segunda-feira, 30 de junho de 2008

Me desculpo

Peço desculpas a mim mesma. Por minha falta de tempo comigo mesma... pelo meu descaso comigo mesma. Tenho sofrido bastante esses dias... e sofri de verdade... quis sofrer... achei necessário passar por tudo o que passei...
Doloroso, chorei horas a fio. Chorei em momentos errados e não me arrependi. Pessoas desconhecidas quiseram me ajudar e fiquei muito sensibilizada. E chorei mais. Sempre digo que não vou chorar mais. Sempre acho que já chorei tudo o que podia, tudo o que era possível, mas sempre me engano a respeito de mim mesma. Arranjo força, sorrisos e lágrimas de uma parte de mim que desconheço.
Agorinha mesmo, há minutos atrás, uma pessoa me fez chorar muito, como poucas fizeram. Pensei na pessoa que me faria esquecer tudo... na pessoa que nunca me viu chorar, que sempre me fez rir e seguir em frente com seus conselhos maravilhosos. Mas só pensei nele. E nada mais. Chorei por mais algum tempo, mas por ele, parei. Enxuguei as lágrimas e disse que bastava.

Sei que basta por hoje... que amanhã é outro dia, outras pessoas surgem para ferir enquanto outras surgem para te amparar. E estarei aqui, de peito aberto, pronta. Porque a vida é isso, é cair e levantar, chorar e sorrir, amar e desgostar.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Por mim e por mais ninguém

Isso foi antes de tudo. Quando terminei esse texto, não sabia o que estava por vir. Não o postaria, mas ele é tão verdadeiro, que, com a ajuda de amigas, resolvi postar. Por simples expressão. Por simples coração. Simplesmente por mim.

"Quando me propus desvendar aquele olhar, não pensei nas conseqüências. Jamais imaginei que poderia descobrir algo de que não gostasse, e estava certa. Já sabia que ele era maravilhoso, mas acho que não sabia o quanto. Quando em simples sonho nos encontramos, as estrelas brilharam mais, a lua colocou seu melhor véu e veio iluminar o momento.
Nunca gostei de encarar ninguém com o olhar, nunca fui muito boa em olhar diretamente nos olhos de alguém, mas com ele a situação foi diferente. Tudo o que eu queria era olhar naqueles olhos e simplesmente concluir que o amava, que o queria sempre comigo, que era do carinho dele que minha pele estava precisando.
Ficamos frente a frente. Houve um sorriso envergonhado por minha parte, o qual ele retribuiu com sai mão leve no meu rosto. Nesse momento, meus olhos, involuntariamente, se fecharam na tentativa de prolongar aquele momento, a sensação... quando abri os olhos, ele me olhava profundamente e eu, fechada em mim, gritava para saber no que ele estaria pensando enquanto me olhava tão docemente. Acordei de minhas divagações e resolvi tirar as mãos dele do meu rosto. Olhei-o profundamente e resolvi retirar seus óculos. Ele fechou os olhos e aquele momento durou uma certa eternidade. Continuou com os olhos fechados enquanto minhas mãos reconheciam o contorno de todas as suas linhas faciais e resolveu parar com meus dedos em seus lábios. Ele tomou a frente. Passou a deslizar meus dedos por onde queria, até que soltou minhas mãos e, com as suas também livres, uma delas foi parar na minha nuca, adentrando meus cabelos. Me puxou para perto. Minhas células se agitaram com intensidade nunca vista. Ele beijou minha testa. Resolveu reconhecer meu rosto desse jeito. Me entreguei ao momento.
Quando eu já me acostumava com os carinhos, ele me beijou de surpresa. Foi perfeito. Indescritível, ímpar. Não sei quanto tempo durou, não sei que barulhos poderíamos ter feito, quando terminou, não estava mais em mim, estava nele. Percebi que seria dele em qualquer instante, em qualquer piscada de olhos.
Desperto de meus devaneios. Olho ao redor. Simples sonho e pronto. Foi isso o que houve. Sonhei acordada, e fiquei triste com o chão frio da realidade. Ele ficou na minha cabeça o resto do dia... queria mesmo que tudo acontecesse... mas algo me diz que ele não está na minha. Como é a vida, nada acontece do jeito exato que a gente deseja, é o famoso “querer não é poder”, mas digo mais: digo que pode-se ao menos tentar.
Tentativa... não sei se devo. Passei o dia seguinte tentando esquece-lo e resolvi que não quero – não em sua totalidade. Conversei com ele. Meu coração bateu muito forte. Meu rosto ficou iluminado. Até uma hora em que senti uma enorme dor no peito. Não conseguia respirar direito, senti vontade de gritar, de chorar... senti falta de um ombro para chorar, me senti boba, impotente...
Ele gosta de outra pessoa... um amor que parece puro, algo que eu jamais destruiria. Primeiro pensei na felicidade dele, mesmo que para isso, minha tristeza surgisse. Ele me contou toda a história. Na hora, senti muitas coisas, como inveja, amor, ansiedade... Inegável: eu queria ser ela. Queria que o amor dele fosse para comigo e simplesmente não é. Queria contar para ela o que pode estar perdendo, queria confrontá-la e saber se ela o conhece tanto quanto eu, se ela o amaria tanto quanto.
Espero que tudo fique bem... que tudo se resolva para que ele seja feliz... porque amor e amizade é isso: pensar no melhor do seu melhor amigo, daquele que você ama... e é isso: quero a felicidade plena dele... assim como quero a felicidade de todos os meus amigos... nem que para isso, sacrifique a minha. Porque amizade é isso: perdas e ganhos, sacrifícios."

Beijos