passei a ver essa pessoa, outrora vista de uma maneira não muito boa, com outros olhos e confesso que mudei meu conceito quanto às outras. Mais do que enxergar que tinha um amigo por perto – um grande amigo, por sinal – vi que os que eu considerava amigos, não o são tanto.
Um dia conversamos muito, uma conversa agradável e bastante reveladora. Vi uma pessoa completamente diferente do que eu achava que era. Vi o que muitas amigas minhas querem, vi o que ele busca...
E hoje eu entendo o que ele faz, sei o motivo pelo que ele faz. Mas ele ainda me irrita... mas propositalmente... e eu continuo me irritando...
Meu nome? Debora. O dele? Hum...

Beijos