segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Unhas da Discórdia

Aconteceu um fato engraçado aqui em casa no sábado e que se estendeu até hoje (e que eu preciso colocar aqui como uma forma de desabafo, já que com quem quero gritar e destilar todas as palavras mais ardidas eu não posso).
Comprei um vestido (lindo, preto, TQC, fantástico) para ficar de sobreaviso no meu armário, pois nunca se sabe quando vai surgir um evento - que acabou surgindo - e se tem de estar linda. Pois bem, deixei meu vestido dentro do saquinho da loja em cima de um sofá que fica no meu quarto. Ninguém mexe, então, não me preocupei. No dito sábado, cheguei em casa e vi que haviam mexido em absolutamente todas as minhas coisas no quarto. As pessoas aqui de casa acham que arrumar é simplesmente um ato superficial, isto é, tem de parecer arrumado e para isso, pegaram as coisas que estavam em cima do sofá e jogaram - literalmente - dentro do armário, inclusive meu saquinho com o vestido novo. Imaginem a minha cara quando abri meu armário e vi aquele caos?!? Fiquei arrasada, mas tudo bem, comecei a pegar as coisas para arrumar, separar roupas da semana para lavar (já que haviam juntado tudo...) e foi aí que aconteceu.
Quando fui pegar o saquinho do vestido, ele estava estranhamente aberto, sabe quando o saco de batatas está aberto no chão da feira para que as batatas fiquem expostas? Pois é, o saquinho do meu vestido estava assim, mas com um PLUS: um punhado de unhas cortadas, aparentemente de Pé, estavam em cima do meu vestido, dentro do saquinho. Fiquei completamente enojada e ao mesmo tempo com ódio. Como assim... UNHAS?!?!?!?!?!?
Saí pela casa indignada e a primeira a saber de minha surpresa com mais detalhes foi a Jô. Como ela estava ali, diante de mim e com a mesma cara de nojo, perguntei se havia sido ela (sabia que não, afinal, ela mal tem unha nos pés e nas mãos para cortar daquele jeito que havia encontrado) e é óbvio que não havia sido. Meu coração sabia, minha cabeça sabia. Obviamente perguntei a minha madrinha, que não sei por que, mas de uns meses para cá, vem dando uma de sabotadora. Juro: ao primeiro momento, não desconfiei dela, mas aí...
Po, ela disse que não foi, que aquilo era maluquice (concordo!!!) e eu resolvi perguntar para a outra moça que trabalha aqui em casa. Era dia de folga dela, mas não me intimidei em ligar para perguntar. Ela ficou indignada e tudo o mais, mas disse que não foi ela. Acreditei, afinal, por mais que ela corte as unhas dos pés na minha casa, ela sempre corta no chão da área de serviço, onde tem mais luz. E o papo foi morrendo, porque não foi ninguém.. ninguém sabia de nada, ninguém viu nada... e eu deixei para lá, a tempo de ouvir minha madrinha dizer que o Bombeiro Hidráulico da Fabrimar havia estado no meu banheiro... já perceberam onde eu quero chegar né? Lembra que eu disse que não desconfiei dela no primeiro momento? Mas como não desconfiar de uma pessoa que acaba insinuando que pode ter sido o Bombeiro? Que o cara tirou as botas, as meias e se sentou confortavelmente no meu sofá, sabendo do meu vestido novo no saquinho, corta as unhas e coloca lá pra eu ficar "putinha"??? POR-RA!!!
Aí eu comecei a achar tudo muito estranho, mas o papo morreu. Peguei meu vestido, lavei e esqueci da história. Até onde foi possível.
Hoje, a moça que estava de folga teria de trabalhar na minha casa e ela não foi. Não perguntei o motivo e meu dia seguiu tranquilo, até agora à noite. Minha madrinha vem me dizer que a moça não veio trabalhar por minha causa. WTF???? Como assim? Tive que perguntar o que eu fiz para que ela não viesse trabalhar. Alegou que estava muito sentida, abalada emocionalmente por eu pensar que pudesse ter sido ela no caso do "Mistério das Unhas". Ui! Magoei litros! Não! Achei o fim do mundo dar uma desculpa babaca para não vir trabalhar. Era melhor ter inventado uma dor de barriga foda.
No fim das contas, falei um pouco do que eu queria para a minha madrinha, nenhuma mentira. Que perguntei a todos da casa, inclusive ao meu padrinho. Não acusei ninguém. Perguntei para tentar chegar na pessoa, não cheguei e parei. Minha madrinha esqueceu que foi ela mesma quem sugeriu, além do Bombeiro da Fabrimar que a própria moça poderia tê-lo feito (essa parte eu deixei quieta). E ela acabou colocando culpa na moça da loja, sendo que eu tirei o vestido mil vezes do saquinho para mostrar para as amigas, para os amigos e para a mamãe (e não tinha unha nenhuma); e acabou chamando a Jô - aquela fofa, que eu mega adoro - de MACUMBEIRA!!! Fiquei puta pra caralho. E o "macumbeira" saiu como se ela tivesse dito a maior verdade do mundo.
Fiquei bem chateada mesmo. Se ela fosse macumbeira, ela também não teria absolutamente nada a ver com isso e para mim, a religião não reflete o caráter de uma pessoa, vide a sabotadora, que é católica e acha que está acima de muita gente pois frequenta a igreja, às vezes, aos domingos. Além disso, achei que a moça que faltou hoje merecia o oscar... hahahahahahahaha. Quando ela vier na quarta-feira, vou ter uma conversa com ela, olhando pra ela e vai ser aquilo: se tudo acabar bem, bacana; se não, bacana!
Caguei #mil.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Adendos - Saldo 2010

Te falar... acabei de postar sobre meu ano passado e resolvi ler meu post sobre 2009. Realmente: citei o fato de que não havia brigado no namoro até aquela data, o que me faz concluir que quando rolar uma briga nesse namoro, vai ter um post especialmente para ela.
Outra coisa que percebi - e não tem nada a ver com o post de 2009 - é que falei muito de chuvas num momento em que estamos passando um sufoco danado aqui no RJ por culpa delas. Foi totalmente sem querer. Meu humor é ácido, mas não sou capaz de fazer trocadilhos com tragédias. Não faz meu estilo. Se bem que, quem lê me blog me conhece, logo... vai entender perfeitamente isso.


Beijos

Saldo 2010

Ainda estamos em Janeiro e me sinto bem para fazer um balanço do meu ano que passou. Sabe que ainda estou desejando "Feliz Ano Novo" para algumas pessoas? Mas credito tudo a Janeiro. O mês ainda não passou, ainda vejo decorações de natal por aí e conheço pessoas que ainda não se falaram em 2011. Mas não vim para falar de um ano que mal começou. Vim para falar de um ano que passou levantando poeira, me sujando por completo, me obrigando a me sacudir. Alias, sacudir é uma das palavras interessantes para descrever o ano de 2010. Não só para mim, mas para muitas pessoas que me cercam.

Não posso reclamar completamente de 2010. Terminei 2009 com uma proposta de estágio, uma que estava precisando e lutando muito para conseguir. Na virada de um ano para o outro, até mudei meu estilo: coloquei branco, esmalte rosa... tudo para atrair boas vibrações para 2010 (sabe que repeti o ritual para receber 2011???) e deu certo. A mandinga funcionou e comecei no estágio técnico em Janeiro de 2010. Não foi do jeito que eu queria, não aprendi as coisas que devia, mas toda e qualquer experiência é valida quando se quer crescer como pessoa - e eu sempre quero. Fiz amizades otimas, levei rasteiras de outras e mesmo assim, fui feliz no estágio. Durou praticamente o ano todo, já que fui chamada para um trabalho de verdade numa empresa de verdade com trabalho de verdade. Aceitei sem piscar. Parei de reclamar da vida profissional e segui em frente. Estou feliz, na minha área, com novas pessoas e novas análises a fazer.
Ainda tive uma experiência fantástica de algumas amizades verdadeiras e de aprendizados para sempre. Trabalhei no Par Perfeito e vi de tudo. Aprendi com a história da vida de outras pessoas, um local fantástico para descontruir preconceitos, mitos e mentiras. Um local onde todos são muito francos, onde as pessoas prezam a sinceridade e a cumplicidade. Fora o trabalho, que foi divertidíssimo, fiz amizades que se conectaram a mim de forma tão rápida, que não sei explicar. Na verdade, juntas, já tentamos explicar e não conseguimos. É o tipo de ligação que não se explica, se vive, se aproveita e pronto. Sou muito grata por isso.

Foi um ano de concursos. Estava mesma decidida a mudar de vida e me inscrevi em quase todos em que teria alguma chance. Confesso: estudei mais para uns do que para outros, mas valeu como experiência, para saber o que preciso reforçar... e sei que estudando forte, pode dar certo. Em dois concursos não passei por pouco e onde eu achei que fosse sucumbir, cresci, pois reconheci em mim uma vontade nova de querer passar, de me dedicar a aquilo. Não podia reclamar dos resultados, pois para alguns não estudei do jeito que deveria e para outros não estudei como queria, mas irei. Tirei lições, como tudo em que faço na vida. Para esse ano, tenho objetivos em concursos e já comecei a traçar meu caminho.

Minhas amizades se mostraram fantásticas, daquelas que você pode fechar os olhos e se entregar. Sim, sim... o Igor está nesse meio. É aquele que sempre me apóia em minhas questões e opina em tudo. Amo. É uma pessoa que não diz necessariamente o que eu quero ouvir, mas diz o que ele pensa, o que sente, o que acha, e isso para mim tem um valor que não consigo mensurar. Não é o tipo de amigo que se tem para ouvir palavrinahs bonitas, para ser sempre confortada (pq vamos combinar: a vida nao é toda conforto!!!), mas é o amigo ideal para quem quer ouvir sempre a verdade, doa ou não.
Outras amizades morreram (como não poderia deixar de ser, normalmente, ao longo do ano, percebemos o que não nos serve e passamos para frente). Sabe que não liguei? Fiquei muito melhor sem elas e confesso: poderia tê-las dispensado antes. Algumas ainda me perseguem, mas eu finjo que não vejo.

Minha vida amorosa esteve fantástica (e continua!), não tenho mesmo do que reclamar. Meu namoro continua a todo vapor, mesmo depois de ter descoberto que existe uma (nooooossa... uma pessoa!) alma invejosa que torce contra. Esse tipo de coisa não nos afeta, afinal, nós é que temos de nos gostar e não somos o tipo de casal que faz pose para quem está do lado de fora, já que ninguém de fora paga as nossas contas ou discute o nosso relacionamento como nós. Não somos atores. Somos verdadeiros e acredito ser por isso que nos damos tão bem. Não pensamos no que as pessoas vão dizer/pensar de nós, porque isso não importa. O que importa é o cada um enxerga no outro.
Não tivemos nenhuma briguinha sequer (não brigamos até hoje, desde o início do namoro!) e estou achando isso sensacional! Tenho um gênio terrível e nunca brigamos! Sou super chata e ele nunca ficou de mal humor comigo quando eu fui chata - pq reconheço que sou chata quando eu quero ser. Aos olhos de algumas pessoas formamos um casal super improvável, mas que no fim das contas, um casal perfeito. A compreensão entre nós existe, nossa relação é baseada num diálogo franco, aberto e sempre somos sinceros um com outro, até quando achamos que pode magoar. Sim, estou apaixonadíssima por ele e confesso: no inicio tive dúvidas, já que várias pessoas me perseguiam, querendo casinhos, rolos, nada compromissado, mas hoje, não penso nessas possibilidades.
Nos amamos, sem dúvida. Temos planos ambiciosos e um deles, quem sabe, pode se realizar esse ano. Não sabemos onde vamos parar, mas por enquanto, sabemos que não queremos parar.

Tive um momento tenso em 2010: meu pai teve um AVC e fiquei super mal, pensando mil coisas e no fim, achei uma médica fantástica que me acalmou, me fez entender a situação e viver com ela. Meu pai está ótimo, vive normalmente e eu, de longe, tento o mesmo.

No fim, o ano de 2010 não foi mal. Realizei a maioria das coisas que queria, com alguns contratempos, mas o que seria da vida sem os contratempos, sem aquela ventania que levanta um tipo de poeira que não sai quando se sacode a roupa? Do que seria a vida sem aquela chuva inesperada que te molha dos pés a cabeça e no fim das contas, onde você deveria estar furioso você dá um largo sorriso e cantarola uma música? Meu ano foi assim: cheio de coisas que normalmente, fariam desistir, mas que foram encaradas como apenas mais um obstáculo a ser ultrapassado. Nunca estive sozinha e esse foi meu grande incentivo do ano. Meus amigos enfrentaram ventanias e chuvas comigo; nos molhamos juntos, cantamos juntos, sacudimos nossas roupas juntos e estamos aqui: bem, prontos para mais um ano, prontos para mais chuvas, ventos, sorrisos e choros. Estamos prontos para viver, para experimentar, para sentir, para saber. Por que queremos sempre mais.