terça-feira, 29 de janeiro de 2008

P. S. - Reviravolta

A tristeza existe e isso é um fato. A balança da vida não se chamaria balança se coisas opostas não existissem. A alegria e a tristeza convivem juntas e isso é inegável. A verdadeira questão é saber dosar o que se realmente quer. Fato é que eu – e provavelmente você – doso sempre a tristeza... existe uma gota aqui ou ali, mas quem predomina é a alegria; tipo as gotas escrotas de novalgina no copinho com água que sua mãe faz você tomar... a maioria da galera no copo é água e algumas gotas de novalgina interferem no gosto dela, que você pode vir a sentir ou não... você é quem escolhe... se bem que dor você simplesmente sente, e a escolha de demonstrar e passar adiante fica em suas mãos...

Eu só vim aqui pra colocar um adendo no post abaixo... minha amiga adorou o texto, por maior que seja a dor que esteja sentindo... ela se sentiu amparada, viu, de alguma forma, que existem pessoas solidárias a dor dela... ela pôde saber o que eu estava sentindo quando estava com ela e nada soube dizer... e ela me pediu para contar outro causo dela. Nada feliz, adianto. Seu pai faleceu 30/12... e lembra que eu contei sobre a ligação dos pais dela? A mãe dela não agüentou... e faleceu no dia 20 último. Ela está e ao mesmo tempo não está amparada. Ela sabe que pode seguir em frente, que deve fazê-lo, mas não sabe de onde tirar forças para tal coisa.
Aqui estou estendendo o que puder para ajudar... sempre. E ela sabe. Já perdi uma pessoa da família e por maior que seja a dor em mim, sigo em frente porque sei que devo. Às vezes fico triste, perco o pique e lembro de todas as promessas que fizemos um ao outro e levanto a cabeça e sigo. E assim tenho vivido. Não melhor ou pior... apenas adaptada a um novo começo...

*Amiguinhos... adorei os comentários... Beijos.*

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Reviravolta

Tendo em vista que meu 2007 teve um saldo positivo e que meu 2008 começou numa boa, comecei a pensar no 2007/2008 dos outros. O que mais me veio à cabeça foi o 2007 de uma amiga de infância, que travou várias batalhas ao longo do ano que agora é passado e as venceu. O 2007 dessa amiga tinha tudo para ser um ano de saldo positivo se não fossem os 2 últimos dias do ano, onde foi decidida uma de suas maiores batalhas, da qual não saiu vitoriosa. Olhando a situação dela, vem sempre à cabeça o pensamento de que as coisas podem mudar muito rapidamente, literalmente em segundos, o que geralmente acreditamos ser difícil, sem rolar um aviso prévio.
Minha amiga perdeu uma pessoa muito amada por ela e por muitas outras pessoas: seu pai. Me senti muito mal, claro que não tanto quanto ela, mas vieram diversas situações na minha cabeça. Os pais dela se amavam muito e desde que eu nasci tenho o conhecimento de que estão juntos, ou seja, ao menos 22 anos de casados. Mas estimo uns 35, 40 anos. Lembro-me de ter ouvido da mãe dela, que ela não sabia viver sem ele e de ter ficado tão curiosa quanto à resposta dele, que cheguei a perguntar isso a ele. De início ele ficou calado, mas acabou respondendo que não conseguiria viver sem ela. E no dia 30 eles foram separados, mediante a um aviso prévio que todos resolveram ignorar.
E no dia 31/12, dia de festa para a maioria das pessoas, estava eu na casa florida e outrora alegre de minha amiga. Esta, sob efeito de tranqüilizantes, assim como sua mãe, aparentemente agüentava a barra e para confortá-la, tive de agüentar a minha. Quando me encaminhei na direção de sua mãe, fui tentando reconhecer seu rosto em meio à tristeza e não consegui. Sabia que parte dela havia partido, que a essência dela havia se esvaído. E como é comum nessas horas, não sabia o que dizer – e logo eu, a menina faladeira – e preferi não dizer nada. A abracei e acredito ter dito o que ela queria ouvir naquele abraço. Mas dali a tristeza só aumentaria.
Fui ao enterro junto com muitas pessoas e lembrei de mim mesma em 2006. o fascínio das pessoas sobre a morte me instigou bastante naquele momento, já que, enquanto umas pessoas querem ficar admirando a pessoa falecida, numa urna ornamentada com flores, com certo olhar vago, dando a entender que buscam respostas para a vida após a morte; outras pessoas não querem procurar entender o que pode ocorrer ou se sentir, não querem saber como pode vir a ser uma urna ou quais flores são usadas na ornamentação fúnebre. Faço parte desse segundo grupo e apesar de já ter ficado olhando para a pessoa ali, no fundo esperando que ela acordasse, não quero me aprofundar em ornamentação de coroa de flores e não quero respostas do “outro mundo” que sei que não virão.
E aquela última vista dura e ninguém nada sente até a hora do último adeus. Lembro-me de ter sido perguntada sobre o porquê de eu ficar só na porta da capela, sem coragem para chegar mais perto. As pessoas não entendiam o motivo de não se querer ver uma pessoa morta. Continuei na porta capela até ser anunciada a hora derradeira da transferência daquela urna para o local de seu repouso quase eterno. Foi a pior hora. Minha amiga e seu filho soltaram um grito de pavor/dor, não sei bem, quando viram a urna fechada e sendo carregada por diversas pessoas. E ela entrou no caminho, impedindo por alguns segundos a passagem. Mas no fundo ela sabia, apesar de não querer acreditar, que aquele cortejo tinha de seguir e resolveu acompanhar. Eu só fui até a metade do caminho, já que a cena de enterro propriamente dita não me caía bem. E na saída do cemitério, com todos os assuntos resolvidos, houveram mais escândalos do tipo emocionais.
Não fui para a casa da minha amiga. Acredito até que seria importante, mas tinha tanta gente para ocupar a casa dela e fazer-lhe companhia que me senti, de certa forma, inútil. Confesso ter desejado ser, de alguma forma, inútil para que pudesse ser salva do clima fúnebre do qual não queria compartilhar. E saí. Com amigos. Para esquecer uma dor que não era particularmente minha, mas que inegavelmente me via obrigada a sentir. Senti muito pela minha amiga, mas era um fato que a vida tinha de seguir seu rumo. Preferencialmente para frente.

sábado, 26 de janeiro de 2008

A magia de Janeiro

Janeiro tem algum ingrediente mágico. Sempre que ele chega, as pessoas são tomadas por um sentimento de grandes realizações. Elas decidem parar de beber e de fumar, emagrecer, mudar de emprego... e outras resoluções. E tudo começa no dia 02 de Janeiro, mas excepcionalmente neste ano, a maioria das resoluções foram adiadas para o dia 07/01, afinal, é uma segunda-feira e esse é o dia certo para começar as mudanças. Muitas inscrições em diversas academias são feitas, muitos adesivos anti-tabaco são comprados e muita – mas muita mesmo – força de vontade é colocada na mistura, tudo para fazer com que dê certo.
As pessoas ficam felizes em Janeiro. Com as resoluções na cabeça e logo em prática, o mês transcorre de forma mágica, onde o número de cigarros queimados diminui, o ponteiro da balança parece ser seu amigo e a força de vontade ainda está do seu lado. Tudo bem quando ocorre um deslize num fim de semana, quando aqueles pasteizinhos de queijo se amontoaram na sua boca juntamente com alguns chopes, que logo depois pediram um cigarrinho ou dois de acompanhamento. A culpa poderia surgir com força total e esmagar tudo o que você havia conseguido, mas você, de bom humor e se sentindo merecedora dos pastéis e cia., se perdoa pelo deslize.

E o mês continua caminhando bem... mas você já não percebe mais tão nitidamente a queda do ponteiro da balança e sente uma vontade estranha de fumar sempre mais um pouquinho, e já começa a colocar a culpa no seu organismo, na qualidade do alimento e começa até a duvidar do prazo de validade impresso no adesivo anti-tabaco. E com essas desconfianças todas, a dieta, que estava dando super certo, é largada pela metade; o adesivo é esquecido na gaveta inútil do escritório e a dispensa começa a se encher de bebida alcoólica. A força de vontade não existe mais e o ingrediente mágico de Janeiro se acaba, às vezes até antes do próprio mês.
E eu sempre sou contagiada pela magia de Janeiro. Quando um novo ano começa, faço promessas a mim mesma, mas confesso serem promessas fúteis – por isso as faço em pensamento, só para mim. Não fiz promessa para parar de fumar ou beber, pois não faço nenhuma das duas coisas, mas fiz para emagrecer e para escrever por todos os dias na minha agenda. Avisei que eram futilidades... ninguém morre se não escrever na agenda e eu não preciso emagrecer (mediante opinião dos outros), mas seria bom se eu conseguisse fazer essas coisas. Lembro de ter conseguido emagrecer uns bons quilos no ano passado... mas falta algo ainda... e quanto à agenda, meu recorde foi Setembro e queria mesmo superá-lo.
Nota-se que sou mesmo a pessoa contagiada pela febre 01/01 e nesse ano sobrou uma dose a mais pra mim e resolvi voltar à capoeira... Algumas pessoas são contra, outras a favor, mas o que importa mesmo é o que eu quero. Vou aliar o exercício à minha resolução do emagrecimento... vai que dá certo???

Espero que a magia caída sobre mim dure até Janeiro de 2009 e que eu possa renovar todos os meus votos no ano que vem. Também pretendo postar uma foto minha bem fofa, com meus objetivos alcançados... Mas tudo isso sob a influência do pó de pirlimpimpim de Janeiro... só espero que ele não acabe...


*Quanto à foto... nada de mais... só um dos momentos felizes na faculdade... Tive muito momentos felizes lá e o ano de 2007 foi escasso de momentos como esse... mas quero dar uma outra cara a 2008...

Beijos para todos...