terça-feira, 7 de outubro de 2008

Eu no meio de 3

Ai ai... vou falar do meu fim de semana... do dia 26/09. Revi uns amigos que amo e ri muito com eles. Senti falta disso... das besteiras deles, das risadas deles... foi muito gostoso passar a noite de sexta e o sábado com eles, e ao fim de toda a jornada, com olheiras que logo sumiram e com um estômago cheio de vinho - que urrava por um leite achocolatado -, vi que valeu a pena. Serei detalhista, tentarei não poupar nada nem ninguém, mas os nomes serão trocados para proteger a vida dos envolvidos.

*WARNING: Se você ainda me acha puritana, se minha imagem na sua cabeça é angelical, se me remete à eterna namoradinha e se você quer manter essa imagem fofa e catita na sua cabeça, recomendo que você pare de ler... já deixo um beijo, votos de felicidade e espero que você volte outro dia. Mas se você não tem esse pensamento e quer saber dos detalhes sórdidos da minha vida... divirta-se (porque eu me diverti muito)!!!

Combinamos tudo durante a semana, vimos que rolava uma vontade e o fato de ter surgido uma oportunidade fez tudo fluir muito bem. A sexta-feira chegou com chuva e não ligamos para o tempo. Como estava de patroa, foram me buscar em casa e achei tão fofo... todos alegres, rindo horrores e falando besteira: tudo o que eu queria. Levava um brigadeirão na bolsa, mas nem só de doce vive o homem (o trocadilho - perfeito - não foi proposital e caiu como uma luva), então tivemos que comprar comida de verdade. Ok, não foi tão comida de verdade... se bem que eu considero muito um hot dog maneiro como um rango de sexta-feira muito legal; e tudo bem que no fim das contas, as bebidas alcoólicas ultrapassaram (fácil) o valor da comida de verdade, mas... e daí?

A casa do Wesley é um pouco longe..
. mas acho que falando mais de um modo geográfico, afinal, se você está na companhia de pessoas maravilhosas, longe é uma palavra que não cabe quando se fala de distância. No fim, passamos por uma blitz, fomos no supermercado, rimos e falamos tanta besteira, que quando vi, o Washington estava desligando o carro. O Washington e o Wendel já conheciam a casa do Wesley e eu era a novata ali. Achei a casa - cobertura - simplesmente maravilhosa: a sala é ótima, grande e equipada... e se estende para uma varanda grande, com uma piscina... muito legal. Não me lembro quantos quartos a casa tem. Lembro do meu quarto - com uma cama de casal e uma suíte - e da cozinha. Tenho uma certa quedinha por cozinhas, fico reparando nos detalhes, penso em besteiras na cozinha...
Mas já que estamos na cozinha... rolou nosso hot dog. É sempre bom comer antes de começar a se encher de álcool, seja responsável ou irresponsavelmente, e rimos pacas comendo cachorro quente, bebendo coca cola e misturando molhos de salada. Barriguinhas cheias... e os meninos foram colocar uma música e bater papo. A menina aqui não ficou de fora. Fui rir com eles, não fumei com eles e senti frio com eles. O frio pediu um vinho e já me imaginei na merda, tonta... mas tudo bem... porque adoro vinho e com vinho, tudo esquenta...

Apesar do vento gelado cortar nossas faces, o clima entre mim e o Wesley estava ótimo (e nada frio)... com frio, sentei na frente dele, na escada da piscina e o Tom não quis ficar sozinho e sentou na minha frente. Comecei a fazer uma espécie de massagem na cabeça dele, enquanto, também de forma inocente, o Wesley me abraçava tentando aquecer as mãos; mas o gesto do último foi deixando de ser inocente... Ele resolveu ousar e colocar as mãos por dentro da minha blusa. Normalmente isso seria recusado, daria um ataque... mas era o Wesley e na minha cabeça, ele era maravilhoso... já tinha sentido algumas coisas por ele, e estávamos solteiros, curtindo a vida... queria saber no que ia dar.
Achei que o Tom, assim como o Wendel, estavam ficando enciumados, querendo participar de todo o climinha que estava rolando. O Wendel sempre foi mais tímido e preferiu não se meter, enquanto o Tom (é o Washington...) sempre foi mais ativo... ele queria, visivelmente, participar mas não sou tão liberal quanto posso parecer - se é que eu cheguei a parecer um dia - e comigo, dois homens ao mesmo tempo não rola... e o Wesley estava mandando tão bem... por mais que as mãos dele estivessem parecendo sacos de gelo, eram mãos gostosas, que sabiam o que estavam fazendo.

E o vinho foi subindo né... e eu sabia do meu limite. Não gosto de perder o controle sobre mim mesma, então eu simplesmente paro de beber; ao contrário do Wendel... que bebeu taças de vinho - assim como eu - com uma perfeita classe e logo depois deu lugar a sua porção Shrek e virou uma garrafa (o resto) direto do gargalo. Ficamos todos tensos, mas tecnicamente despreocupados, já que o Wendel é fortinho para bebida... mas mais tarde tudo isso mudaria.

Já tontinha, fui para o quarto automaticamente designado meu. Deitei na cama, me cobri... e achei que teria alguns minutos de relaxamento, curtindo minha onda... mas aí o Wendel entrou no meu quarto, queria bater papo, queria dividir a cama comigo... e tudo seria tranquilo, se ele não estivesse bêbado. Queria conversar sobre umas coisas e achei melhor deixar o papo para um momento sóbrio na vida dos dois, e ele ficou puto comigo; achou que eu não o considerava mais e começou a tremer do meu lado. O vinho que ele bebeu no gargalo não quis que ele deitasse... ele começou a passar mal e nessa hora os meninos entraram para fazer bagunça e viram que era sério. Tiraram ele do quarto e o levaram para a sala, tentando ajudar. O Tom ficou na sala com ele e a tremedeira passara. Nisso, o Wesley entrou no meu quarto.

Foi uma coisa meio avassaladora... não sei bem como começou, mas me lembro de ele ter me beijado e de eu ter ficado em êxtase. Lembro do meu jeans saindo com facilidade e da porta ser trancada a meu pedido. Nos atiramos na cama. Lembro de tê-lo beijado mais enquanto ele estava deitado e eu por cima dele e quando parei de beijá-lo, ele me deu o sorriso mais gostoso do mundo, com uma cara de safado maravilhosa e o clima foi esquentando. Eu queria muito... não queria amor... isso a gente já tinha... queria um sexo gostoso com uma pessoa que adoro, e quis mais ainda quando ele deu o sorriso. Eu me achei perfeita - exceto pela minha barriga escrota - já que estava com uma calcinha que adoro, estava feliz... achei que rolaria. Por mim, teria acontecido, se não fosse uma palavra que deu uma esfriada no meu tesão: boquete.

Palavra feia... causa até um choque, enfim. Não sei se eu já disse em algum lugar, mas eu não gosto de boquete. Não é prazeroso pra mim - por mais que seja para 90% dos homens - e eu gosto de relações bilaterais. Sim, eu até faço - e acho que não faço bem - para agradar ao meu parceiro, quando o clima permite e sempre quando ele não espera; e não, não acho bacana fazer isso numa primeira vez. Acho que deve-se ter um nível de intimidade legal para se fazer isso, quer dizer, há de se entender que não é simples, nem fácil, colocar um pau na boca e sair dizendo que está tudo certo... E o Wesley, por mais gostoso que fosse, por mais que o sorriso tenha me deixado toda mole, ele não ia ter tratamento vip. E adiei o sexo - na minha cabeça, ele ficou me devendo...

E achei que estava tudo resolvido: o sexo não rolaria naquele momento, mas quem sabe pela manhã... e fui trocar de roupa. Coloquei minha camisolinha, penteei meu cabelo e sentei na cama. Estava visivelmente inquieta, queria um doce, estava com sede... fui à cozinha. A essa altura da madrugada, o Wendel já estava dormindo no sofá da sala agarrado a um balde e já tinha batido um papo com um pacote de biscoito. Na cozinha, colocava meu chá gelado no copo e o Wesley - de novo ele - apareceu de repente, e foi tão lindinho...

Veio todo de charminho, encostou na pia e me puxou pra junto dele. Parecia que ele também queria e que tinha deixado algo por fazer. Fui me derretendo e ele, de novo, deu um sorriso super gostoso e me beijou, com a mão estrategicamente posicionada na minha bunda nua. Nisso, me derreti mais e reconsiderei o sexo - contanto que não rolasse boquete - afinal, ele me mostrou seus atributos e ficou ainda mais tentador. Tive que ao menos sentir e sim, eu queria e sim, mais do que antes e sim, na cozinha (porque eu acho a cozinha um lugar gostoso não só para almoçar) mas a palavra surgiu de novo... e eu o deixei (a contragosto) sozinho e não fui para o meu quarto. Fui conhecer outro quarto e quando me dei conta, o Tom estava no mesmo. Conversamos um pouco e ele queria me conhecer melhor - se é que você me entende - mas com ele não ia rolar...

Fui para o meu quarto e deitei e o Tom apareceu logo atrás - literalmente - e quis mesmo fazer sexo. Ok, ele deu uma encaixada "fato" em mim, mas não era dele que eu estava com vontade. Queria outro corpo, outra boca... então o Tom foi mega fast (meeeega mesmo - ele encaixou e tchau) e foi embora sob meu humor visivelmente modificado. Achei que agora fosse dormir... e os 2 apareceram juntos. Já estava alterada e fiquei pior, porque eles não entendiam - ou não queriam entender - que o clima para sexo já tinha passado. Agora nem com o Wesley (é, ficou na dívida) nem com o Tom... e foi um momento tenso. Se eu tivesse no meu momento mais escroto, teria chutado os dois, sem pena, e virado pro lado e dormido ao som dos gemidos, mas eu estava bem... a cara gostosa do Wesley tinha feito maravilhas por mim. E depois do momento tenso, consegui dormir um pouco.

Não sei que horas eu acordei, mas acho que não eram 6. O dia estava nascendo lindo e os meninos - fortes, mas não necessariamente sóbrios - tinham ido caminhar na praia. Aproveitei pra ver como estava o Wendel e constatei que ele dormia um sono bem tranquilo, então voltei pra minha cama e dei mais uma cochilada, despertando com o Wendel no meu quarto. Conversamos sobre os acontecimentos e os outros meninos chegaram. Foram tomar café e jogar X-box enquanto eu resolvi tomar um banho.

E não é que ainda rolou uma tentativa do Wesley??? Achei tão fofo... mas não né... por maior que fosse a vontade. E batemos papo sobre várias besteiras sexuais... e daí surgiu minha idéia para uma enquete que vai rolar aqui no blog.

E foi tudo muito bom... alguns momentos de tensão, alguns stress, mas nada insuperável. Adorei a maioria das coisas, e confesso que repetiria várias, assim como repensaria várias outras. A conta do supermercado teve preço, assim como nosso almoço no Burguer King; mas a carinha super gostosa do Wesley e os paparicos do Washington e do Wendel não têm preço. E ficou tudo a ser resolvido... phoda é ser resolvido do meu jeito...

Ufffaaaa... Beijos