sábado, 31 de outubro de 2009

Re-Union

Geralmente, coisas boas atraem coisas boas e foi na semana do dia 20 de Setembro. Claro que coisas ruins também acontecem, mas a vida está aí para ser vivida e se a situação foi boa ou ruim, o importante é sabermos tirar lições delas. Mas não estou disposta a falar das coisas ruins, porque ficar remoendo não é uma coisa que gosto de fazer. A parte boa mesmo, é que nessa semana do dia 20, mais precisamente no dia 23, foi o aniversário de uma pessoa que adoro muito (muito). Sabia que era o aniversário dele, mas ele nunca foi de querer comemorar. Acabei me surpreendendo, como tem acontecido nesses últimos tempos. Acho que ele também foi contaminado pelos ventos da mudança e da alegria e se contagiou e resolveu comemorar e me chamou!!! Fiquei super feliz e surpresa. Não pelo fato de ele ter me chamado, mas pelo fato de ele ter resolvido comemorar. Não poderia deixar de ir... nenhuma preguiça me impediria, nehuma chuva, nada nem ninguém. E no dia marcado, eu fui. Claro que cheguei atrasada, como sempre, mas mesmo se eu tivesse chegado na hora em que todos estivessem indo embora, teria valido a pena. Mesmo para um beijo e um abraço apertado, para que ele soubesse que estou sempre ali, pronta para ajudar, pronta para me jogar jogar com ele e com todos em qualquer aventura. Sempre vale a pena encontrar o João e os meninos... e a turma aumentou! Conheci melhor o Saad (de nome Fernando) e o Sucrilhos (que eu realmente não sei o nome) e a Cris, a namorada-esposa do Rafinha. Foi uma noite maravilhosa, na presença de excelentes pessoas... aproveitei para matar as saudades e para conhecer melhor algumas outras. O João, aniversariante da noite, estava radiante, diferente. Acho que era simplesmente felicidade. Por estar com as pessoas de que ele gosta e que ele sabe que gostam dele também, que torcem por ele, que o querem ver bem e não pelas costas. Naquela noite, não era uma festa, era um encontro de amigos, os quais ele soube escolher bem para que fizessem parte da sua vida, eram os amigos que se queriam uns perto dos otros e a energia estava perfeita. Todos possuíam uma espécie de sincronismo, um sorriso solto, fácil, descompromissado. Acho que se o dia seguinte não fosse de trabalho, todos teriam esticado o horário. Ri como a tempos não fazia e os assuntos da noite foram os mais diversos, mas o que mais me fez rir (e contribuiu para a gargalhada geral), sem dúvida, foi a sabatina - curta - de perguntas pela qual eu passei em relação ao meu namoro de bastante tempo com um menino conhecido em comum de todos. Ele já apareceu nesse blog por diversas vezes, mas devo confessar que ele não era um entusiasta desse meu espaço. Ele não apoiava a manutenção, mas também não me pedia para encerrar o espaço, porque por trás de tudo, ele gostava de ler para saber das fofocas, como eu peguei várias vezes ele fazendo. Era engraçado, porque ele achava que estava fazendo uma coisa errada em ler o blog, mas errado mesmo era ele não compartilhar esses momentos comigo. Passou. Foi uma época da qual eu tenho reclamações e muitos elogios. Muitas felicidades e muitas tristezas. No fim, um relacionamento que se equilibrava, que dava certo porque eu era muito bacana... hahahahahahahahahaha (brincadeira). Mas era da parte das reclamações, da parte das tristezas e dos furos que o pessoal reunido estava interessado e eu, como não gosto de deixar ninguém esperando, respondi o que me foi solicitado. Rimos muito, e a cada novo fato, surgia um grupo de outras perguntas e a noite ficou pequena para tudo aquilo. Além de falar mal do meu relacionamento passado - sem remorsos - a oportunidade foi perfeita para conhecer um menino (na verdade dois) que sempre me foi dito que era um escroto e a história dele é ótima. Fui na casa dele uma vez, provavelmente também o encontri somente essa vez, e isso bastou. Ele virou o cara besta, riquinho e esnobe, do qual não era bom me aproximar (disseram). Não tirei conclusões sobre ele, afinal, mal havia conversado com ele, mas se meu ex-namorado, que o conhecia há tempos (dizia), me pintou essa imagem e nem me deu chances para provar o contrário, simplesmente bateu o pé e encerrou o assunto, como eu ia contra isso??? Passei anos acreditando que o tal do Saad era um escroto metido. Haviam eventos onde ele estaria presente e eu, mesmo sem conhecer, já dizia que não ia, afinal, o carinha ia estar lá e eu odeio gente metida, não ia fazer social pra gente escrota e coisa e tal. E o tempo foi passando e a oportunidade que não surgiu naquele dia, há anos atrás, me foi dada sem pressão, sem gente para fazer julgamentos apressados por mim. Estava sozinha, livre para decidir se, no meio da galera, falava com ele ou não, pronta para afirmar o que me foi confirmado há tempos ou apagar de vez a impressão que me fizeram ter. A chance foi curta, mas deu para apagar muuuuuita coisa. Claro que eu não fiquei satisfeita com o breve momento, assim como não fiquei satisfeita ao primeiro encontro com o João, mas eu sei que vão existir novas oportunidades (como existiram com o João) e eu vou conseguir fazer uma "avaliação" melhor do Saad. Ah, o nome dele é Fernando!!! Nem isso eu sabia. O menino tem potencial para ser uma pessoa bacana, mas muita gente desperdiça potencial por aí né... então terei de esperar. Outro que também caiu na roda da escrotice, foi o Sucrilhos (coitado). Também me foi dito que era um escroto "de marca maior". Conversei com ele na ocasião e foi divertido, não me pareceu escroto, mas parece ser uma pessoa que não vou ter muito contato depois do acontecido. No fim, depois das risadas que pareciam não ter fim e da conta que ninguém queria ir pagar, para que não fosse decretado o fim daquela noite, todos queriam que toda semana houvesse um aniversário, para que houvesse essa união, esse papo solto, sincero, cheio de real felicidade. Espero mesmo que se repita. Me senti leve, me senti eu mesma, me senti única, no meio de pessoas igualmente únicas. Percebi que são todos jóias, uns mais caros, uns menos, mas todos valiosos, que não quero perder e não me perdoaria em deixar oportunidades como essa passarem desapercebidas pela minha vida. Valorizo mais o momento, por ter sido o aniversário do João, uma pessoa que admiro, que torço, que tenho como minha (possessividade ON) e pelo fato de eu ter podido ser eu mesma, e de as pessoas terem apreciado o meu verdadeiro eu. Nada de máscaras, para ninguém. Jogo limpo. Beijos