quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Fanfarronices Globais

Era chegado o dia. O dia onde cada um soltaria suas frangas, onde alguns rebolariam até o chão e outros beberiam e contariam alguns segredos. Alguns pagariam uns micos - de leve - enquanto outros armariam fanfarras ao lado dos fiéis amiguinhos. Alguns ficariam caretas enquanto outros fariam caretas. O dia era de festa, cada um estava com um espírito, cada um com uma expectativa, que nos dias seguintes ao 18/12 se tornariam diversas visões do que foi ou do que poderia ter sido.
Tenho a minha visão, as coisas que curti... mas mais divertido é saber como foi s mesma festa sob a ótica de outras pessoas, que também se divertiram, que podem ter bebido - ou não -, podem ter feitos coisas pratekamente... em off. Então, de participação especial neste post, temos *MariMari*... estag como eu, feliz como eu, mas muito (muito mais) mais fanfa do que eu, que falará ao longo do texto, na "deixa" que eu fiz para ela...
2 relatos, 2 visões e uma certeza: a festa foi boa bagarai (expressão aprendida com MariMari).

Tensão total: a sandália que eu usaria na festa estava arrebentada. Culpa minha, claro, por ter ido sambar com a tal. Mas não me arrependo... sambei muito, como nunca, e particularmente foi o meu melhor gingado. Só tinha uma opção: comprar outra. Tarefa tensa a ser realizada antes de ir para o trabalho, afinal, as sapatarias não amam meu pé delicado tamanho 40 e só me aparecem com sandálias "Drag Queen"... o jeito era ir numa sapataria bem pop, no melhor estilo povão, e deu certo. Sandália linda, preta, nada muito alta... mas as tensões não acabariam por aí. Minhas unhas estavam uma bosta... a boa era arranjar um salão perto do trabalho. Achei que seria tarefa difícil, mas uma anja me apareceu - Robertinha - e me indicou o salão. Liguei, marquei hora... e Mari entrou de carona. Era muito necessário eu fazer minhas unhas dos pés... seria inaceitável colocar sandálias novas (e fofas) com unha de bruxa velha do brejo. Mas como sair no meio do expediente para fazer unha? Santa hora do lanche... Ok, ficamos com fome, mas nossas unhas ficaram Mara!!!

O dia correu tranquilo, acho que todos envolvidos pela atmosfera do dia festivo, de comemoração... as alegrias começaram no banheiro. Eu e Mari nos embelezando, rindo, brincando... e de repente, ouvimos uma pessoa (que não deve ser nomeada) nos alertando sobre nosso táxi. Nosso??? Entramos em desespero, o batom foi ao olho e o rímel ao cabelo. Puro desespero. Era pra ser tudo ótimo, nada poderia dar errado, não podíamos ir com "ele"!!! Recorremos a uma amiguinha - que quase ganhou status de santa - que logo abraçou nossa causa nobre de termos um trajeto mais harmonioso e acabou nos abraçando também. Ufa!!! Ela resolveu nosso problema... fomos com ela e com mais uma companhia super agradável. Mas sabe... fiquei, no fundo, com dó da pessoinha... mas acho que foi muito no fundo, já que o "dó" passou em 1/4 de segundo...
Lugar perfeito: Costa Brava. Noite linda... nunca havia ido àquele clube e fiquei boquiaberta com a vista. A decoração estava simples, acho que pra valorizar o lugar e deu tudo certo, combinou perfeitamente. Muita bebida, muita comida, muitas pessoas. Queria dançar e talz... mas tinha tanta gente pra eu falar... dançar ficou em segundo plano. Conversei com um monte de gente, caminhei pelos andares da festa, bebi, comi e tirei poucas fotos - início de festa, sabe como é...

Muita farra... sorteio de muitas coisas e eu sequer subi ao palco. Sorteio tumultuado, muita gente, muitos gritos, mas o certo, o que se destacava, a certeza da noite, era de que o Velho é Mara!!!
O funk rolou solto - acho que hoje em dia as festas têm de ter funk, se não, a galera fala que a festa foi uma droga e fato que todos querem saber quais mulheres descem até o chão sem pudor - e não dancei até o chão... amo dançar, mas tinha tanta gente phoda, rindo, bebendo, se divertindo sem dançar, que resolvi ficar com eles e abusar da câmera. Estava inspirada. Fiz fotos muito boas... ri muito, bebi pouco e não me faltaram momentos maravilhosos.
No fim da festa, o Datacenter dominou o clube e a fanfarronice rolou solta. Não sabia que se podia se divertir tanto, de forma tão simples, simplesmente por estar junto dos amigos. Fotografei vários momentos e fico revendo sempre... me passa a idéia de que a amizade é mesmo o que nos deixa felizes.
E a fanfarronice não acabou na festa... ir para casa com as figuras do Datacenter foi um capítulo à parte da noite... todos descabelados, quase todos bêbados, beijos descompromissados (não disse onde...), fotos e muitas risadas.
Mas eu não vi a Mari em boa parte da festa... será que ela estava... pratekamente!!! Prefiro não comentar. Fala vc, *MariMari*...

5:30am! O celular se esguela tentando me acordar, mas a gripe a febre me prendem na cama. É, parece que o dia não começou bem. Reúno minhas forças e vou pra faculdade. Duas provas finais, uma após a outra, uma colada na outra. Definitivamente o dia não começou bem... Fé! O importante é ter fé. rsrs
Saí da UFF com a ótima sensação de leveza nos ombros... "Finalmente acabou". O fim do período foi tenso, como todos os outros. Fui almoçar com o pessoal, calma e preguiçosamente... Nos demos o luxo de chegar atrasados nos nossos respectivos estagios (sem acento de acordo com a nova regra ortográfica!).

Apesar de tudo, HOJE É DIA DE FESTA (afinal, esse é o motivo da minha humilde participação neste blog!)!!! Eis que chega a tão esperada festa de fim de ano da empresa... A gripe ainda deixava a sensação de alguém que levou uma surra, mesmo assim eu estava animada. Todos estavam, oras!Chegamos. O lugar é incrível e a vista pra cidade deslumbrante! Assim começou a festa... tudo muito bom, tudo muito bem... A galera enchendo a cara. Entornando todas. Manguaçando legal. Chapando o coco! Ou seja, amiguinhos, cerveja! Infelizmente a gripe me segurou nesse quesito.
Sorteios. Muuuuuuuuuitos sorteios. TVs de plasma, iPhones, viagens, notebooks, mas o máximo que consegui foi um "Obrigado pela sua participação!" ¬¬
Mas tudo bem, a gente estava lá por uma causa nobre! Afinal de contas "O VELHO É MARA!" hahahahahahahahahaha
Na hora do funk (Sim! Funk. Algum problema?), a galera me puxou pra pista de dança... fato que fui prontamente! Simplesmente ME A-CA-BEI! (Já perceberam que a gripe a essa hora já tinha saído desse corpo que não a pertence, né? Uahauhauhau) Coemeçou então um papo de "Vamos partir pra onde daqui?" Só digo uma coisa: FANFARRÕES! Um bando de fanfarrões! AuhauhauhaOk, a boa era a Nuth. Foi o que disseram. Então, vamos pra Nuth!
Pegamos a van que nos deixou no Cittá. Do nada, absolutamente do nada, mó galera sumiu. E assim eu me encontrei com 3 bêbados em plena Av. das Américas ANDANDO a caminho da Nuth. Sério! Eles gritavam... corriam... e eu só pensava: "o que eu to fazendo aqui?" O pior é que eles queriam andar pela grama e eu de salto alto e fino! Putamerda (junto mesmo!)! A mulherada me entende... Tudo bem, tranquilo (sem trema!). Resolveram fazer sinal pra um ônibus. Sei que tive que correr na grama (de salto!) e dar um mortal pra conseguir atravessar a poça de cinco metros que separava a calçada do ônibus!Descemos no ponto seguinte e estávamos na Nuth. Lá tava fraco. Muito vazio. Partimos pro São Nunca, que é do lado. Dei uma dançada de leve... olhei pro relógio: 3:30am. Quase 24 horas acordada! Meu salto já começava a me incomodar, eu estava cansada. Pedi arrego! Um amigo meu (altamente alcoolizado) também já estava afim de partir. Pagamos, saímos e chamamos o táxi (bendito seja o voucher!). Meu amigo tava um fofo (culpa da bebida, claaaro) me dando conselhos profissionais! Hauhauhauhauhaua. A gente mantinha um diálogo no táxi sabe-se lá como: eu trêbada de sono e ele, trêbado E com sono! Hahahahahahahahahaha
Deixei primeiro aquela criatura e, casa e pedi pro motorista me devolver ao meu "lar, doce lar". Cheguei e foi tudo no automático: banho e cama! Antes de dormir, dei uma olhadinha no relógio: 5:30am.
É, acho que a gripe passou mesmo! =D

Observações se fazem necessárias:
1 - eu caguei para a nova regra ortográfica.
2 - a Mari se importou com a nova regra ortográfica e aplicou o que ela aprendeu (aprendeu rapidão, neh???).
3 - post falando dos amiguinhos globais tem de rolar um "pratekamente" e um "mara", senão não quis falar do pessoal do Datacenter.

4 - as fotos estão aí, na ordem dos fatos da festa - ou quase - e outro dia eu coloco uma legenda, dou nome aos bois... essas coisas...

Beijos

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Fecha a Conta!!!

2008 se foi e devo confessar: passei os últimos dias de tal ano com certo nervosismo, sentindo algo estranho, como se não quisesse que o ano acabasse. Com certa razão, afinal, 2008 foi ótimo para mim. Minha vida deu um giro rápido, diferente... um giro de mudanças. Meu namoro acabou e sou grata pelo tempo de namoro... tirei lições boas e ruins e cresci com isso. Fiquei mais madura com o término - eu acho - e fiquei mais viva.
Me descobri mais intensa, mais amiga, mais apaixonada. Conheci pessoas maravilhosas, redescobri tantas outras e todos os seus encantos. Fui à lugares onde nunca me imaginei, passei a comprar tudo - ou quase tudo - que tenho vontade, me tatuei - e vou me tatuar mais -, beijei bocas que jamais imaginei, fiz loucuras como experimentar cachaça e topar convites promíscuos 2h da madrugada, troquei de emprego... e todas as mudanças que ocorreram em mim, influenciaram minha decisão de estar onde estou. Aprendo muito a cada dia e gostam da maneira que passei a viver: de modo mais apaixonado - por tudo o que faço - e sempre com sorriso no rosto. Aprendi a ver o amanhã, mas sugar tudo o que o hoje pode me dar.
Quando vi os fogos anunciando o novo ano, chorei. Acho que por tudo o que fiz e por tudo que pretendo fazer. Desejei um ano quase como 2008; desejei uma "versão 2" do ano que passou, do ano em que me apaixonei muitas vezes, do ano que me mostrou que estou viva - e bem viva -, do ano em que eu resolvi ser "eu" em versão turbinada.
Que venha 2009... bem regado com azeite e uma piña colada, por favor.

*Sim, me apaixonei várias vezes... (sabia que ia dar o que falar) e amei também. Paixão e amor são diferentes. A primeira coisa é avassaladora, uma química que nos faz querer entrelaçar corpos e não necessariamente levar a relação para frente. Amor é mais carinho, é mais cuidado e é difícil passar. Existe desejo, existe atração... mas você sabe esperar. Minhas paixões foram ótimas, mas tratei de esquecer todas. Hoje eu amo e estranhamente, em novas concepções de amor: o casual, o tradicional e "o que quero experimentar". Trato todos bem e a recíproca é verdadeira. Mas em outra oportunidade, eu abro meu dicionário para esclarecer os vocábulos...*

Beijos