domingo, 27 de abril de 2008

Só Amigas

Tudo começou em 2005. Cheguei achando que existiam poucas chances de me enturmar num grupo que já aparentava uma grande união. Eu estava certa em ao menos um ponto: o da grande união existente da turma. Passei meu primeiro dia do segundo período em Telecomunicações pensando em como me incluir naquele meio. Tinha a clara noção de que não podia ficar sozinha, tinha que falar ao menos com uma pessoa... e não foi você a primeira - e isso não é um fato ruim.
Estranhamente, a primeira pessoa a puxar papo comigo - isso já no segundo dia - foi a Letícia. Mas pára tudo: já pulei para o segundo dia de aula? Sim, já que admito que o primeiro foi o dia para saberem da garota estranha (sem uniforme) de acordo com os professores. Voltando ao
segundo, a Letícia tinha curiosidade em saber como era a faculdade e tudo o mais. E outras foram chegando, querendo saber como havia sido minha festa de formatura. E assim fui aceita na turma 2Btel, que mudava de nome a cada semestre - graças a Deus!!!
Outro fato estranho, é que no fim dessa "jornada técnica", as pessoas que inicialmente mais falavam comigo - entre elas a Gisele -, foram as que menos falaram comigo, se eu somar toda a jornada, e as que começaram a falar mais tarde, possuem incontáveis pacotes de papos.
Sim, você definitivamente tem uma gorda nota fiscal de papos na minha contabilidade. E sim, você se tornou uma grande amiga. Para todas as horas, para tudo. Não posso ser ridícula e ignorar os outros amigos que fiz e adoro, mas tenho de reconhecer que determinadas amizades são mais fortes que outras. Acredito que as mais fortes sejam com você e a Laís, por motivos que se eu tivesse que especificar, gastaria muitas páginas e provavelmente esqueceria alguma coisa.
Lembro das risadas - praticamente de todas - dentro e fora de sala, dos foras que vocês esperavam que eu desse no Evandro - que acabava acontecendo -, das tiradas inteligentes na aula do Jaccoud quando ele insistia em dizer que nossa turma não teria um grande sucesso... E até do dia em que cogitamos o que cada uma parecia e tal, e a Laís acabou ficando com o título de "sonsa" e você de "mandona", e acabaram não me dando nenhum título, porque não chegaram a nenhuma conclusão. Ríamos de tudo, provavelmente até quando se esperava uma lágrima. Nos ajudamos nos trabalhos em grupo e até nas provas.
Acredito que essa temporada no Cefet não será esquecida - ao menos por mim. Aprendi em todos os momentos, vi que podia contar com todos, uns mais, uns menos, mas todos estavam presentes. Sempre. Espero ter passado algo também, besteiras e utilidades, afinal, ser sóbrio todo o tempo é muito chato.
Espero que nossa amizade dure, e que não deixemos ela cair no esquecimento. Que você se lembre sempre que vale a pena, ou que valeu um dia, e que considere nossa amizade tão importante que não consiga viver sem ela. Que tenha sempre a certeza de ter uma amiga para sempre, mesmo não morando próximo. Saiba que a amizade verdadeira continua sempre existindo, mesmo existindo certa distância, que só amigos verdadeiros sabem driblar.
Conte comigo sempre... porque eu acredito que essa amizade tem tudo para dar certo e continuar a florescer...

*na verdade, não somos tão amigas assim... hahahahahaha, já que ainda não tivemos nossa briga... hahahahaha


**Acredito que dirigiria palavras semelhantes a Laís, mas com diferenças sutis... afinal, vcs duas têm um peso na minha vida... peso esse que eu gosto de carregar...


Beijos - para as duas... para todos.
..

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Enganos

Meu plano de hoje era transcrever aqui uma carta que fiz à uma amiga muito especial. E estava tudo certo, tudo pronto, quando um tornado passou pela minha cabeça. Me revirou por completo, me fez mudar de idéia. Quando a tormenta passou, minha vida ficou mais clara, exposta na minha frente, como um livro encantado envolto de luz, que desperta a curiosidade de qualquer pessoa. Estava na página de acontecimentos recentes, tipo hoje, tipo ontem, tipo semana passada. Com letras pequenas, descrevia com detalhes fatos vividos por mim e ao fim de cada relato de minha realidade, era vista uma observação, tida como comentário ou conclusão, que envolvia as pessoas que fizeram acontecer.
Era minha vida, eram os meus fatos, eu sabia o que tinha feito. O que não enxergava claramente, de forma comum, era minha própria conclusão sobre o que estava fazendo, se era certo ou errado, se me fazia bem ou se simplesmente queria me enganar. Hesitei um pouco em ler o adendo, mas falta de coragem não faz meu estilo - e isso não estava escrito em nenhum lugar, porque era uma verdade simples e pura. Respirei fundo. Pensei se era mesmo uma boa idéia me conhecer mais - poderia ser estupidez, poderia ser o fim de alguma pitada de pimenta na vida. Mas eu queria saber. E fui em frente.
Fato: não gostei nada do que vi. As pessoas estavam me decepcionando em grande escala. Vi que estava me entregando demais, quando a solução mais acertada seria a de ficar fechada em mim. Vi que as pessoas que tomavam conta das minhas fichas mais altas, as desperdiçavam.
Fechei o livro. Se antes eu estava dominada por um sentimento claro, fiquei dominada pelo triste, pelo desconhecido. Não quero mais ninguém, não quero nada. Quero ficar comigo mesma. Salvo meus amigos de verdade e os momentos vividos com eles, talvez fosse de grande ajuda arrancar algumas páginas da minha vida. Disse para um amigo de grande valia, que ainda existia esperança de que tudo pudesse se esclarecer da melhor forma, que meu livro escrevera garranchos que foram mal interpretados. Concordamos que a esperança seria algo muito decisivo, seria um marco, tanto a sobrevivência como a morte dela. Mas ao fim de tudo, afim de acabar com o sofrimento, com a agonia - minha e da esperança - deicidi, eu mesma, matá-la. E pronto.
Agora sigo em frente, mesmo com as decepções, angústias e atos falhos... e sigo em frente, sem choro, sem ter pena de mim mesma, de acordo com a promessa que fiz a uma pessoa muito especial, que sabe, que tudo vê, que tudo sente. Vivo - por ela, por causa dela, com o apoio incondicional dela. E pronto. Simples. Desse jeito. Do meu jeito.
Beijos

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Dois pra lá, dois pra cá

Tinha tudo para dar certo. Pela primeira vez, tinha me dado bem em um programa com amigos. Me vi favorecida, finalmente... mas se voltar à primeira frase, poderá tirar algumas conclusões... a primeira, a mais provável, a certa: tinha tudo... mas não deu. Ou quase.

A mudança de local da festa não me desanimou. O objetivo, mais do que sacudir o esqueleto, era encontrar minhas amigas. Amigas que amo, amigas que cada vez mais firmam toda a amizade já existente e fazem questão de colocar mais camadas e tornar indestrutível o bloco sólido da nossa amizade. Fui movida por elas – e mais tarde descobriria que foram movidas por mim - , modifiquei um pouco o modelito da noite e saí quando São Pedro permitiu.
Fato que nem bem cheguei e parei no lugar errado. Não, não... o lugar estava certo...
mas durante o meu translado, houve uma mudança no local da comemoração, que acabei sabendo quando cheguei lá. Não, não tinha um moreno alto, lindo e forte indicando aos convidados que a festa havia mudado de lugar. Ficaria ali, alheia a boa vontade de alguém e... santa Laís!!! O melhor telefonema da noite. Agora sabia para onde deveria ir. A festa ia começar. Cheguei! Luzes! Música! Animação... E a animação?!? A galera conversava num tom de discórdia, enquanto eu chegava para distrair. Lembro que metade queria ir para o lado A e metade para o lado B. Alguns queriam requebrar assim, outros, assado; e no meio de todo o turbilhão de palavras indecisas, a aniversariante.

Uma fofa, o tipo de pessoa que só queria o bem estar e a felicidade de todos num mesmo lugar. Algo impossível de se ter.

Nessa situação, fiquei na minha. E é fato que pensei: “que merda ser a aniversariante!” Quer dizer, todos são seus amigos e tal, mas que possuem gostos e atitudes diferentes, e sabe-se, por mais que não se queira admitir, que é no mínimo difícil agradar a todo mundo. E sendo a aniversariante, você deve tomar a rédea e decidir por um ou por outro grupo, mas é phoda, afinal, você sabe que estará agradando um e não o outro. Mas se você é a aniversariante fofa, como a Letícia, você fica em cima do muro e tenta agradar o grupo mais “raivoso”, porque o outro provavelmente vai aceitar e tal (eu estava nesse grupo – dos outros), mas se você for a aniversariante escrota, provavelmente eu, vai querer SE agradar e quem não te seguir, que se exploda, porque o aniversário é seu e você fará o que quiser! Simples assim.
Na decisão do novo local do niver da Leka, eu simplesmente não dei pitaco algum. Tirei o tempo para fazer altas fotos com
minhas amigas e fofocamos sobre algumas coisas. E rimos, como não poderia deixar de ser. E decidiram. E seguimos. E paramos na porta do lugar. Entramos. Entramos?!? Não, não... ficamos na porta, ouvindo a música que tocava no recinto e dançando do lado de fora. Eu, Laís e Ivy não nos apertamos em hora alguma. Nos divertimos em qualquer lugar, e não seria diferente na rua musical. E ficamos esperando decisões e enquanto ela não vinha, a boa foi tomar um Sprite e rir. Mas a risada se foi – ao menos a minha – quando São Pedro discordou da nossa discordância e mandou uma água gelada para os ânimos se acalmarem e tomarmos nosso rumo. Posso dizer com certeza que tomamos um rumo. Rumo que eu já tinha tomado quando cheguei, mas tudo bem... o momento até valeu uma foto. E chegamos no Lapa 40º... Animado! Lotado! Legal! Entramos. Entramos?!? Em alguma parte do texto direi que sim, mas não foi dessa vez. O que antes era dividido em dois grupos, ficou como um grupo mais uma pessoa (a da discórdia). E a pessoa estava esquisita, queria mandar e pronto. A boa era fazer o que ela queria, porque ninguém queria conflito no dia do aniversário da Leka, ninguém queria magoar a Leka e só cego não via o contorcionismo que ela estava fazendo. Ao fim das andanças, queríamos fazer o que ela quisesse fazer, até dançar o Créu na chuva.
Mas por maior que pudesse ser minha “compaixão” e paciência, eu já
estava ficando de mal humor. Dei um t para que se decidissem... e finalmente decidiram. Não era o lugar que eu queria, mas não ia reclamar no fim do segundo tempo... queria eu, virar a ovelhinha da discórdia??? Jamais... Deixei esse papel com outra... E ficamos lá... num calor que era suportado pela presença dos amigos, pela conversa agradável, pelas fotos tiradas e pelos hot-dogs comprados...
No fim da noite, estava exausta... eu e minhas amigas... E já marcamos a próxima... logicamente num lugar certinho e tal... hahahaha. Mas no fim das
contas, se eu colocar tudo na balança, o ponteiro vai bem alto... a ponto de explodir a balança. Por maior que tenha sido a confusão do encontro, o durante foi ótimo... fizemos de tudo... pisamos na lama, tomamos refrigerantes, demos risadas e ameaçamos dançar o creu no meio da rua – na chuva. Teve de tudo um pouco e por mais que eu possa estar reclamando, não mudaria muita coisa... exceto a chuva, neh... Amei estar com as minhas amigas, adorei saber que somos mesmo amigas para todas as horas, típicas pessoas para os dias de sol, de chuva, de samba, de funk.
Amigas. Simplesmente amigas.

Beijos.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Aniversário

Não fui a pessoa mais falante do dia, apesar de querer conversar com alguém. Queria contar o que estava sentindo, ou o que queria sentir. Hoje foi um dia estranho, diferente... Esperava festa, bolo, alegria... mas nada disso veio. Queria que, com isso tudo, meu irmão viesse junto. Saísse de uma caixa gigante, jogando confetes em todos e dando altas gargalhadas, como só ele sabia fazer. Sei que não vai acontecer, sei que o dia de hoje (04/04) está acabando e que ele não vai voltar. Mas a certeza que tenho é que ele está sempre comigo, em todas as situações, e que por mais que eu não consiga dizer aqui, hoje, tudo o que estou sentindo, ele sabe.
Eu o sinto a todo momento e hoje, no dia do aniversário dele, não seria diferente. Acordei com uma certa leveza, apesar de o dia estar bastante escuro. Senti um calor diferente, uma alegria inconstante, um sentimento confuso. Passei horas sentindo uma felicidade que não cabia em mim, horas em que a tristeza cismava em aparecer. Meu dia foi assim: confuso, incostante, intenso e incrivelmente feliz. O que quero dizer não sai... mas olhe nos meus olhos e saberá ler a mensagem. André, te amo.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Return

Faz tempo que não venho aqui. Talvez precisasse ficar esse tempo longe. Tirei férias, voltei com novas idéias, novos fatos e novas marcas. Aprendi lições. Simples e complexas. Hoje, sou o resultado de toda a aplicação. Faço meu caminho, traço meu destino, com a cor da caneta que eu bem entender.

Escrevo, apago. Rabisco, risco, escrevo e apago. A folha ficou rala, esquisita, gasta. Amasso. Jogo fora. Pego uma nova, rabisco... e só.

No fim das contas, as férias foram boas, válidas... apesar de toda a saudade desse espaço. Volto com acontecimentos e textos recentes... volto com tudo...

Beijos...