quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Tempo...

Voltei (longe desde 24/08). Não sei até quando, mas fato é que senti saudades desse espaço. Tenho usado pouco, é verdade, pois acabei encontrando nos meus amigos e namorado, uma válvula de escape para meus desabafos, que outrora eram feitos aqui.
Mas sinto muita falta de escrever. Não sei se cheguei a contar, mas me correspondia via carta com algumas pessoas. Adorei, mas acabei parando de repente. Ok, ok... enchi o saco de alguns correspondentes, é verdade, mas fato é que fiquei completamente sem tempo. Ainda estou sem tempo, mas confesso que dei uma optimizada e consigo articular melhor as coisas.
E por falar em articulação... as coisas melhoraram para o meu lado. Finalmente pararei com as lamúrias e por fim, mesmo com um ano cheio de coisas, agradecerei no final. Mas esse não é post do balanço anual... mas poderia ser. MAS NÃO É!!! (MESMO)

Senti uma vontade master de desabafar sobre o meu antigo emprego. Péssimo isso né??? Fiz um post todo polido dias desses e agora, vou chutar cachorro morto. Deveria me envergonhar disso, mas não sinto absolutamente nada. Já no post anterior queria falar abertamente sobre todos, mas sabe o que aconteceu? Alguém descobriu que eu tinha um blog. Se a pessoa fosse do tipo "fechamento", eu falaria absolutamente tudo no blog e sei que ela não comentaria com ninguém, a não ser comigo, sei que ela não sairia espalhando o que eu acho ou deixo de achar de um ou de outro. O problema é que ela é soooonsa (assim mesmo, com muitos "o's"), daquelas que na sua frente é uma e para os outros, uma pessoa completamente diferente. Sempre desconfiei dela para tudo e nunca abri nada da minha vida pessoal pra ela. Mal contava meus passos no trabalho, já que ela tinha a péssima mania de atribuir os fatos bons aos feitos dela e passava por cima de absolutamente todo mundo. Hoje, fora da empresa, posso dizer com certeza que ela é uma grande filha da puta. O mais engraçado dela é que se sentia popular entre os colegas de trabalho. Na minha área, mal sabia ela que, ao fechar a porta, era espizinhada por todos, mal falada e muito criticada. Eu, baixo nível, chamava de piranha-safada-sonsa e as outras meninas concordavam. Mas nem só de gente escrota vivia a empresa. Conheci pessoas ótimas, de caráter irretocável e sou feliz por isso. Não sei se seremos amigos para sempre, mas gostaria. Sabe aquele tipo de pessoa que vale a pena? Valeria. Mas não sei porque, mas aquele sentimento de "essa amizade não é bilateral" está brotando com força no meu ser. Eu deveria ligar, mas não. A vida e a evolução da mesma pode me trazer mais amigos, melhores ou mais do mesmo. Estou pronta.
Mas o estágio acabou. Hoje, finalmente, peguei minha avaliação. Fiquei feliz, mas sabia que meu chefe se vingaria de mim, já que eu recusei um pedido dele no último dia (sabe quando é seu último dia de trabalho e você pensa que pode fazer de tudo, afinal, é o seu último dia? Pois é. Fiz, mas sabendo que minha avaliação estava em branco e com ele. Mesmo assim, caguei.). Mas no saldo total da avaliação fiquei bem na fita. Não foi o estágio dos sonhos, não aprendi coisas magnânimas, mas deu para me divertir um pouco. Fiz amizades bacanas. Não, não peguei ninguém nessa empresa. Tinha um histórico péssimo com isso, mas me curei e hoje sou uma menina comprometida e muito feliz.
Algumas pessoas me perguntam por qual motivo eu não joguei merda no ventilador mais cedo. Por motivos óbvios, acredito eu: no meio do estágio, poderia ser mandada embora, não ganharia mais dinheiro, não completaria minhas horas obrigatórias e todo o esforço de aguentar um trabalho que não era meu iria pelo ralo. Não sou tão louca assim.
Hoje estou feliz, trabalhando como uma vagabunda louca, mas muito feliz. Nada de MIMIMI, por enquanto, só alegria...

Beijos

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Conflitos

A verdade é implacável e o dia-a-dia prova: não estou feliz.
Levantar da cama tem sido uma batalha por quase todos os dias da semana e diariamente me injeto ânimo para seguir em frente. Não está sendo fácil, não está sendo bacana. Muitas pessoas me dizem para seguir em frente e gentilmente agradeço a força, mas... não é tão fácil nem tão simples. Metade (ou um pouco mais) da minha vida está ótima. A relação com a minha família está perfeita, nossos planos para o futuro também estão, minhas amizades estão sempre florescendo e minha vida amorosa não precisa de comentários, mas minha vida profissional anda constantemente em colapso. Quando eu penso que finalmente me encontrei, surge uma semente em mim e diz que estou errada.
Sempre fico confusa com o caminho que estou seguindo, sempre busco melhorar profissionalmente, mas é tão difícil escolher qual coisa fazer, qual caminho seguir, quando se está infeliz naquele ponto. Meu curso na faculdade anda aos trancos e barrancos. Não estou conseguindo seguir em frente, não sei se é isso o que quero e a essa altura do campeonato, me acho velha para tentar outra coisa. Ainda bem que tenho amigos maravilhosos que me mostram que, em relação a "estar velha", estou é ficando louca, afinal, nunca se é velho para perseguir - e conquistar - a felicidade. Acabo que, quando converso com eles, esqueço um pouco disso e sigo em frente, simplesmente afim de dar vida aos meus sonhos, a realizar meus desejos. Acabo passando por momentos de paz. Mas não me acomodo. Claro que fico pensando nos meus caminhos profissionais (na faculdade e fora dele) e fico num conflito interno enorme, mas converso comigo mesma e por diversas vezes, me entendo, assim como, por diversas vezes, saio no tapa. Mas está perto de essa saga da faculdade terminar. Acho que encontrei exatamente o que quero e vou lutar por isso...
Mas encerrado um capítulo, começa outro. Meu trabalho. É o que eu quero? Hum... não. Quero ser feliz, quero aprender mais, quero mais... e não estou conseguindo. As pessoas continuam igualmente ótimas e surgiram umas pessoas que só vieram para acrescentar, mas mesmo assim, não me encontrei. Estou tentando, tendo mais uma oportunidade, mas não estou sabendo aproveitá-la como um todo. Por parte por minha tristeza, por minha desmotivação e em parte, pelas minhas realizações no trabalho. Não acho que faço o que deveria, acho que ajudo muito a resolver nossas coisas, mas acho que existe mais o que fazer. Espero. Acho que no momento, é o que tenho que fazer. Mas jamais acomodar! Jamais! Sempre crescer, sempre em frente, sempre buscando o mais importante: realização e felicidade.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Assalto Fardado

Estou querendo sempre voltar a postar meus textos e a atualizar meus momentos, mas verdade seja dita: tá foda. Mil coisas a fazer, trabalhos surgindo, provas, estudos, tudo ao mesmo tempo. Mas hoje, vim aqui porque eu tenho que desabafar... mas sabe quando contar 54579225654265987 de vezes um fato não resolve? Só resolve escrevendo? Esse é o meu caso.

Tive uma noite passada maravilhosa - diga-se de passagem - como há muito estava querendo ter (de novo). Ok, tive outra maravilhosa também na semana passada, mas po, SEMANA PASSADA??? Detesto viver de passado e a vida é agora, no máximo ontem. Enfim, mais uma noite maravilhosa. Acordei mega blaster bem. Humor mil, papos engraçados, tudo ok. Jamais poderia prever que uma resposta a uma pergunta despropositada poderia tumultuar meu dia. Pergunta boba, que todo mundo faz quando está com diversas possibilidades de caminho, no trânsito da manhã, e no meu caso:
"Vamos pela Niemeyer ou Lagoa-Barra?" Porra!!! De manhã? Sei lá, tudo uma bosta, mas... aquele luminoso maldito da CET-Rio estava funcionando (milagrosamente) e como boa engenheira (que pretendo ser), quero otimizar as coisas, então, o painel dizia que a "boa" era a Lagoa-Barra. Aí eu resolvi seguir a idéia do luminoso. Fomos. E a conversa continuou. Rimos litros, lembramos de causos, cantamos... Droga! Eu estava CAN-TAN-DO!!! Quer melhor humor do que isso? Até que veio uma blitz da PM. Ok, normal, estamos sóbrios, em dia com a vida... mas não hoje.
O policial nos mandou parar e na boa, paramos. Confesso que estava um pouco tensa, tentando imaginar o motivo pelo qual o PM estava parando pessoas arrumadas, que iam pro trabalho naquela hora. Logo o motivo foi exposto. Ele manteve o script de praxe: pediu documentos e tudo o mais. Até aí, tudo ok. Perguntou pela vistoria 2010 do carro e dissemos que a mesma já estava agendada, então, pensamos que estava tudo ok. Nos enganamos. O cara já nos mandou sair do carro e veio com um papo de que, mesmo com a vistoria AGENDADA, teria de nos rebocar. Eu concordei prontamente e por um momento, cheguei a pensar que o policial tinha uma veia de caráter íntegra, que não iria se deixar corromper. Mas era o dia dos enganos, era um dia esquisito...
Saímos do carro, perguntamos onde ficava o depósito e tudo o mais. Estávamos dispostos a ter o carro rebocado e iríamos recuperá-lo no depósito. O PM percebeu nossa intenção de voltar para casa de ônibus e sugeriu uma resolução rápida, sem problemas, onde "todo mundo ganhava". Pensei: CORRUPÇÃO PASSIVA. E pronto. O policial nos deu um preço. Fiquei indignada. Nos pediu R$ 400,00 para liberar o carro e eu, óbvio, deixaria levar. Mas o cara começou com um papo esquisito, então, acabamos pagando. Não a fortuna que ele pediu, mas demos uma quantia. Fiquei mais arrasada ainda quando, ao receber o dinheiro, "no sapatinho", e ver a quantia, ele ainda nos olha pela janela, abaixa, como um amigo ao nos falar e diz: "Amigo, você está fora da sua realidade..." como se R$ 400,00 fosse a quantia normal a ser paga pelos motoristas na Lagoa, e nós, que estávamos de passagem, não deveríamos estar ali. Ou seja, a realidade de cada bairro é uma, a quantia a ser extorquida do cidadão varia de acordo com o bairro.
Fiquei me sentindo mais impotente, desprotegida, com medo. Não sei o que mais temo: o bandido desleixado ou o fardado. Tenho medo de todas as blitz, tenho medo de cada carro cheio de policiais que passa do meu lado quando estou caminhando na rua. Nunca sei o que pode acontecer, nunca sei quem está dentro do carro. Não temos filtros para índoles de indivíduos. O poder público diz que devemos acreditar. Mas em quem?

quinta-feira, 10 de junho de 2010

\o/

Noooossa... muito tempo que não venho nesse espaço e estou super feliz por voltar. Vi que tem mais pessoas seguindo o me blog, apesar de eu quase nunca aparecer por aqui. Fiquei bastante surpresa (mesmo).
Li esse meu último post e nossa! Quantas coisas aconteceram nesse meio tempo. Sim, sim, sim... consegui o que eu tanto batalhei e também estava feliz, bastante mesmo. Mas um tempo depois, tudo começou a desmoronar, mas nem tudo estava perdido. Longa história, meu blog. Tudo a ver.
Alcancei meu tão sonhado emprego numa empresa de Telecom, que me acolheu e apostou em mim. Na verdade, uma aposta mútua, uma troca de conhecimentos e senti que estava no lugar certo. Pessoas ótimas, sem preconceito algum, alegres, comprometidas, que sabem o que fazem e o mais importante: se apóiam. Um grupo bastante unido, que logo me recebeu e me incluiu na mesma união, na mesma sintonia, num fluxo perfeito. Um grupo onde as pessoas se mostraram extremamente verdadeiras e só se revelaram, a cada dia, pessoas melhores.
Fiquei bastante contente com tudo, os dias correram bem, o estágio do CEFET estava finalmente encaminhado e consequentemente o dia de conseguir o sonhado CREA também. Mas ainda faltava alguma coisa. Na verdade, sou super inquieta com as coisas e gosto de preencher meu tempo com coisas que valham a pena, mesmo sabendo que o dia só tem 24h e que temos que tirar pelo menos 3h para dormir. Comecei a montar minha agenda: o estágio estava num horário perfeito, a faculdade nem tanto, queria nadar, fazer minha capoeira e mais algumas coisas. Espremi tanto o tempo, que parece que consegui a brecha diretamente cedida pelo Deus Chronos. Nunca foi novidade que faço faculdade de Matemática também (ou é novidade?) e queria muito ter a experiência de dar aulas. Impossível, pensei. Tenho estágio, aula, sono, trabalhos da faculdade, natação... e quando eu vi que o tempo seria implacável, desisti da idéia.
Ok, não desisti completamente. Adiei um pouco os planos... e eis que um amigo meu me indicou para dar aulas e eu fui chamada! Fiquei muito feliz, fui convidada a dar aula e achei sensacional. Claro que não posso sempre, um dia na semana ou dois, por duas horinhas e já está valendo a pena. Ok, coloquei a natação para 6h da manhã e a capoeira para 9h da noite e ficou tudo certo. Uma experiência curta, mas fantástica, que está me enriquecendo muito como pessoa. Com as crianças, estou aprendendo muitas coisas e isso é um aprendizado que se leva para o resto da vida. Claro que nesses dias eu fico mais cansada, mas coloco a cabeça no travesseiro e sinto que estou tranquila, crescida, enriquecida. Estou bastante feliz. Mesmo.

E por enquanto, são essas as novidades mais pungentes. Meu trabalho vai bem (graças!!!) e as criancinhas também. Por enquanto, me viro bem com as minhas funções e estou pretendendo agregar mais coisas!!! Surgiram dois cursos que estou doida pra fazer. Ainda bem que meu corretivo M.A.C. está em dia e as minhas maquiagens Maybeline também.
Ainda tenho um bafão sobre os meninos pra contar... BAFÃO TOTAL!!!

*ok, tentei a foto de um dog feliz... mas a cara de drogado dele me conquistou... hahahahaha

Beijos

segunda-feira, 8 de março de 2010

Vida que segue

Nossa... quanto tempo hein... Resolvi dar uma passada no meu próprio blog como uma simples expectadora e me assustei com a data da última postagem. Confesso, andei bem distante mesmo. Não que as coisas na minha vida não tenham acontecido, mas a velocidade na qual elas tem acontecido e minha falta de tempo para tudo ao mesmo tempo, me fizeram me ausentar desse meu canto tão querido.
Fazendo um balanço do último post... consegui o que eu tanto buscava depois de conseguir minha liberdade. Tive de procurar por outros caminhos e acredito ter escolhido o caminho certo - ao menos se mostrou certo até agora - e já estou visando voôs maiores.
Minhas amizades ficaram mais esquisitas. Algumas mais, outras menos. Algumas me decepcionaram muito e ainda não perceberam e acredito eu que jamais irão perceber, já que no fim das contas, eram amizades de interesse, nada verdadeiro, nada sincero. Algumas simplesmente me decepcionaram cometendo deslizes, escolhendo caminhos tortos, esquecendo dos conselhos, das juras de amizade e dos momentos ruins onde um apoiou o outro, mas no fim, não fiquei extremamente abalada, afinal, acredito que essa tomada errada de caminho servirá para lições futuras. Outras amizades me surpreendem bastante numa visão positiva - coisa que eu adoro.
Meu namoro continua firme, forte, cada dia melhor. A cada dia nos renovamos e nos entendemos mais; a cada dia, nos entendemos mais pelo olhar e vemos que nossa cumplicidade só cresce. Fazemos planos para um futuro que, simplesmente por ser futuro, é incerto, mas acreditamos nos nossos desejos e sim, quem sabe, planos e desejos numa só caixinha.
Meus projetos pessoais estão se realizando e estão surgindo mais outros e o tempo vai ficando curto, como sempre. Acredito mesmo que devo dar um passo de cada vez, mas fato é que a vontade de agarrar tudo de uma vez só e me doar 100% a todos os projetos existe. Não disse ser possível, disse que existe. Coisa novas estão acontecendo e estou muito feliz. Estou "me metendo" em áreas que não são minhas e estou adorando esse mundo novo. As pessoas me apóiam, me conhecem e simplesmente gostam de mim como sou. Estou bastante satisfeita com tudo.
Muitos planos esse ano... com um mega amigo que me "abandonou" e foi morar em SP (farei um post sobre ele em breve), viagens comemorativas, viagens de aventura, festas, compras, planos comigo mesma, com minha vida...
Algumas coisas eu simplesmente quero que aconteçam, sem muita pretensão, sem alarde. Quero mesmo ser surpreendida com alguns planos que não dependem muito de mim, mas que por dentro, torço para acontecer.
Minha vida segue. Cheia de planos, cheia de vigor, cheia de esperança... simplesmente "Full of Grace"

Beijos

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Balanço Geral - dá tempo!!!

Nooooossa... o ano de 2009 terminou bem antes aqui no blog. Fiquei mega ausente, com muitas coisas acontecendo na minha vida. Andei por caminhos diferentes e como qualquer experiência diferente, causou impressões e que não foram boas. Andei, me esforcei, me arrastei e no fim, não valeu a pena o rumo que tomei (ao menos tomei um rumo, posso chegar ao fim da jornada e dizer que valeu ou não a pena, afinal, eu enfrentei aquilo, eu vivi e é por isso que qualquer caminho vale a pena). Ainda bem que sempre há tempo de voltar, sempre passa uma mão amiga para te resgatar e hoje, com toda certeza, digo que estou livre. Foram muitos fatos em 2009 e todos eles merecem ser comentados, ou ao menos os que eu me recordar ou simplesmente julgar serem mais importantes.
O que deveria ter acontecido aqui no blog (coisa rotineira) e que não rolou, foi o tradicional post de fim de ano. Um clássico, tipo vestido de bolinhas e óculos grandes... mas eu vou fazer agora. Ainda é Janeiro, ainda dá tempo... na verdade, sempre é tempo quando se faz o próprio tempo.


Não posso reclamar totalmente de 2009. Trabalhei onde eu quis, fui feliz, fiz amigos maravilhosos que tenho até hoje, aprendi o valor das coisas, aprendi mais a trabalhar em grupo, aprendi que famílias podem coexistir e eu fiz a família que eu escolhi dividir um espaço dentro de mim junto com minha família oficial. Uma família que eu montei, que eu escolhi a dedo, no meu trabalho. Mas não foi um ano pleno. Acabei saindo desse trabalho maravilhoso por motivos que não foram meus, não foram da empresa, mas foram de terceiros. Tive de aceitar, mas doeu bastante. Corri atrás de outro emprego. E esse foi o
caminho que eu segui, errado, o qual citei no início. Hoje, essa fase passou. Larguei o que me deixava infeliz, estou procurando essa felicidade e tenho certeza absoluta que vou encontrar.

Me dei super bem na parte dos amigos... revivi umas amizades, criei outras mais e cuidei das minhas mais antigas. Fui bastante feliz com relação a isso e quero sempre mais. Quero descobrir mais pessoas que valham a pena, mais pessoas que podem contar comigo e que essa troca exista. Quero descobrir pessoas que buscam uma amizade verdadeira, que nunca tiveram, que querem a primeira. Quero ser feliz e distribuir felicidade. A quem merece.


A parte do amor foi sensacional. Tive amor "bandido", sexo casual e depois ficou sério. O amor bandido foi interessante, com diversos flertes, mãos na bunda onde e quando não poderia ser, beijos rápidos e escondidos, sexo no banheiro feminino e não passou disso (na verdade, não podia passar disso). Já me perguntaram se sinto saudades disso ou se gostaria que isso tivesse parado na horizontal. Já quis experimentar mais um pouco sim, mas o tempo seeempre foi contra. E eu já lutei muito contra o tempo, contra as adversidades e aprendi a respeitá-los e entender os seus sinais.

O sexo casual foi uma experiência que jamais esquecerei. Tive parceiros fantásticos, que realmente entenderam a proposta, que, se hoje eu ligasse para eles, continuaria sendo casual. Não nos amávamos, mas gostávamos um do sexo do outro e essa química é que era importante entre nós. Na contramão disso existiam alguns que não entendiam a idéia e partiam para o amor. Foi uma merda, já que eu tinha que deixar claro que jamais corresponderia àquela expectativa., fora o fato de, além de ser amor, o sexo não era bom. Se realmente existisse amor por minha parte, não daria certo, porque uma parte dele não funcionava e ninguém merece um amor pela metade. Ok, fui fria... mas não sejamos hipócritas, ok? Não faço caridade.

Por fim, parei com essa vida quando conheci meu namorado atual e estamos firmes até agora. Nenhuma briga, nenhuma alteração de voz, absolutamente nada que pudesse nos abalar, nada que pudesse nos fazer pensar se é isso mesmo que queremos a nós mesmos. Por enquanto, é isso o que queremos e a cada dia que passa, temos nos dado mais prova disso. Estou feliz. Passei por muitas fases e estou feliz. Passaria por todas novamente (ok, ok, eu adoro sexo) para chegar até aqui.


Por fim, um ano que certamente ficou marcado em mim. Claro que mais coisas aconteceram, mas foram tantas, são tantos detalhes, que agora, no meu estado alcoólico atual, não conseguiria descrever. Mas sei muito bem do que estou falando e uma coisa é certa: 2010 promete. Em tudo. Para todos.