quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Em Doses

Queria falar de tudo, no melhor estilo "sobre tudo e todos", mas é algo bem complicado. Vou tentar explicar com tópicos, do melhor jeito que puder (e até onde eu quiser).

Faculdade - Foram os últimos meses, típica hora de decisão, momento clássico onde você decide se agarra uma determinada ou se deixa o vento carregar de vez. Confesso que algumas eu agarrei como pude, com todas as minhas forças, enquanto em outras eu cheguei meu rosto bem perto e dei-lhes um beijo na testa, como uma clássica despedida. Me dediquei as que ficaram, virei noites estudando, sonhei com teoremas e sofri com o nervosismo pré-prova e mais com o pré-nota. E tudo valeu a pena; mesmo minha base (maquiagem) preferida tendo acabado de tanto uso afim de esconder as olheiras... e meus lábios terem ficado rachados por alguma complicação estomacal... eu passei. E criei um novo (e estranho) vigor para o período que vem.

Trabalho - Tudo tem dado certo, tenho sabido equilibrar tudo e tenho aprendido bastante. Tenho lutado contra uns comentários babacas (ou invejosos, não sei...) de que o trabalho tem me sugado, tirado meu tempo, meu sono, meus amigos... A esses, eu peço que sejam meu tempo, que se coloquem no lugar do meu sono e que sejam meus amigos, assim, saberão julgar melhor. Mas na real... ninguém está aqui para julgar ninguém, nenhuma pessoa possui tal "cargo", ninguém está apto para tal coisa... e o melhor que têm a fazer é ficar em silêncio...

Amizades - Nada posso reclamar desse quesito na minha vida. O trabalho tem me proporcionado uma convivência maravilhosa com pessoas que vieram mesmo a se tornar minhas amigas. São pessoas que eu posso falar besteira sem ser repreendida e posso conversar sobre questões de trabalho e sair da conversa com a certeza de que não foi só um papo, e sim, de que adquiri conhecimento.
Brincamos no local de trabalho... temos um clima descontraído e mesmo assim, rola trabalho aos baldes e bem feito, de forma rápida e precisa. Posso dizer que o clima favorece nosso trabalho, acho que nos une, somos mais cúmplices e com algumas pessoas, essa cumplicidade passou da "linha trabalhista".
Além dos amigos do trabalho, tenho feito amigos nas faculdades, em festas e fortalecido antigas amizades - e criando novas. Tenho me divertido muito com isso e acho legal criar amizades novas, manter as velhas e lapidar aquela que você nunca deu muito valor. Acho interessante o modo como uma amizade nova pode te surpreender, fazendo você simplesmente ser você ou te fazendo descobrir pontos novos. Estou mais aberta do que nunca a fazer novas amizades e ao mesmo tempo que isso pode vir a me deixar super bem, sei que posso quebrar a cara. Uma pessoa que conheci há tempos atrás, tinha certa implicância com esse meu jeito sociável de ser - em miúdos, ele detestava essa minha facilidade de falar com as pessoas e dizia que eu ia sempre me dar mal com isso. E ele não está todo errado: quando você resolve viver com mais intensidade, você se arrisca mais e pode ser que seja ótimo e pode ser que seja uma droga (aquele lance das probabilidades), mas de tudo sai um aprendizado e estou aqui para aprender, né... como uma "boa nerd", sempre...

Mas nem só de felicidade vive o homem (no caso, a mulher). Tenho entrado em conflito com um amigo fofo que adoro tanto! E isso tem me deixado péssima. Começamos a "discutir" por coisas tão banais, que me incomodam! E eu não consigo deixar de transparecer esse incômodo e olha que geralmente eu conseguia. Sabia disfarçar e levar tudo adiante, de forma maravilhosa e única, mas como disse uma amiga, eu estou mesmo mudada. Antes, coisas pequenas, mas influenciáveis, eu fazia questão de engolir, talvez por ver que seria uma briga inútil... e no fim das contas, pensava bastante, meditava e tudo dava certo... hoje, já não funciona mais assim. Não consigo engolir mais nada, disfarçar mais nada... me defendo até o fim e gosto disso, gosto de entrar na briga para ganhar, mesmo que no fim, não tenha premio algum. Acho que tenho que aprender a canalizar isso e de certa forma acho até que está rolando... o saco de areia e narizes alheios que o digam!!! Acho que é melhor pra todo mundo, e principalmente para meus amiguinhos, mais ainda para os fofos.
Mas sinto que vamos voltar as boas - espero não sentir errado!!!

Amores - Nossa... tenho andado tão confusa quanto a esse assunto! Alguns simplesmente surgem baseados no simples desejo de querer experimentar uma determinada boca, enquanto que outros surgem no sentido de querer algo mais sólido. Devo dizer também que alguns surgiram numa troca de olhares e acabaram por ser maravilhosos.
Muita coisa tem acontecido nesse campo da minha vida e tenho aproveitado cada segundo, tirado lições... e digo que é uma coisa longa, são histórias ótimas que merecem dedicação, acho que até um post para cada uma!!!

Volto logo... tenho muito a dizer antes que o ano acabe...

*Foto ilustrando a transformação... via simples desejo*

Beijos

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Estou voltando...

Nossa... depois de séculos... vou voltar a escrever...
Hoje só estou usando o espaço pra dizer que, depois de muito trabalho, uns meses sinistros e muitos acontecimentos, voltarei a escrever.

Virei com tudo... no estilo daqueles posts que algumas pessoas não gostam e tal, com o meu melhor... com as minhas melhores palavras.
Mas eu confio no meu público... quem vem aqui realmente gosta de ler... e principalmente, gosta do que lê... pois se não gostasse... Hahahahahaha

Beijos - estou voltando...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Eu no meio de 3

Ai ai... vou falar do meu fim de semana... do dia 26/09. Revi uns amigos que amo e ri muito com eles. Senti falta disso... das besteiras deles, das risadas deles... foi muito gostoso passar a noite de sexta e o sábado com eles, e ao fim de toda a jornada, com olheiras que logo sumiram e com um estômago cheio de vinho - que urrava por um leite achocolatado -, vi que valeu a pena. Serei detalhista, tentarei não poupar nada nem ninguém, mas os nomes serão trocados para proteger a vida dos envolvidos.

*WARNING: Se você ainda me acha puritana, se minha imagem na sua cabeça é angelical, se me remete à eterna namoradinha e se você quer manter essa imagem fofa e catita na sua cabeça, recomendo que você pare de ler... já deixo um beijo, votos de felicidade e espero que você volte outro dia. Mas se você não tem esse pensamento e quer saber dos detalhes sórdidos da minha vida... divirta-se (porque eu me diverti muito)!!!

Combinamos tudo durante a semana, vimos que rolava uma vontade e o fato de ter surgido uma oportunidade fez tudo fluir muito bem. A sexta-feira chegou com chuva e não ligamos para o tempo. Como estava de patroa, foram me buscar em casa e achei tão fofo... todos alegres, rindo horrores e falando besteira: tudo o que eu queria. Levava um brigadeirão na bolsa, mas nem só de doce vive o homem (o trocadilho - perfeito - não foi proposital e caiu como uma luva), então tivemos que comprar comida de verdade. Ok, não foi tão comida de verdade... se bem que eu considero muito um hot dog maneiro como um rango de sexta-feira muito legal; e tudo bem que no fim das contas, as bebidas alcoólicas ultrapassaram (fácil) o valor da comida de verdade, mas... e daí?

A casa do Wesley é um pouco longe..
. mas acho que falando mais de um modo geográfico, afinal, se você está na companhia de pessoas maravilhosas, longe é uma palavra que não cabe quando se fala de distância. No fim, passamos por uma blitz, fomos no supermercado, rimos e falamos tanta besteira, que quando vi, o Washington estava desligando o carro. O Washington e o Wendel já conheciam a casa do Wesley e eu era a novata ali. Achei a casa - cobertura - simplesmente maravilhosa: a sala é ótima, grande e equipada... e se estende para uma varanda grande, com uma piscina... muito legal. Não me lembro quantos quartos a casa tem. Lembro do meu quarto - com uma cama de casal e uma suíte - e da cozinha. Tenho uma certa quedinha por cozinhas, fico reparando nos detalhes, penso em besteiras na cozinha...
Mas já que estamos na cozinha... rolou nosso hot dog. É sempre bom comer antes de começar a se encher de álcool, seja responsável ou irresponsavelmente, e rimos pacas comendo cachorro quente, bebendo coca cola e misturando molhos de salada. Barriguinhas cheias... e os meninos foram colocar uma música e bater papo. A menina aqui não ficou de fora. Fui rir com eles, não fumei com eles e senti frio com eles. O frio pediu um vinho e já me imaginei na merda, tonta... mas tudo bem... porque adoro vinho e com vinho, tudo esquenta...

Apesar do vento gelado cortar nossas faces, o clima entre mim e o Wesley estava ótimo (e nada frio)... com frio, sentei na frente dele, na escada da piscina e o Tom não quis ficar sozinho e sentou na minha frente. Comecei a fazer uma espécie de massagem na cabeça dele, enquanto, também de forma inocente, o Wesley me abraçava tentando aquecer as mãos; mas o gesto do último foi deixando de ser inocente... Ele resolveu ousar e colocar as mãos por dentro da minha blusa. Normalmente isso seria recusado, daria um ataque... mas era o Wesley e na minha cabeça, ele era maravilhoso... já tinha sentido algumas coisas por ele, e estávamos solteiros, curtindo a vida... queria saber no que ia dar.
Achei que o Tom, assim como o Wendel, estavam ficando enciumados, querendo participar de todo o climinha que estava rolando. O Wendel sempre foi mais tímido e preferiu não se meter, enquanto o Tom (é o Washington...) sempre foi mais ativo... ele queria, visivelmente, participar mas não sou tão liberal quanto posso parecer - se é que eu cheguei a parecer um dia - e comigo, dois homens ao mesmo tempo não rola... e o Wesley estava mandando tão bem... por mais que as mãos dele estivessem parecendo sacos de gelo, eram mãos gostosas, que sabiam o que estavam fazendo.

E o vinho foi subindo né... e eu sabia do meu limite. Não gosto de perder o controle sobre mim mesma, então eu simplesmente paro de beber; ao contrário do Wendel... que bebeu taças de vinho - assim como eu - com uma perfeita classe e logo depois deu lugar a sua porção Shrek e virou uma garrafa (o resto) direto do gargalo. Ficamos todos tensos, mas tecnicamente despreocupados, já que o Wendel é fortinho para bebida... mas mais tarde tudo isso mudaria.

Já tontinha, fui para o quarto automaticamente designado meu. Deitei na cama, me cobri... e achei que teria alguns minutos de relaxamento, curtindo minha onda... mas aí o Wendel entrou no meu quarto, queria bater papo, queria dividir a cama comigo... e tudo seria tranquilo, se ele não estivesse bêbado. Queria conversar sobre umas coisas e achei melhor deixar o papo para um momento sóbrio na vida dos dois, e ele ficou puto comigo; achou que eu não o considerava mais e começou a tremer do meu lado. O vinho que ele bebeu no gargalo não quis que ele deitasse... ele começou a passar mal e nessa hora os meninos entraram para fazer bagunça e viram que era sério. Tiraram ele do quarto e o levaram para a sala, tentando ajudar. O Tom ficou na sala com ele e a tremedeira passara. Nisso, o Wesley entrou no meu quarto.

Foi uma coisa meio avassaladora... não sei bem como começou, mas me lembro de ele ter me beijado e de eu ter ficado em êxtase. Lembro do meu jeans saindo com facilidade e da porta ser trancada a meu pedido. Nos atiramos na cama. Lembro de tê-lo beijado mais enquanto ele estava deitado e eu por cima dele e quando parei de beijá-lo, ele me deu o sorriso mais gostoso do mundo, com uma cara de safado maravilhosa e o clima foi esquentando. Eu queria muito... não queria amor... isso a gente já tinha... queria um sexo gostoso com uma pessoa que adoro, e quis mais ainda quando ele deu o sorriso. Eu me achei perfeita - exceto pela minha barriga escrota - já que estava com uma calcinha que adoro, estava feliz... achei que rolaria. Por mim, teria acontecido, se não fosse uma palavra que deu uma esfriada no meu tesão: boquete.

Palavra feia... causa até um choque, enfim. Não sei se eu já disse em algum lugar, mas eu não gosto de boquete. Não é prazeroso pra mim - por mais que seja para 90% dos homens - e eu gosto de relações bilaterais. Sim, eu até faço - e acho que não faço bem - para agradar ao meu parceiro, quando o clima permite e sempre quando ele não espera; e não, não acho bacana fazer isso numa primeira vez. Acho que deve-se ter um nível de intimidade legal para se fazer isso, quer dizer, há de se entender que não é simples, nem fácil, colocar um pau na boca e sair dizendo que está tudo certo... E o Wesley, por mais gostoso que fosse, por mais que o sorriso tenha me deixado toda mole, ele não ia ter tratamento vip. E adiei o sexo - na minha cabeça, ele ficou me devendo...

E achei que estava tudo resolvido: o sexo não rolaria naquele momento, mas quem sabe pela manhã... e fui trocar de roupa. Coloquei minha camisolinha, penteei meu cabelo e sentei na cama. Estava visivelmente inquieta, queria um doce, estava com sede... fui à cozinha. A essa altura da madrugada, o Wendel já estava dormindo no sofá da sala agarrado a um balde e já tinha batido um papo com um pacote de biscoito. Na cozinha, colocava meu chá gelado no copo e o Wesley - de novo ele - apareceu de repente, e foi tão lindinho...

Veio todo de charminho, encostou na pia e me puxou pra junto dele. Parecia que ele também queria e que tinha deixado algo por fazer. Fui me derretendo e ele, de novo, deu um sorriso super gostoso e me beijou, com a mão estrategicamente posicionada na minha bunda nua. Nisso, me derreti mais e reconsiderei o sexo - contanto que não rolasse boquete - afinal, ele me mostrou seus atributos e ficou ainda mais tentador. Tive que ao menos sentir e sim, eu queria e sim, mais do que antes e sim, na cozinha (porque eu acho a cozinha um lugar gostoso não só para almoçar) mas a palavra surgiu de novo... e eu o deixei (a contragosto) sozinho e não fui para o meu quarto. Fui conhecer outro quarto e quando me dei conta, o Tom estava no mesmo. Conversamos um pouco e ele queria me conhecer melhor - se é que você me entende - mas com ele não ia rolar...

Fui para o meu quarto e deitei e o Tom apareceu logo atrás - literalmente - e quis mesmo fazer sexo. Ok, ele deu uma encaixada "fato" em mim, mas não era dele que eu estava com vontade. Queria outro corpo, outra boca... então o Tom foi mega fast (meeeega mesmo - ele encaixou e tchau) e foi embora sob meu humor visivelmente modificado. Achei que agora fosse dormir... e os 2 apareceram juntos. Já estava alterada e fiquei pior, porque eles não entendiam - ou não queriam entender - que o clima para sexo já tinha passado. Agora nem com o Wesley (é, ficou na dívida) nem com o Tom... e foi um momento tenso. Se eu tivesse no meu momento mais escroto, teria chutado os dois, sem pena, e virado pro lado e dormido ao som dos gemidos, mas eu estava bem... a cara gostosa do Wesley tinha feito maravilhas por mim. E depois do momento tenso, consegui dormir um pouco.

Não sei que horas eu acordei, mas acho que não eram 6. O dia estava nascendo lindo e os meninos - fortes, mas não necessariamente sóbrios - tinham ido caminhar na praia. Aproveitei pra ver como estava o Wendel e constatei que ele dormia um sono bem tranquilo, então voltei pra minha cama e dei mais uma cochilada, despertando com o Wendel no meu quarto. Conversamos sobre os acontecimentos e os outros meninos chegaram. Foram tomar café e jogar X-box enquanto eu resolvi tomar um banho.

E não é que ainda rolou uma tentativa do Wesley??? Achei tão fofo... mas não né... por maior que fosse a vontade. E batemos papo sobre várias besteiras sexuais... e daí surgiu minha idéia para uma enquete que vai rolar aqui no blog.

E foi tudo muito bom... alguns momentos de tensão, alguns stress, mas nada insuperável. Adorei a maioria das coisas, e confesso que repetiria várias, assim como repensaria várias outras. A conta do supermercado teve preço, assim como nosso almoço no Burguer King; mas a carinha super gostosa do Wesley e os paparicos do Washington e do Wendel não têm preço. E ficou tudo a ser resolvido... phoda é ser resolvido do meu jeito...

Ufffaaaa... Beijos

domingo, 28 de setembro de 2008

Garota Interrompida

Acordei com uma vontade ímpar de escrever sobre meu fim de semana e as coisas boas - ou não - que ele pode ter trazido. Minha sexta-feira foi ótima, assim como meu sábado. Mas meu domingo acordou meio cinzento e bastante triste. Não estou com ânimo para escrever sobre coisas boas se eu não estou me sentindo bem. Minha cabeça está a mil e não consigo pensar muito.
Alguns diriam que é simplesmente escrever o que aconteceu ontem, tipo descrever os fatos e tentar puxar pelos detalhes. Mal sabem estes, que não escrevo assim. Sei bem o que aconteceu ontem, sei descrever sob qualquer perspectiva, mas a perspectiva que eu quero não está fluente agora: a minha. Sei que ficarei bem, sei que a vida segue... mas não hoje, não agora...

sábado, 27 de setembro de 2008

Desfazendo Nós

Nossa... esse último post foi uma confusão só. Não... ele até foi bem escrito, elogiado... mas ele causou uma mega confusão na cabeça das pessoas. As pessoas começaram a cogitar coisas e esse post que faço agora, é um post que visa esclarecer. Sim, vim para responder as questões que foram levantadas nos comentários ao redor do útlimo texto.

Acho que vou me basear muito no comentário da Ivy e um pouco no do Daniel. O "Daniel Fofo" realmente é muito legal... o adoro, ficamos amigos e estou mesmo feliz com ele... mas não temos um caso, somos amigos, e desculpe se ele não é o responsável direto pelo meu "Desligamento". Essa minha nova situação se deve a um cara com o qual estou saindo e não é o Daniel. Dani mora em SP, vive por lá e não tem previsões de vir pro Rio. Se ele vier, vai ser um prazer imenso conhecê-lo e como ele mesmo disse: quem sabe não vivemos uma história alegre e bem colorida? Ia ser bem legal, porque, mesmo à distância, já temos nossa intimidade criada. Mas o carinha que está me dando ondas de emoções e me fazendo rir como uma boba não é ele. Mas posso dizer que o momento "Felicidade" se deve a ele sim e a mais amigos que estão sempre perto de mim. Sim, sim, sim... o assunto "Daniel Promíscuo" está encerrado pra mim. Uma pessoa bonita e talz, mas sei lá... não quero, não estou afim. E o garoto do rolo morreu pra mim. No fim das contas, ele era muito enrolado e eu não tenho tempo de desenrolar linhas ao longo do dia. Por fim, não tenho tempo a perder.

Fiquei meio esquisita quando li o comentário da Pat. Fiquei meio chateada, talvez... não soube o que pensar quando ela disse que eu sou mesmo uma caixinha de surpresas. Pensei em várias vertentes a tomar, mas não consegui me acomodar em nenhuma delas. Fiquei pensando se seria uma surpresa agradável, daquelas que fazem a pessoa estar um degrau acima, com conceito elevado; ou se seria uma coisa do tipo "ela caiu no meu conceito". Tentei pensar muito em me acomodar na primeira idéia e acho que por mais que ela (a friend) possa tentar contornar toda a situação, talvez eu mesma não aceite depois o veredicto final. Não sei... confuso, confuso. E não sei se quero pensar nisso hoje.


Fiquei tensa ao escrever esses esclarecimentos hoje. Não sabia muito bem o que escrever ou o que as pessoas poderiam vir a pensar. No fim das contas, comecei a escrever e a não ligar muito para o que está saindo nas vias escritas. No meio do texto, ou provavelmente no início, comecei a me importar com as pessoas e se as magoaria. A que mais me preocupou foi o Daniel. Não sei... no fim, acho que posso estar apagando alguma chama acesa dele, e meu objetivo não é esse. Meu objetivo sempre é deixar as coisas às claras e ao mesmo tempo ficar bem, comigo mesma e com as pessoas ao meu redor. Se acabar ferindo alguém, que venham falar comigo, que esclareçam suas dúvidas, que coloquem todas as suas questões. Assim a amizade continua sólida, transparente, como sempre deve ser...


Beijos

sábado, 20 de setembro de 2008

Preenchendo Lacunas

Ai ai... voltei... cheia de coisas para dizer... vou fazer tópicos... acho que fica mais fácil... vai que você não queira ler sobre tudo? Hahahahahaha...

Daniel, Guilherme e Daniel
Putz... o Guilherme deu o que falar. Acho que o fato de eu não ter falado sobre ele no post anterior, gerou uma idéia de que eu poderia estar sentindo algo por ele e coisas do gênero. Vou acabar com a alegria da galera... não, não é o Guilherme... e acho que não vai ser mesmo. Ele mora longe, é super legal... mas não tem nada mesmo. Um sábio amigo me disse que é meio impossível não desejar as pessoas à nossa volta. Concordei inteiramente com ele, ainda mais quando se está livre, podendo curtir a vida. As pessoas, querendo ou não (e você também, querendo ou não) despertam alguma coisa... surge um sentimento estranho que você não sabe a priori explicar, e simplesmente vai sentindo. No fim, ou até no meio, você pode perceber que tudo era uma ilusão, que você fantasiou mesmo, ou não. No caso, nem cheguei a fantasiar... e olha que eu fantasio muito. Ainda de acordo com esse meu amigo, quanto mais o tempo passa pode ser que o desejo aumente... e eu completo: pode ser que o desejo acabe, ou até que nunca tenha surgido um determinado desejo. O Guilherme é realmente uma pessoa surpreendente, que acabou colocando um pé no meu círculo de amizades. Note que eu disse um pé, logo, ele não entrou completamente. Por mais legal que seja, e por mais livre que eu esteja e por mais amizades que possa estar fazendo pelo mundão, nem todos estão qualificados a serem mesmo meus amigos (sorry...). Sim, sim, sim... ainda sou seletiva, com um monte de coisas. Principalmente com minhas amizades... Vim comprovando, ao longo do tempo, que o Guilherme nada mais é do que um Daniel com outro nome. No fim das contas, ele também só quer sexo... (ah, depois tenho adendos a fazer sobre o Daniel promíscuo) e eu descobri que não estou afim de dar... assim, sem mais nem menos...
Tive uma conversa muito legal com esse meu amigo que compartilhou uns pensamentos comigo... e no post anterior, disse que ele era fofo e tal... e hoje, ele veio me perguntar o que me fazia pensar que ele também não seria mais um Daniel Promíscuo (note que "promíscuo" já virou sobrenome... hahahahaha) ou mais um Guilherme. Fui direta ne resposta. Simplesmente disse que ele seria o tipo do cara que toparia uma saída casual normal antes do sexo, ele está disposto a conhecer a pessoa por trás do sexo (com perdão do trocadilho sexual). Acho que ele seria o menino que eu sairia numa boa, beberia, riríamos da vida alheia e talz... não pensaríamos no sexo de primeira... Mas me perguntaram: poderia rolar no primeiro encontro??? Sim, disse eu. Acho que sim... afinal, teríamos uma certa "intimidade" antes. Coloquei nesse termo, porque seria uma intimidade superficial, mas acho que já saberíamos coisas básicas e etc... e ainda entrou o fato de um ser mais interessante do que o outro. Os papos são ótimos, isso não posso negar. Mas esse meu amigo, o Daniel Fofo (note que "fofo" também virou sobrenome) é bem mais interessante... apesar de querer sexo... hahahahahahahaha. É... ele é normal, saudável... adora as coisas que eu adoro... e "ainda" quer sexo, mas mais do que isso, quer me conhecer.
No post anterior, disse que ando me surpreendendo com as pessoas... sim, essa premissa vai ser sempre verdadeira. E nessa semana, me surpreendi mais. Tanto comigo, quanto com as outras pessoas. Bom, eu... mudei de opinião tranquilamente, sem peso na consciência, sem grilos. Posso voltar e dizer que hoje, o Daniel Promíscuo quer somente sexo e só, sem nenhum nível de amizade superficial. Ele me chamou pra sair nessa semana... achei que ia ser legal e talz... mas não sei por que razão, algo me disse para não fazê-lo. Declinei o pedido. Ele ficou puto... e me revelou seus verdadeiros planos. Almoçaríamos, iríamos para o estacionamento e... em palavras mais brandas, faríamos o carro balançar loucamente. Fiquei tranquila... não rolou e eu fiquei feliz por não ter rolado, afinal, não ia me entregar para um carinha nesse nível. Ok, ok... lindo, maravilhoso... mas sem vergoooonha... hahahahahahaha... mas não me senti pronta pra dar pra um cara que queria uma transa depois do almoço... Não quero mais ficar entre 4 paredes com ele, não quero mais pular no colo dele... e todas as vontades promíscuas - com ele - estão passando.

Desligando
Pois é... por culpa de um menino super graça, estou desligando meu modo promíscuo no estilo broadcast... e direcionando o feixe, sabe??? Trocando em miúdos... só quero situações sórdidas e promíscuas com ele. Um fofo... surgiu na minha vida enquanto muitos outros também surgiram. A diferença, é que ele veio querendo conhecer a menina por trás de tudo... a menina falante, cheia de histórias, de sonhos, de desejos... com isso, viramos super amigos. Um sabe da vida do outro, dos dramas, das alegrias... e assim, foi surgindo uma coisa a mais. Não gosto muito de falar, nossa relação está no começo, ainda estamos nos conhecendo e esperamos sempre o melhor dos nossos encontros. Adoro ele e tudo o que ele me fala... e ele diz que me adora também. Estamos no climinha adolescente e tal... mas como disse, não quero tocar nesse assunto... não quero uruca... hahahahahahahahahahahaha.

Felicidade
Estou muito feliz... acho que já disse, mas se não disse... fica aqui registrado. As pessoas têm sido ótimas, as situações super agradáveis... tudo tem dado certo... e fiquei mais feliz hoje, se isso é possível. Umas pessoas que adoro... mostraram que não me esqueceram... adorei ter falado com todos eles, adorei saber que me querem bem... adorei saber que me querem por perto. E espero que saibam que sempre estarei... quando quiserem...

Muitas lacunas foram preenchidas nessa semana... muitas doses de felicidade me foram dadas e muito bem aproveitadas. Desliguei umas coisas... liguei outras... tudo numa idéia de compensação. Adorei essa semana que passou. E do jeito que ando caminhando, acho que melhores estão por vir. Fato... simplesmente porque eu quero...

Beijos...

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Conselho - Apelo: A Resposta

Pat... te adoro também... mas essa letra é, de certa forma, minha marca registrada...
Mas agora você vai ter uma ajudinha extra: vai ter óculos!!! Mas se isso não bastar, aconselho a usar Mozilla Firefox, um navegador que compete - e ganha - do Internet Explorer...
Além de ele ser de graça e muito mais fofo e leve, ele tem uma funcionalidade ímpar: se vc apertar "ctrl +", as letras ficam maiores e isso não significa que você modificou a página de alguém... Vc apenas a adaptou para a sua leitura. E a parte perfeita: isso pode ser feito em qualquer página, de qualquer cosia...
Um amigo se solidarizou com você e me fez o mesmo pedido... mas também pedi a ele que usasse o Mozilla... Hahahahahahahaha!

Já viu que não vou aumentar a letra neh... por mais que eu adore você...

Beijos

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Promiscuous Mode On

Algumas pessoas dizem que eu mudei. Outras, que simplesmente estou sendo a Debora que estava reprimida, por mim mesma, há alguns anos. Fato é que eu mudei mesmo. Como a tendência natural do ser humano é evoluir, digo seguramente que estou uma pessoa melhor, mais humana, mais atenta a família e aos amigos, mais atenta as oportunidades. Algo que reparei bem: meu olhar sobre as pessoas mudou, assim como vivo em um constante turbilhão de sentimentos - que adoro - e vivo tudo intensamente.
Algo sobre meu olhar: uma amiga tem dito que, ultimamente, estou mais promíscua. Não, não estou trocando olhares em bares e fazendo a noite terminar
em sexo com um estranho - nada contra quem faz, acho até que se deve ter bastante coragem - mas tenho olhado o sexo oposto com olhos diferentes. Nunca fui o tipo de garota que olha para um cara e o chama de gostoso; eu mal tinha isso em pensamento. Hoje, olho, escolho, penso e falo - quando possível troco olhares - e estou achando tudo muito divertido.
Hoje eu olho um homem - que me interessa, claro, porque meu olhar não é barato - com certo desejo e discuto comigo mesma sobre suas possíveis qualidades. Isso tem me rendido pessoas maravilhosas e papos idem. Não acho que meu olhar seja vulgar... me disseram que jamais será e sim, é sempre carinhoso. É o tipo de olhar que pega o homem de surpresa e o deixa cabulado, ele não sabe como olhar de volta, não sabe como reagir e eu nada faço. Quer dizer, eu paro de olhar e deixo o resto com o destino. Contando assim, até parece que o momento é super longo e que eu sou expert. Engano duplo: o olhar dura uma pequena fração do tempo e eu faço o olhar quase sem querer. Quando eu percebo que estou olhando, eu paro, e o tempo em que fiquei olhando foi o suficiente.
As pessoas que conquistei assim: adoro. Todas. Mas a verdade é que essas conquistas do olhar não foram muito pra frente. Ficaram no mesmo lugar onde tudo aconteceu. Eu não quis levar adiante e os olhares, os sorrisos, os convites de mesa e os beijos no ar acabaram ficando restritos a mesas de bar.
Acabei conhecendo um monte de gente: tenho frequentado diversos lugares, no melhor estilo físico ou virtual. Confesso que me estilo físico está meio fraco, afinal, não tenho tido tempo para badalar; mas sempre que posso, vou, salvo raríssimas exceções quando eu quero sair e ninguém sabe para onde ir e no fim das contas, acabo ficando em casa, comendo pipoca. Em compensação, meu lado virtual está bombando. Tudo bem que eu tento fugir da "nerdice", mas ela não sai de mim. Já entrei um fóruns de matemática e conheci um monte de gente (esqueçam a parte do fórum de matemática) e a galera toda tem sido maravilhosa. Claro que não tenho ficado só na matemática...
Tenho conhecido toda uma sorte de pessoas, de todo o canto do Brasil, homens (e mulheres). Tenho ouvido bastantem sei da vida dessas pessoas, dos seus dramas, dos medos e das angústias. Acabei virando amiga de verdade delas; partilhamos idéias, sonhos e desejos e por isso venho me tornando mais humana. E algumas dessas pessoas estão mais próximas do que outras. Bem próximas.

Os próximos: o subtítulo entregou tudo. Dessa gama de pessoas, falarei agora, em especial, dos meninos. Me tratam super bem, afinal, não vou manter conversinhas com quem me trata mal. E tem uns tão maravilhosos... em todos os sentidos. Já citei algumas pessoas aqui no blog (quem sabe um dia eu faço até uma lista)... uns amores que andei tendo, sentimentos que andei cultivando e eles não morreram. São sérios, estão em standby e espero pacientemente por esse tipo de amor - que eu sei que existe, que se for para ser, será com ele. Mas esses amores de hoje... uns sinceramente não servem para amor de verdade...

Promiscuidade: On

Estou numa onda de conhecer Daniel a baldes... chega a ser irônico. Conheci quatro, falarei, em especial, de dois, que são umas graças... um é mais novo do que eu, fazemos quase o mesmo curso superior (na mesma área), mas em faculdades diferentes, em estados diferentes. Ele conseguiu meu e-mail num fórum e foi super educado ao me adicionar. Conversamos sobre diversos assuntos e vimos que somos
muito parecidos... e nossas afinidades aumentam a cada dia. Nos fazemos "carinho online", um conforta o outro e nos sentimos bem um com o outro (espero), mesmo com a distância que existe entre a gente - devo dizer que ele é um fofo. Provavelmente nos veremos em breve e até que não estamos muito ansiosos (olha que mentir eh feio... hahahahaha)... esse é um que entra na lista que serve mesmo pra ser um amor de verdade, já o outro Daniel...
Nossa!!! O outro Daniel é uma coisa! É lindo, mais velho que eu, tem uns atributos interessantes - digo interessantes mesmo... eu já vi... atente para o fato de eu ter dito que já olhei e não provei... confesso que vontade não faltou, o que me prendeu foi a minha decência - e já é formado na faculdade. Ele faz um projeto com crianças que me deixou muito feliz, além da pós graduação que também é voltada para lidar com crianças. Ele é, de verdade, uma delícia. É o homem que não sei bem ao certo se serve como um amor de verdade. Ele me viu uma vez, conversamos e achei que não fosse dar em nada. Como ando me surpreendendo com as pessoas, eis que ele me procura e começamos a conversar mais e a constituir uma amizade legal... mas ele não quer mimimi... não acho que queira um namorico... acho mesmo que ele quer sexo. E eu não recusaria de forma alguma. Ele é maravilhoso, carinhoso... tem um sorriso lindo e me faz elogios o tempo todo. Algumas pessoas dizem que esses elogios estão ligados ao fato de ele querer simplesmente me comer. Não sei, mas pode ser. Mas prefiro não pensar nisso, não pensar desse jeito. Acredito que se ele só quisesse uma transa, teria simplesmente me ignorado quando eu disse um sonoro não. Disse que não transaria de cara, acho que deveríamos nos conhecer melhor e tal e ele concordou. Eu disse que seria legal sairmos para um bar - um dos meus programas favoritos - e jogarmos conversa fora, e que mesmo se rolasse um clima, não rolaria sexo. Lembro de ele me perguntar se poderia ao menos rolar uma mãozinha na minha coxa se o clima esquentasse e sabendo que o sexo estava fora de questão. Também respondi que dependia e ele aceitou. Fui escrota de difícil... ele é lindo, perfeito (para o que eu quero)... me trata bem... a boa era ter pulado no colo dele e etc... mas não o fiz e ele aceitou todas as minhas condições. Não soltou piadas do tipo: "Ih, tah pulando fora, nem quero mais.", ao contrário... me diz todo dia que cada dia quer mais e mais... ele tem uma carinha... parece ser um cara que tem uma pegada forte, sabe? Daquelas que fazem as pernas ficarem bambas e fazem todo o corpo querer se entregar ao que ele quiser... Já me perguntaram se ele tem cara de safado... não sei... mas quando estivermos a quatro paredes, eu respondo essa pergunta... Hahahahahahahahaha
Bom, tem um terceiro especial... mas não é Daniel, é um menino chamado Guilherme. Mas dele eu falo depois...

Beijos

Só na sacanagem

Teste...
Pq essa merda está me sacaneando loucamente...

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Viva!!!


Vim para comemorar. Nesses tempos de msn, de orkut, onde as pessoas não param muito para ler algo, comemoro. Comemoro os simples 700 acessos ao meu blog... Viva!!! Ainda existem pessoas que gostam de ler... e mais: que opiniam sobre a leitura...

Beijos aos que sempre comparecem e mais beijos aos que estão por vir. A todos: Bem vindos!!!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Dois... Quem Sabe Três

Não ia retornar ao assunto das minhas novas amizades tão cedo. Estou com tantas coisas para colocar aqui, que até sinto vergonha a cada texto que coloco e pulo outros fatos... mas eu, que disse que a curiosidade estaria gritando e me referi à curiosidade dos outros, fui pega de surpresa pela minha, que não agüentou e me forçou a escrever.
Meus amigos já foram apresentados. Amizades, simplesmente... mas o Elton foi uma amizade diferente, algo avassalador. Como disse, numa noite tipicamente de night (sexta-feira) estava em casa, conversando com um amigo que não saiu à noite por estar com a perna quebrada. Ele queria me contar fatos dele, já que eu assumi o posto de sua psicóloga virtual oficial – coisa que A.M.O – mas estava fazendo algo e me pediu um tempinho. O tempo foi longo, estava online só para falar com ele, então resolvi entrar numa sala de bate-papo.
Sou super chata com a galera em salas de bate-papo. Seleciono via nick e se o papo começar no estilo “E aí, gata? Tem cam?”, corto logo. Adoro um papo com temperatura elevada, desde que se siga a escala sem pular graduações, isto é, não se pode dar o start estando na ebulição. Olhei um nickname super simples. Um nome! Nada de “homem.com.tesão” ou “sozinho na cam”. Era um nome, assim como o meu.
As apresentações começaram e fugimos do padrão “Como você é (para que eu possa começar a falar com você)?”. Falamos sobre muitas coisas, e no meio para o fim da conversa surgiu alguma coisa diferente. Não sei explicar o que, só sei que surgiu e, ao menos eu, não conseguia desconectar. Por alguma razão, ele também não pensava nisso, e resolvemos saber onde nos encontrávamos. Ele estava em Fortaleza. De cara, pensei que minha vida não estava no Rio, e me bateu uma vontade absurda de sair daqui; mas qual foi minha surpresa ao descobrir que ele morava no mesmo bairro que eu? Meu rosto se iluminou e ele se mostrou mais eufórico do que eu com a descoberta. Já nesse nível de conversa, nenhum dos dois queria ficar off. Trocamos e-mail, telefone, MSN. Conferimos tudo umas 5 vezes (sem exagero), tudo para que o contato não se perdesse. Lembro de ter anotado tudo num papelzinho minúsculo, com uma letra horrível, tudo despropositado e depois de tudo, diante da possibilidade de encontrá-lo de verdade e dali sair uma amizade super bacana, ter passado a limpo para um papel bem melhor e com letra visível.
No melhor clima “desliga você... ah não... desliga você...” fiquei offline e fui dormir. Tive um sono super tranqüilo, acordei com uma energia super boa e vi a hora voar. Ele me ligaria por volta de 12h, mas... eu não estava preocupada!!! E ele não ligou. Em outras épocas, ficaria cobrando ou enchendo os ouvidos de alguém com minhas lamúrias. Em outras épocas. Atualmente, fico tranqüila e desencano; sei que se for para acontecer, vai acontecer. E foi tudo assim. O dia passou, virou noite e um dia diferente surgiu. Dia normal, coisas normais... fui comprar pão e qual foi minha surpresa ao ver que meu telefone vibrara ao recebimento de uma mensagem dele. Fiquei super feliz de ele ter lembrado e aquela mensagem seria o suficiente pra mim. Mas não para ele. Ao longo do domingo e da segunda-feira, recebi 98 mensagens. Cada uma mais legal que a outra, mostrando que distância não significava nada. Ao longo da semana, recebi mais mensagens e nos falamos por telefone.
Hoje, a tranqüilidade de ontem não existe mais. Estou super ansiosa para concretizar essa amizade fulminante que me tomou de assalto. É um sentimento super legal, de entrega, de confiança remota que não se agüenta em sua individualidade. Ele – o sentimento – quer ser compartilhado. Espero por ele. Tranqüilamente

*mentirinha!!!!*

Mas meu coração é grande. Incansável quando os batimentos acelerados se referem a uma nova pessoa. Foi assim com o Elton e está sendo assim com os dois novos amores da minha vida. Não foi nada avisado, meu corpo não recebeu nenhum aviso, as regras foram ignoradas, e se tudo saiu do padrão... nada de nomes.
Os dois são uns fofos – isso é fato – mas existem diferenças entre eles. De um eu sou super próxima... confesso que ele não é nenhum deus grego e não tem vocação para tal cargo, mas para mim isso é a última coisa que importa. Me cativou pelo seu jeito simples, sua inteligência sobre tudo e seu jeito carinhoso de me tratar. Posso estar viajando – e adoro viajar – mas acho que o imã dele me atraiu pelo fato de ele ser muito parecido com o Ângelo – um carinha sedutor-metido-a-latino super... digamos... bom – e diria eu que um seria o outro se não fosse a altura e um detalhe super importante: o “clone” do Ângelo é só... solteiro!!! E reforço: é um fofo (sem nome) que está me cativando muito... mas já tive uma “decepçãozinha” e meus batimentos desaceleraram, mas nada que me fizesse desgostá-lo.
O outro... um fofo (também), mas nossa relação é mais distante... não tenho nem muito o que dizer e não, não tenho pretensões para com ele... ele é um amor de pessoa... e o que há de mal num amor do tipo onde não quero relações típicas de amor? Enfim... por isso a dúvida do 3º amor.
Amo muito. Isso é fato. Às vezes, de forma incondicional e por isso, às vezes, me arraso de forma fenomenal. Não me abalo. Meu coração é grande demais para sofrer com um arranhão. Descobri que o grande negócio da vida é viver. Incondicionalmente. E se amar está no pacote da vida, deixe, se muito, apenas migalhas...

Beijos...

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Vida Nova, Vida Cheia

Voltei. Cheia de novidades. Trabalho novo, amigos novos, uma vida parcialmente nova. As maiores novidades são o trabalho e as pessoas que surgiram na minha vida. O título do meu texto se refere a tudo. O trabalho é maravilhoso, com pessoas maravilhosas que sempre me ajudam e querem, de fato, meu crescimento pessoal e profissional. Estão sempre se preocupando com o que posso aprender para agregar valores a tudo.
E as pessoas... depois que caí nessa vida de solteira (divertidíssima, por sinal), passei a buscar novas amizades, já que quando você está amarrada a uma pessoa, você acaba, involuntariamente, presa às amizades de sempre. As pessoas ao redor não olham com bons olhos os novos amigos adquiridos enquanto se está namorando, tudo acaba sendo motivo de briga e de ciúmes. Não posso me excluir do grupo de pessoas que encrencam com novas amizades, mas enfim, para não causar mal estar e o mar de rosas continuar fluindo, nunca busquei amizades muito radicais. Mas hoje tudo mudou. Saio para bares com amigos e amigos de amigos e me divirto muito. Volto para casa com a bolsa cheia de novos telefones e MSN’s de pessoas que me pareceram maravilhosas. Além disso, navego muuuito na internet e por isso, conheci muitas pessoas. Três em especial.
Uma delas foi o Nilo, de Goiás. Uma graça de pessoa, que me faz rir quando estou doente e conseqüentemente faz as dores no meu corpo atingirem níveis insustentáveis. Nos conhecemos num bate-papo e foi bem engraçado. Acabamos virando amigos de graça, assim, sem combinar, simplesmente gostando um do papo do outro. A distância não nos impediu em nada, mas claro que estamos com uma espécie de saudade para nos encontrarmos de verdade e jogar muito papo fora. Chegamos a conclusão de que, por mais que nos falemos via MSN, temos muitos assuntos a tratar. Já estamos planejando uma viagem. Ainda não sabemos quem vai se deslocar, mas uma coisa é certa: nos encontraremos. Não hoje, não amanhã, mas um dia. Certamente.
Outro que se mostrou ser uma graça de pessoa, foi o Fábio. Trabalhador como ele só, nos damos bem por termos interesses em comum e rimos de absolutamente tudo. Temos como filosofia, a idéia de que ser feliz é a meta, é o certo, é o melhor. Sabemos que a tristeza existe, mas o mais esperto e aquele que sabe viver, sabe driblar esse sentimento e tirar dele, suas melhores lições. Quando conversamos sobre nossas idéias e filosofias, não dei nada por ele e hoje, somos inseparáveis (via mouse). Nunca nos encontramos, apesar de morarmos perto. Claro que temos vontade, mas o tempo nos falta. Mas não nos entristecemos por isso, já que é tudo uma questão de tempo. Quando tiver que ser, no veremos. O mais importante já fizemos: nos demos muito bem.
O terceiro, e não menos importante, foi o Elton. Ele apareceu numa noite em que eu não já dava como perdida. Era uma noite de sexta-feira, onde pensei que seria eu a única pessoa online naquela noite. E tudo começa aqui...


*curiosidade gritando... hahahahaha

Beijos

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Me desculpo

Peço desculpas a mim mesma. Por minha falta de tempo comigo mesma... pelo meu descaso comigo mesma. Tenho sofrido bastante esses dias... e sofri de verdade... quis sofrer... achei necessário passar por tudo o que passei...
Doloroso, chorei horas a fio. Chorei em momentos errados e não me arrependi. Pessoas desconhecidas quiseram me ajudar e fiquei muito sensibilizada. E chorei mais. Sempre digo que não vou chorar mais. Sempre acho que já chorei tudo o que podia, tudo o que era possível, mas sempre me engano a respeito de mim mesma. Arranjo força, sorrisos e lágrimas de uma parte de mim que desconheço.
Agorinha mesmo, há minutos atrás, uma pessoa me fez chorar muito, como poucas fizeram. Pensei na pessoa que me faria esquecer tudo... na pessoa que nunca me viu chorar, que sempre me fez rir e seguir em frente com seus conselhos maravilhosos. Mas só pensei nele. E nada mais. Chorei por mais algum tempo, mas por ele, parei. Enxuguei as lágrimas e disse que bastava.

Sei que basta por hoje... que amanhã é outro dia, outras pessoas surgem para ferir enquanto outras surgem para te amparar. E estarei aqui, de peito aberto, pronta. Porque a vida é isso, é cair e levantar, chorar e sorrir, amar e desgostar.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Por mim e por mais ninguém

Isso foi antes de tudo. Quando terminei esse texto, não sabia o que estava por vir. Não o postaria, mas ele é tão verdadeiro, que, com a ajuda de amigas, resolvi postar. Por simples expressão. Por simples coração. Simplesmente por mim.

"Quando me propus desvendar aquele olhar, não pensei nas conseqüências. Jamais imaginei que poderia descobrir algo de que não gostasse, e estava certa. Já sabia que ele era maravilhoso, mas acho que não sabia o quanto. Quando em simples sonho nos encontramos, as estrelas brilharam mais, a lua colocou seu melhor véu e veio iluminar o momento.
Nunca gostei de encarar ninguém com o olhar, nunca fui muito boa em olhar diretamente nos olhos de alguém, mas com ele a situação foi diferente. Tudo o que eu queria era olhar naqueles olhos e simplesmente concluir que o amava, que o queria sempre comigo, que era do carinho dele que minha pele estava precisando.
Ficamos frente a frente. Houve um sorriso envergonhado por minha parte, o qual ele retribuiu com sai mão leve no meu rosto. Nesse momento, meus olhos, involuntariamente, se fecharam na tentativa de prolongar aquele momento, a sensação... quando abri os olhos, ele me olhava profundamente e eu, fechada em mim, gritava para saber no que ele estaria pensando enquanto me olhava tão docemente. Acordei de minhas divagações e resolvi tirar as mãos dele do meu rosto. Olhei-o profundamente e resolvi retirar seus óculos. Ele fechou os olhos e aquele momento durou uma certa eternidade. Continuou com os olhos fechados enquanto minhas mãos reconheciam o contorno de todas as suas linhas faciais e resolveu parar com meus dedos em seus lábios. Ele tomou a frente. Passou a deslizar meus dedos por onde queria, até que soltou minhas mãos e, com as suas também livres, uma delas foi parar na minha nuca, adentrando meus cabelos. Me puxou para perto. Minhas células se agitaram com intensidade nunca vista. Ele beijou minha testa. Resolveu reconhecer meu rosto desse jeito. Me entreguei ao momento.
Quando eu já me acostumava com os carinhos, ele me beijou de surpresa. Foi perfeito. Indescritível, ímpar. Não sei quanto tempo durou, não sei que barulhos poderíamos ter feito, quando terminou, não estava mais em mim, estava nele. Percebi que seria dele em qualquer instante, em qualquer piscada de olhos.
Desperto de meus devaneios. Olho ao redor. Simples sonho e pronto. Foi isso o que houve. Sonhei acordada, e fiquei triste com o chão frio da realidade. Ele ficou na minha cabeça o resto do dia... queria mesmo que tudo acontecesse... mas algo me diz que ele não está na minha. Como é a vida, nada acontece do jeito exato que a gente deseja, é o famoso “querer não é poder”, mas digo mais: digo que pode-se ao menos tentar.
Tentativa... não sei se devo. Passei o dia seguinte tentando esquece-lo e resolvi que não quero – não em sua totalidade. Conversei com ele. Meu coração bateu muito forte. Meu rosto ficou iluminado. Até uma hora em que senti uma enorme dor no peito. Não conseguia respirar direito, senti vontade de gritar, de chorar... senti falta de um ombro para chorar, me senti boba, impotente...
Ele gosta de outra pessoa... um amor que parece puro, algo que eu jamais destruiria. Primeiro pensei na felicidade dele, mesmo que para isso, minha tristeza surgisse. Ele me contou toda a história. Na hora, senti muitas coisas, como inveja, amor, ansiedade... Inegável: eu queria ser ela. Queria que o amor dele fosse para comigo e simplesmente não é. Queria contar para ela o que pode estar perdendo, queria confrontá-la e saber se ela o conhece tanto quanto eu, se ela o amaria tanto quanto.
Espero que tudo fique bem... que tudo se resolva para que ele seja feliz... porque amor e amizade é isso: pensar no melhor do seu melhor amigo, daquele que você ama... e é isso: quero a felicidade plena dele... assim como quero a felicidade de todos os meus amigos... nem que para isso, sacrifique a minha. Porque amizade é isso: perdas e ganhos, sacrifícios."

Beijos

terça-feira, 27 de maio de 2008

Explicações

Maio foi um mês de produção... produzi amizades, textos, pensamentos... e tudo foi tomando tanto o meu tempo, que não soube administrá-lo de forma mais inteligente do que de costume... Acabei que no final de todas as minhas atividades, mesmo com o tempo inexistente, fiquei feliz com tudo o que fiz, feliz com o que sei que está por vir...
Minha vida foi caótica até certo ponto e sim, eu amo o caos... Hahahahahahahahaha.
Prometo que voltarei a tudo, a todos... a mim mesma... daqui a pouco, sem rodeios, sem muita conversa... tenho milhões de coisas para contar, pessoas a analisar e tenho que por tudo exposto, tudo solto, no ar...
Volto... voltarei... sempre estarei...

*Anônimo "mais recente": vc me tocou de um jeito muito diferente (rimar não foi a intenção). Sou do tipo que tenta desvendar, até quando se sabe que pode ser difícil, ou até impossível... Imaginei milhões de rostos para você, vozes, cores... e nada veio. Decidi que você seria, então, simplesmente, "meu anônimo"... Agora que pensei... mas e se for anônima??? Não me interprete mal... seria "minha anônima"...

Beijos anônimos...

domingo, 4 de maio de 2008

Dois em Um

Nos conhecemos assim, quase sem querer. Uma amizade quase descompromissada. Quando o vi pela primeira vez, ele era estranho, falante em absolutamente todos os papos e ao mesmo tempo, possuía um olhar distante. Comecei a achar que era ele e não era, ao mesmo tempo; que existia uma pessoa por trás daquela que se mostrava para mim. Lembro que depois do primeiro encontro, achei que poderia haver algum mistério. A maioria das pessoas desistiria ao primeiro olhar, a primeira visão de que poderia ser algo trabalhoso. Mas não sou pessoa de desistir ao primeiro obstáculo. E nossa amizade continuou e foi se fortalecendo a cada encontro. E o mistério foi ficando melhor, maior... ficou melhor.
Tínhamos algo esquisito. A gente se dava incrivelmente bem e intuitivamente sabíamos que não era necessário guardar segredos de um para o outro. E não guardamos. Quando estávamos com "n" pessoas ao redor, éramos uns, éramos diferentes. Não ruins, mas simplesmente pessoas que se adaptavam ao meio. Eu, na verdade, me adaptava sim, mas nunca escondia quem eu realmente era, deixava minha marca e fazia minha pessoa com minhas atitudes; sempre tentei ser eu mesma, embora fosse claro que em algumas situações era mais confortável me guardar e deixar as coisas acontecerem, para nada dar errado por minha causa. Mas esse meu amigo...
A vida dele é diferente. Para ele, existia uma necessidade grande de ser uma outra pessoa, de usar uma casca protetora ao longo do tempo. Quando o conheci, era essa casca que ele estava usando, era essa blindagem que
existia nas atitudes dele e no seu olhar. Era isso, no fim das contas, que eu queria tirar, era o que estava por baixo dessa proteção que minha curiosidade queria conhecer.
Deixei isso claro a ele. Disse que já conhecia o exterior e o que me interessava era o interior. Eu sabia que estava prestes a conhecer uma nova pessoa: diferente, mais séria, mas nem por isso menos interessante. A mim só interessa saber o lado verdadeiro das pessoas, algo que nem todos estão dispostos a mostrar. Por medo, ou vergonha. Nunca se sabe ao certo.
Não era um processo muito difícil, afinal, eu estava querendo saber e ele, se revelar. Mas sabíamos que era algo a se fazer entre nós, algo bilateral, somente de um para o outro. Quando estávamos cercados de muitas pessoas, eu sabia quem iria encontrar, assim como todos sabiam, mas a diferença é que eu sabia que podia esperar mais, eu sabia que havia mais. Eu sabia que sabia mais. E para ver o verdadeiro, para conhecer quem eu já sabia que existia, sabia que o ambiente teria de ser diferente.
É engraçado como a gente só consegue conversar sério quando estamos sozinhos. É engraçado também como nosso papo flui parecendo que estamos vivendo em outra dimensão, sem tempo, sem relógio, sem pressa... e quando olhamos o relógio, o tempo voou e que para nós não passou.
Soube de muitas coisas novas, assim como confirmei coisas que já achava. Sabia que o adorava, mas não sabia no que esse sentimento podia se transformar. Conheci, sem defesas, sem rodeios, sem tecidos, uma pessoa
maravilhosa, sensível, que tem muito amor a oferecer, muito carinho a dar... Vi que ele quer se doar a uma determinada pessoa sem dar nada em troca, simplesmente porque faz parte da índole dele, vi que o que ele quer em troca desse carinho, dessa atenção e amizade incondicionais é simplesmente a reciprocidade. Nada material, nada comprado em loja de grife, somente o que se supõe que seja dado de graça, esperando felicidade e satisfação mútuas.
Até o fim de nosso papo - revelador de muitas formas - não sabia no que meu sentimento poderia mudar. Ao nos despedirmos, repassei tudo o que acontecera mentalmente e notei que minha admiração por ele crescera, assim como nossa amizade, e aquela adoração toda virou simplesmente amor. Fácil, de graça, sem cobrança, sem nada. Descobrira uma pessoa mais maravilhosa do que eu poderia pensar, do que eu sabia que existia. Uma pessoa apaixonante - e apaixonada -, fácil, ao primeiro momento, ao primeiro olhar. Mas sob o olhar verdadeiro, sem sombras, sem dúvidas. Simples.

*E nesse olhar tem alguma coisa... ainda não sei o que é. Ele me toca de uma maneira intensa, diferente... nova. Tenho de desvendá-lo...

Beijos - especial pra vc... mas só pra vc...

domingo, 27 de abril de 2008

Só Amigas

Tudo começou em 2005. Cheguei achando que existiam poucas chances de me enturmar num grupo que já aparentava uma grande união. Eu estava certa em ao menos um ponto: o da grande união existente da turma. Passei meu primeiro dia do segundo período em Telecomunicações pensando em como me incluir naquele meio. Tinha a clara noção de que não podia ficar sozinha, tinha que falar ao menos com uma pessoa... e não foi você a primeira - e isso não é um fato ruim.
Estranhamente, a primeira pessoa a puxar papo comigo - isso já no segundo dia - foi a Letícia. Mas pára tudo: já pulei para o segundo dia de aula? Sim, já que admito que o primeiro foi o dia para saberem da garota estranha (sem uniforme) de acordo com os professores. Voltando ao
segundo, a Letícia tinha curiosidade em saber como era a faculdade e tudo o mais. E outras foram chegando, querendo saber como havia sido minha festa de formatura. E assim fui aceita na turma 2Btel, que mudava de nome a cada semestre - graças a Deus!!!
Outro fato estranho, é que no fim dessa "jornada técnica", as pessoas que inicialmente mais falavam comigo - entre elas a Gisele -, foram as que menos falaram comigo, se eu somar toda a jornada, e as que começaram a falar mais tarde, possuem incontáveis pacotes de papos.
Sim, você definitivamente tem uma gorda nota fiscal de papos na minha contabilidade. E sim, você se tornou uma grande amiga. Para todas as horas, para tudo. Não posso ser ridícula e ignorar os outros amigos que fiz e adoro, mas tenho de reconhecer que determinadas amizades são mais fortes que outras. Acredito que as mais fortes sejam com você e a Laís, por motivos que se eu tivesse que especificar, gastaria muitas páginas e provavelmente esqueceria alguma coisa.
Lembro das risadas - praticamente de todas - dentro e fora de sala, dos foras que vocês esperavam que eu desse no Evandro - que acabava acontecendo -, das tiradas inteligentes na aula do Jaccoud quando ele insistia em dizer que nossa turma não teria um grande sucesso... E até do dia em que cogitamos o que cada uma parecia e tal, e a Laís acabou ficando com o título de "sonsa" e você de "mandona", e acabaram não me dando nenhum título, porque não chegaram a nenhuma conclusão. Ríamos de tudo, provavelmente até quando se esperava uma lágrima. Nos ajudamos nos trabalhos em grupo e até nas provas.
Acredito que essa temporada no Cefet não será esquecida - ao menos por mim. Aprendi em todos os momentos, vi que podia contar com todos, uns mais, uns menos, mas todos estavam presentes. Sempre. Espero ter passado algo também, besteiras e utilidades, afinal, ser sóbrio todo o tempo é muito chato.
Espero que nossa amizade dure, e que não deixemos ela cair no esquecimento. Que você se lembre sempre que vale a pena, ou que valeu um dia, e que considere nossa amizade tão importante que não consiga viver sem ela. Que tenha sempre a certeza de ter uma amiga para sempre, mesmo não morando próximo. Saiba que a amizade verdadeira continua sempre existindo, mesmo existindo certa distância, que só amigos verdadeiros sabem driblar.
Conte comigo sempre... porque eu acredito que essa amizade tem tudo para dar certo e continuar a florescer...

*na verdade, não somos tão amigas assim... hahahahahaha, já que ainda não tivemos nossa briga... hahahahaha


**Acredito que dirigiria palavras semelhantes a Laís, mas com diferenças sutis... afinal, vcs duas têm um peso na minha vida... peso esse que eu gosto de carregar...


Beijos - para as duas... para todos.
..

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Enganos

Meu plano de hoje era transcrever aqui uma carta que fiz à uma amiga muito especial. E estava tudo certo, tudo pronto, quando um tornado passou pela minha cabeça. Me revirou por completo, me fez mudar de idéia. Quando a tormenta passou, minha vida ficou mais clara, exposta na minha frente, como um livro encantado envolto de luz, que desperta a curiosidade de qualquer pessoa. Estava na página de acontecimentos recentes, tipo hoje, tipo ontem, tipo semana passada. Com letras pequenas, descrevia com detalhes fatos vividos por mim e ao fim de cada relato de minha realidade, era vista uma observação, tida como comentário ou conclusão, que envolvia as pessoas que fizeram acontecer.
Era minha vida, eram os meus fatos, eu sabia o que tinha feito. O que não enxergava claramente, de forma comum, era minha própria conclusão sobre o que estava fazendo, se era certo ou errado, se me fazia bem ou se simplesmente queria me enganar. Hesitei um pouco em ler o adendo, mas falta de coragem não faz meu estilo - e isso não estava escrito em nenhum lugar, porque era uma verdade simples e pura. Respirei fundo. Pensei se era mesmo uma boa idéia me conhecer mais - poderia ser estupidez, poderia ser o fim de alguma pitada de pimenta na vida. Mas eu queria saber. E fui em frente.
Fato: não gostei nada do que vi. As pessoas estavam me decepcionando em grande escala. Vi que estava me entregando demais, quando a solução mais acertada seria a de ficar fechada em mim. Vi que as pessoas que tomavam conta das minhas fichas mais altas, as desperdiçavam.
Fechei o livro. Se antes eu estava dominada por um sentimento claro, fiquei dominada pelo triste, pelo desconhecido. Não quero mais ninguém, não quero nada. Quero ficar comigo mesma. Salvo meus amigos de verdade e os momentos vividos com eles, talvez fosse de grande ajuda arrancar algumas páginas da minha vida. Disse para um amigo de grande valia, que ainda existia esperança de que tudo pudesse se esclarecer da melhor forma, que meu livro escrevera garranchos que foram mal interpretados. Concordamos que a esperança seria algo muito decisivo, seria um marco, tanto a sobrevivência como a morte dela. Mas ao fim de tudo, afim de acabar com o sofrimento, com a agonia - minha e da esperança - deicidi, eu mesma, matá-la. E pronto.
Agora sigo em frente, mesmo com as decepções, angústias e atos falhos... e sigo em frente, sem choro, sem ter pena de mim mesma, de acordo com a promessa que fiz a uma pessoa muito especial, que sabe, que tudo vê, que tudo sente. Vivo - por ela, por causa dela, com o apoio incondicional dela. E pronto. Simples. Desse jeito. Do meu jeito.
Beijos

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Dois pra lá, dois pra cá

Tinha tudo para dar certo. Pela primeira vez, tinha me dado bem em um programa com amigos. Me vi favorecida, finalmente... mas se voltar à primeira frase, poderá tirar algumas conclusões... a primeira, a mais provável, a certa: tinha tudo... mas não deu. Ou quase.

A mudança de local da festa não me desanimou. O objetivo, mais do que sacudir o esqueleto, era encontrar minhas amigas. Amigas que amo, amigas que cada vez mais firmam toda a amizade já existente e fazem questão de colocar mais camadas e tornar indestrutível o bloco sólido da nossa amizade. Fui movida por elas – e mais tarde descobriria que foram movidas por mim - , modifiquei um pouco o modelito da noite e saí quando São Pedro permitiu.
Fato que nem bem cheguei e parei no lugar errado. Não, não... o lugar estava certo...
mas durante o meu translado, houve uma mudança no local da comemoração, que acabei sabendo quando cheguei lá. Não, não tinha um moreno alto, lindo e forte indicando aos convidados que a festa havia mudado de lugar. Ficaria ali, alheia a boa vontade de alguém e... santa Laís!!! O melhor telefonema da noite. Agora sabia para onde deveria ir. A festa ia começar. Cheguei! Luzes! Música! Animação... E a animação?!? A galera conversava num tom de discórdia, enquanto eu chegava para distrair. Lembro que metade queria ir para o lado A e metade para o lado B. Alguns queriam requebrar assim, outros, assado; e no meio de todo o turbilhão de palavras indecisas, a aniversariante.

Uma fofa, o tipo de pessoa que só queria o bem estar e a felicidade de todos num mesmo lugar. Algo impossível de se ter.

Nessa situação, fiquei na minha. E é fato que pensei: “que merda ser a aniversariante!” Quer dizer, todos são seus amigos e tal, mas que possuem gostos e atitudes diferentes, e sabe-se, por mais que não se queira admitir, que é no mínimo difícil agradar a todo mundo. E sendo a aniversariante, você deve tomar a rédea e decidir por um ou por outro grupo, mas é phoda, afinal, você sabe que estará agradando um e não o outro. Mas se você é a aniversariante fofa, como a Letícia, você fica em cima do muro e tenta agradar o grupo mais “raivoso”, porque o outro provavelmente vai aceitar e tal (eu estava nesse grupo – dos outros), mas se você for a aniversariante escrota, provavelmente eu, vai querer SE agradar e quem não te seguir, que se exploda, porque o aniversário é seu e você fará o que quiser! Simples assim.
Na decisão do novo local do niver da Leka, eu simplesmente não dei pitaco algum. Tirei o tempo para fazer altas fotos com
minhas amigas e fofocamos sobre algumas coisas. E rimos, como não poderia deixar de ser. E decidiram. E seguimos. E paramos na porta do lugar. Entramos. Entramos?!? Não, não... ficamos na porta, ouvindo a música que tocava no recinto e dançando do lado de fora. Eu, Laís e Ivy não nos apertamos em hora alguma. Nos divertimos em qualquer lugar, e não seria diferente na rua musical. E ficamos esperando decisões e enquanto ela não vinha, a boa foi tomar um Sprite e rir. Mas a risada se foi – ao menos a minha – quando São Pedro discordou da nossa discordância e mandou uma água gelada para os ânimos se acalmarem e tomarmos nosso rumo. Posso dizer com certeza que tomamos um rumo. Rumo que eu já tinha tomado quando cheguei, mas tudo bem... o momento até valeu uma foto. E chegamos no Lapa 40º... Animado! Lotado! Legal! Entramos. Entramos?!? Em alguma parte do texto direi que sim, mas não foi dessa vez. O que antes era dividido em dois grupos, ficou como um grupo mais uma pessoa (a da discórdia). E a pessoa estava esquisita, queria mandar e pronto. A boa era fazer o que ela queria, porque ninguém queria conflito no dia do aniversário da Leka, ninguém queria magoar a Leka e só cego não via o contorcionismo que ela estava fazendo. Ao fim das andanças, queríamos fazer o que ela quisesse fazer, até dançar o Créu na chuva.
Mas por maior que pudesse ser minha “compaixão” e paciência, eu já
estava ficando de mal humor. Dei um t para que se decidissem... e finalmente decidiram. Não era o lugar que eu queria, mas não ia reclamar no fim do segundo tempo... queria eu, virar a ovelhinha da discórdia??? Jamais... Deixei esse papel com outra... E ficamos lá... num calor que era suportado pela presença dos amigos, pela conversa agradável, pelas fotos tiradas e pelos hot-dogs comprados...
No fim da noite, estava exausta... eu e minhas amigas... E já marcamos a próxima... logicamente num lugar certinho e tal... hahahaha. Mas no fim das
contas, se eu colocar tudo na balança, o ponteiro vai bem alto... a ponto de explodir a balança. Por maior que tenha sido a confusão do encontro, o durante foi ótimo... fizemos de tudo... pisamos na lama, tomamos refrigerantes, demos risadas e ameaçamos dançar o creu no meio da rua – na chuva. Teve de tudo um pouco e por mais que eu possa estar reclamando, não mudaria muita coisa... exceto a chuva, neh... Amei estar com as minhas amigas, adorei saber que somos mesmo amigas para todas as horas, típicas pessoas para os dias de sol, de chuva, de samba, de funk.
Amigas. Simplesmente amigas.

Beijos.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Aniversário

Não fui a pessoa mais falante do dia, apesar de querer conversar com alguém. Queria contar o que estava sentindo, ou o que queria sentir. Hoje foi um dia estranho, diferente... Esperava festa, bolo, alegria... mas nada disso veio. Queria que, com isso tudo, meu irmão viesse junto. Saísse de uma caixa gigante, jogando confetes em todos e dando altas gargalhadas, como só ele sabia fazer. Sei que não vai acontecer, sei que o dia de hoje (04/04) está acabando e que ele não vai voltar. Mas a certeza que tenho é que ele está sempre comigo, em todas as situações, e que por mais que eu não consiga dizer aqui, hoje, tudo o que estou sentindo, ele sabe.
Eu o sinto a todo momento e hoje, no dia do aniversário dele, não seria diferente. Acordei com uma certa leveza, apesar de o dia estar bastante escuro. Senti um calor diferente, uma alegria inconstante, um sentimento confuso. Passei horas sentindo uma felicidade que não cabia em mim, horas em que a tristeza cismava em aparecer. Meu dia foi assim: confuso, incostante, intenso e incrivelmente feliz. O que quero dizer não sai... mas olhe nos meus olhos e saberá ler a mensagem. André, te amo.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Return

Faz tempo que não venho aqui. Talvez precisasse ficar esse tempo longe. Tirei férias, voltei com novas idéias, novos fatos e novas marcas. Aprendi lições. Simples e complexas. Hoje, sou o resultado de toda a aplicação. Faço meu caminho, traço meu destino, com a cor da caneta que eu bem entender.

Escrevo, apago. Rabisco, risco, escrevo e apago. A folha ficou rala, esquisita, gasta. Amasso. Jogo fora. Pego uma nova, rabisco... e só.

No fim das contas, as férias foram boas, válidas... apesar de toda a saudade desse espaço. Volto com acontecimentos e textos recentes... volto com tudo...

Beijos...


sábado, 23 de fevereiro de 2008

A Lua me disse...

Estou sentada na varanda, num canto onde as pessoas provavelmente não vão me notar. É um lugar de quase isolamento, um lugar que uso para refletir, e onde sempre acaba se tornando um lugar para chorar. Mas não estou inteiramente sozinha. Além do papel e da caneta que conversam comigo, tenho vários expectadores. Estou a 13 andares do chão, e aparentemente estou acima de muitas coisas. Uma visão poluída de prédios, onde o vazio é sempre interrompido pelo barulho de um carro, o grito vindo do apartamento do lado e por um choro consideravelmente longe; mas mesmo com a visão poluída dos prédios, vislumbro o céu. A noite está perfeita. Aparentemente a lua soube da minha tristeza e se reuniu na minha frente, para saber como eu reagiria. Não obstante, chamou suas amigas fiéis: as estrelas. Muitas, não faço idéias de quantas, e prefiro não apontar para a platéia. Platéia que sinto que desapontei. Talvez esperassem que eu fosse lutar contra o sentimento, sorrir na cara dele e ser o meu melhor. Simplesmente não consegui. Me entreguei até a última célula. Por mais que pensem na pessoa firme e forte que sou, as pessoas só sabem pensar. E pensamentos trazem conclusões precipitadas. Sei muito sobre o assunto. Nunca vieram me ver de perto. Nunca vieram saber o que ou como realmente sou.
Sinto que estou sozinha, de duas maneiras. Queria que alguém confiasse em mim de verdade, que soubesse que no fim da linha poderia me encontrar com um sorriso enorme, de braços abertos, pronta para qualquer coisa. Queria que a nossa confiança não fosse do tipo abalável, que fosse indestrutível, única e eterna. Queria alguém que confiasse no que eu digo, que confiasse a partir de um olhar.
Ao mesmo tempo, gostaria muito que a recíproca fosse verdadeira. Quero alguém para confiar, alguém que eu possa encher de problemas e ao fim de toda a conversa, saber que minha preocupação, nas mãos dele, virariam soluções. Quero alguém que entenda quando eu ligar chorando, seja de tristeza ou alegria, e tente me reconfortar sempre. Que não ligue para minhas prováveis futilidades e que sorria para mim quando meus olhos se encherem d’água. Quero um amigo que eu possa realmente contar, que possamos nos dar as mãos e mergulhar juntos no vazio. Quero um confidente, que confie em mim para sermos a mesma coisa e com o pouco passar do tempo, um.
Tentei , ao longo do tempo, encontrar em mim mesma esse amigo maravilhoso, disposto a viver duas vidas: a minha e a dele. Reparei que apesar de ser eu mesma, acabo transformando tudo o que tenho em problemas. Raras são as vezes que consigo me solucionar.
Amigo, apesar do nosso encontro e do nosso desencontro e do nosso reencontro recente, sinto que é você a pessoa certa para tal coisa. Temos uma amizade consolidada, que eu acho que pode sempre mais. Sempre penso em contar o que quero simplesmente desabafar – ou chorar – mas sinto que não tenho esse direito. Não posso fazer de você uma pessoa que não sei se você deseja ser. Gostaria muito de saber sobre isso, se esse nível de confiabilidade pode mesmo existir.
Não sei porque, mas alguém disse que você poderia mudar a minha vida. Gostaria de acreditar nisso, e se possível contar com você nessa “coisa esquisita”. Digo esquisita porque amizade e confiança não são coisas “pedíveis”, são coisas que se conquistam. Mas o mais importante é que você entenda que não é algo unilateral, muito ao contrário: quero ter você como minha sombra, mas ao mesmo tempo quero ser a sua.

Sinto que já tive essa oportunidade, que se fragmentou no tempo. Mas hoje, numa noite de tristeza profunda, onde um problema provavelmente fútil me deixou sem chão, eu pensei na pessoa certa para conversar. Muitas passaram pela minha cabeça, mas era com você que eu queria falar. Mas não era simples. Achei que tinha de pedir licença para invadir a sua vida com a minha. Mais do que licença, devo perguntar se você quer. Saiba que seu passe livre comigo aguarda sua retirada.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Ziriguidum

Nunca fui muito ligada ao carnaval. Sempre achei uma festa legal, mas nunca tive ninguém que gostasse de curtir de uma maneira inocente como eu. A maioria das pessoas em que tinha contato sobre o carnaval, achava que era a festa de “afogar o ganso” ou “meter o pé na jaca”. Nunca pensei assim e estava nessa sozinha. Estava. Até esse carnaval.
Finalmente encontrei pessoas com pensamentos normais de se divertir no carnaval, de admirar fantasias e participar da festa contribuindo com a dança para animar o bloco. Fui com meus amigos em um bloco, nos divertimos, sambamos – uns mais e uns menos – e nem bebemos, porque esse não era o objetivo. De repente, no meio da muvuca do bloco, um deu a idéia de irmos ao Sambódromo. Todos concordaram. Seria a primeira vez de praticamente todos e a animação, apesar do tempo feio, aumentava a cada momento que víamos que estávamos mais perto do local dos desfiles.
Quando chegamos lá, estava super cheio de gente... muitos adultos e tal, mas a noite era das crianças. Fomos ver o desfile das escolas mirins e tudo estava muito bem feito. Claro que não tinha o esplendor das escolas grandes, mas tudo era proporcional ao tamanho dos desfilantes... desde o carro ás fantasias. E tudo estava muito fofo ainda mais se contarmos com a animação das crianças.
Chegamos para ver o desfile da Estácio de Sá e no meio do desfile, a chuva ameaçou a cair. Achei que ficaria só na ameaça e comecei a tirar fotos, até que pingos grossos de chuva começavam a cair. Achei que as pessoas começariam a correr e a alegria das crianças se esvair, mas nada disso aconteceu. As pessoas nas arquibancadas e nas cadeiras – pais e mães das crianças e inúmeros simples expectadores – não tiraram o pé dali e a alegria e a empolgação só aumentou. Olhei para a passarela do samba e as crianças mantinham sua alegria, quando não a aumentavam. Fiquei contagiada pela felicidade das pessoas de estarem ali simplesmente pelo prazer de curtir o carnaval e mais quando percebi que nada abalaria aquela felicidade. Eu vi mães orgulhosas pularem cada vez mais, dando força para o filho / filha que desfilava com a alegria estampada no rosto... crianças que provavelmente esperaram o ano todo por aquele breve momento e que valia todo o esforço...
Ficamos na arquibancada, todos contagiados, e eu, mesmo embaixo de chuva, ainda me arriscava a tirar fotos, mas com certo medo de danificar minha câmera nova.
Os meninos dançaram como turistas e curtiram todos os momentos. Ficamos para as duas últimas escolas, a Estácio e a Portela. A chuva, quando achávamos que não tinha mais nada para chover, caía mais e dava mais fôlego para os foliões. E ninguém arredou o pé. Nem nós.

Estranhamente, quando a última escola passou pela avenida e chegou à dispersão, a chuva acabou. Não ficou chovendo aquela chuva fininha nem nada. Ela simplesmente se foi... e o desfile acabara. No fim das contas, ela foi o combustível para todos... e foi muito bem vinda. Me molhei completamente... tudo dentro da minha bolsa ficou ao menos úmido, mas valeu a pena... me diverti, finalmente, num carnaval. Já penso na festa do ano que vem. Até minha fantasia está pensada. Curtirei alguns blocos e voltarei ao sambódromo... assistirei a todos os desfiles... pagarei se for necessário. Irei a alguns ensaios de algumas escolas... adoro sambar. Mesmo. Ainda não descobri quem goste tanto... mas terei um ano para tal coisa. Vou esperar pela evolução do ziriguidum.

Beijos...

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

P. S. - Reviravolta

A tristeza existe e isso é um fato. A balança da vida não se chamaria balança se coisas opostas não existissem. A alegria e a tristeza convivem juntas e isso é inegável. A verdadeira questão é saber dosar o que se realmente quer. Fato é que eu – e provavelmente você – doso sempre a tristeza... existe uma gota aqui ou ali, mas quem predomina é a alegria; tipo as gotas escrotas de novalgina no copinho com água que sua mãe faz você tomar... a maioria da galera no copo é água e algumas gotas de novalgina interferem no gosto dela, que você pode vir a sentir ou não... você é quem escolhe... se bem que dor você simplesmente sente, e a escolha de demonstrar e passar adiante fica em suas mãos...

Eu só vim aqui pra colocar um adendo no post abaixo... minha amiga adorou o texto, por maior que seja a dor que esteja sentindo... ela se sentiu amparada, viu, de alguma forma, que existem pessoas solidárias a dor dela... ela pôde saber o que eu estava sentindo quando estava com ela e nada soube dizer... e ela me pediu para contar outro causo dela. Nada feliz, adianto. Seu pai faleceu 30/12... e lembra que eu contei sobre a ligação dos pais dela? A mãe dela não agüentou... e faleceu no dia 20 último. Ela está e ao mesmo tempo não está amparada. Ela sabe que pode seguir em frente, que deve fazê-lo, mas não sabe de onde tirar forças para tal coisa.
Aqui estou estendendo o que puder para ajudar... sempre. E ela sabe. Já perdi uma pessoa da família e por maior que seja a dor em mim, sigo em frente porque sei que devo. Às vezes fico triste, perco o pique e lembro de todas as promessas que fizemos um ao outro e levanto a cabeça e sigo. E assim tenho vivido. Não melhor ou pior... apenas adaptada a um novo começo...

*Amiguinhos... adorei os comentários... Beijos.*